O ano de 2025 foi de muitos desafios, mas também de avanços relevantes para os veículos digitais e impressos do Grupo RBS. De acordo com Rodrigo Müzell, gerente-executivo de Jornalismo Digital do conglomerado, a plataforma GZH está se adaptando rapidamente a redução da audiência proveniente das buscas no Google, impactadas pelo avanço da Inteligência Artificial no buscador, e à mudança no hábito de consumo de informação, cada vez mais orientado ao vídeo, exigindo um processo acelerado de adaptação.
Reunindo conteúdos do Diário Gaúcho, da rádio Gaúcha, do Pioneiro e da Zero Hora, ao longo de 2025, GZH precisou investir na manutenção do foco no digital, mas sem abrir mão da curadoria e do cuidado editorial do impresso. “Conteúdo de qualidade, com foco no digital, produzido nas redações integradas da RBS por profissionais de texto, imagem e áudio, e valorizado em nossos jornais impressos, que entregam curadoria e a qualidade de colunistas para uma base robusta de assinantes que preferem o formato”, resumiu Rodrigo.
Muito a comemorar
Entre as principais conquistas de 2025 está o crescimento acelerado dos canais no YouTube e nas redes sociais, como Instagram e TikTok, que se consolidaram como ambientes de inovação. A programação ao vivo da rádio Gaúcha, por exemplo, passou a incorporar mais recursos de imagem e interatividade, o que, ressaltou o gestor, gera uma conversa ainda maior com os produtos nativos digitais, como o videocast ‘Conversas Cruzadas’ e os lançamentos mais recentes ‘Andei Pensando’ e ‘Paralelas’.
Segundo Rodrigo, o ano também foi marcado por coberturas relevantes realizadas in loco, que mobilizaram milhões de usuários em GZH. Entre elas, a morte do Papa Francisco e a escolha de Leão XIV, o primeiro Oscar vencido pelo Brasil e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, “que trouxeram informação, análise e opinião em tempo real, nos mais diversos formatos”.
Projetos especiais pensados especialmente para o digital, mas com desdobramentos em rádio, TV e impresso, reforçaram esse movimento. “O podcast de true crime ‘Maníaco do Cassino’, o especial dos 20 anos da Batalha dos Aflitos e a eleição da Música do Rio Grande foram outros exemplos da principal conquista das nossas redações no digital em 2025: um ambiente de criatividade e alto poder de realização em meio à mudança constante provocada pela tecnologia”, salientou.
Resultados e projeções
Na frente financeira, os veículos digitais e impressos apresentaram desempenho positivo. Em GZH, o faturamento aumentou de forma significativa em relação a 2024, apesar dos impactos provocados pela transformação no mercado de mídia display e pela alteração nos hábitos de consumo digital, especialmente com o uso intensivo de ferramentas de busca baseadas em IA. “Para 2026, o negócio tem grande potencial de crescimento impulsionado pela captura dos investimentos realizados em aquisição de assinantes e pela diversificação dos formatos de publicidade on-line, incluindo soluções de segmentação e conteúdo patrocinado”, afirmou Luísa Pinto, diretora Administrativa e Financeira do Grupo RBS.
Já o Diário Gaúcho viveu, em 2025, um ano de recuperação após os impactos da enchente de 2024, que afetaram diretamente as operações de venda avulsa. “Ao longo do ano, conseguimos recompor a base de clientes e registrar crescimento de faturamento frente ao ano anterior”, contou. Com isso, a estratégia pensada para o ano que se inicia passa pela manutenção do foco em eficiência operacional, pelo fortalecimento da proximidade com o público e pela exploração de oportunidades em formatos digitais complementares.
No Pioneiro, o faturamento ficou alinhado com as metas estabelecidas, resultado de uma gestão equilibrada e da busca contínua por novas soluções comerciais. Para 2026, afirmou Luísa, embora o cenário seja desafiador, a projeção é de oportunidades de fortalecer sua presença digital e ampliar a integração com projetos regionais, mantendo a relevância da marca junto à comunidade.
Por fim, em Zero Hora, o desempenho financeiro também foi positivo, com o encerramento de 2025 acima das metas estabelecidas. De acordo com a executiva, o cenário projetado para 2026 é mais desafiador, refletindo uma tendência estrutural do mercado editorial, “mas com oportunidades de diversificação em serviços gráficos e soluções personalizadas para anunciantes”.