A Comunicação do Rio Grande do Sul perde uma das figuras mais importantes do segmento. Isso porque, na noite da última segunda-feira, 12, morreu, aos 70 anos, o radialista Cláudio Moretto. Ele estava internado no Hospital da Santa Casa, em Porto Alegre, desde o início de dezembro. O profissional enfrentava problemas renais e realizava sessões semanais de hemodiálise.
Recentemente, ele deu entrada no hospital para a realização de um cateterismo, em razão de complicações cardíacas associadas à doença renal. Após o procedimento, o quadro de saúde se agravou, com piora registrada no período do Natal. Ele deixa a esposa e um filho. A despedida ocorre nesta terça-feira, 13, no Cemitério São Miguel e Almas, desde as 12h30.
O radialista teve passagem pelo Grupo RBS, onde atuou como coordenador de Jornalismo da rádio Gaúcha. No mesmo local, ele participou de grandes coberturas, entre elas a visita do Papa João Paulo II à capital, em 1980, e o movimento Caras Pintadas, em 1992.
A trajetória do profissional na Rádio Gaúcha começou como editor do programa ‘Chamada Geral’. Após, passou pela chefia de Reportagem e coordenação de Produção, até chegar à coordenação da emissora, cargo que ocupou até 2015.
Despedidas:
Alguns amigos e comunicadores lamentaram e relembraram grandes momentos ao lado do profissional, por meio das redes sociais. Em um texto, o jornalista André Machado escreveu: (…) A partida do Moretto é dolorosa. Ele foi um cara que te conquistou com o tempo. Parecia duro, mas era puro coração. Tenho enorme carinho pelo amigo que me incentivou em cada passo no crescimento. O Moretto na retaguarda era segurança para qualquer apresentador ou repórter que estivesse no ar. Como poucos, sempre sabia o que fazer para que uma transmissão ao vivo crescesse (…)”.
O jornalista Flávio Dutra também foi um dos que escreveu em memória do comunicador. Ele registrou: “Recebo a triste notícia do falecimento do querido amigo Moretto, que lutou bravamente contra complicações de saúde, mas não resistiu ao tratamento. Trabalhamos juntos na Rádio Gaúcha. Era um profissional absolutamente comprometido com o bom Jornalismo e um grande chefe de equipe. À Lucia, ao Dudu e aos inúmeros amigos do Moretto vai um abraço fraterno”, escreveu.
Na mesma linha, Renato Martins recordou que iniciou a carreira ao lado do amigo. Em um dos trechos de sua homenagem, escreveu: “Meu chefe direto na Rádio Gaúcha nos anos 80 e 90, Moretto foi um mestre dentro de uma grande escola de jornalismo na qual ancorei a arrancada de minha carreira. Depois da RBS, seguimos amigos e nos encontramos muitas vezes”, registrou.
A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) também divulgou uma nota de despedida: “A Associação Riograndense de Imprensa lamenta profundamente o falecimento do jornalista Cláudio Moretto do Nascimento”, registrou parte do texto, que também relembrou a trajetória do profissional e informou dia e local do sepultamento.