1 – Quem é você, de onde você vem e o que faz?
Sou uma pessoa justa, que valoriza as relações, que ama aprender e compartilhar. A minha inquietude nessas questões me ajuda a avançar e inovar.
Nasci em São Paulo e vim morar em Porto Alegre com a mudança profissional do meu pai. Aqui terminei o colégio e fiz faculdade de Publicidade e Propaganda na PUCRS. Trabalhei por alguns anos em agência de propaganda.
Gosto de empreender. Já tive algumas empresas. Algumas aos olhos do mercado não deram certo, mas todas na minha ótica deram. Até mesmo aquelas que acabaram não chegando ao mercado. Eu não seria quem sou sem essas vivências e aprendizados.
Profissionalmente, estou sempre envolvido em diversas frentes e projetos. Hoje estou à frente da Guru do Endomarketing – empresa focada em treinamentos, mentoria de profissionais e projetos especiais para empresas. Além disso, dou aula na pós-graduação da ESPM-Sul, desde 2007, nas disciplinas de Endomarketing e Comunicação Interna. Sou conselheiro da startup Sqed e cofundador da Qore.me junto com o CEO da Lapidarium Design, Douglas Conte. A Qore.me é uma empresa que também desenvolve projetos de Endomarketing, mas sempre tendo como ponto de partida a cultura da empresa.
2 – Por que escolheu trabalhar com Endomarketing?
No começo acreditava que tinha sido sem querer, mas olhando pra trás tenho certeza que não foi. Sempre tive habilidades em humanas e exatas. Tanto que quase fiz engenharia mecânica.
Quando trabalhava em agência de propaganda, me questionava toda vez que fazia anúncios para incentivar o consumo. Não estou julgando quem trabalha na área, apenas dizendo que aquilo me incomodava. Com isso, acabei indo trabalhar em agências que tinham outro perfil. Numa delas, a Método, eu já fazia algumas ações internas para alguns clientes como: Todeschini, Band RS, entre outros.
O mais engraçado é que o título da monografia na Faculdade foi “O Uso das Estratégias de Marketing nas Relações Interpessoais”. Olha aí o meu viés para o Endomarketing nos primórdios de 1994.
Depois fiz parte por 19 anos do board da Happy House – uma das maiores agências de Endomarketing do país. Costumo dizer que mesmo que eu saia um dia do Endomarketing, ele jamais sairá de mim.
Hoje o que me move é transformar as pessoas para que elas possam transformar suas carreiras e empresas. E o Endomarketing me possibilita isso. Por meio dele, posso expandir a valorização das relações que tanto prezo.
3 – Quais são os principais desafios enfrentados pelo profissional que atua com Endomarketing?
Eu poderia citar vários, mas existe um que resume e interliga todos os outros.
O maior desafio hoje de cada profissional é se tornar cada vez mais estratégico. Parece algo simples, mas exige comportamentos e atitudes diferentes e, por vezes, até na contramão do mercado.
Vivemos um tempo em que muita coisa é pra ontem. Queremos velocidade em tudo: na internet, nos projetos, nos resultados, no crescimento na carreira.
Muita coisa é possível acelerar com tecnologia, mas outras não. Se descuidamos, caímos nessa armadilha: lá estamos nós buscando uma ação pronta que resolva nosso problema de endomarketing ou uma ferramenta pronta. Basta realizar e implementar e estará tudo resolvido. Só que não. Cada empresa e cada ser humano é único. A curto prazo, atendemos à demanda, a médio e longo prazos não nos diferenciamos.
Precisamos saber enxergar os momentos e as atividades em que devemos buscar profundidade. E isso exige tempo dedicado.
4 – Quais são suas expectativas agora que a Qore.me já chegou ao mercado?
A Qore.me e a Guru têm ideologias parecidas. Ambas foram criadas para oferecer Endomarketing para o maior número de empresas e de profissionais. Foi natural o Endomarketing ser adotado como estratégia pelas grandes empresas, mas não faz mais sentido ficar restrito a elas. E isso passa não só por oferecer produtos e serviços mais acessíveis, mas também por buscar maneiras de escalar.
Toda empresa deveria poder ter a chance de identificar a sua cultura organizacional e com esse conhecimento poder alinhar suas ações internas e até externas.
A Qore.me tem dois serviços. Um que é a identificação da cultura por meio de uma ferramenta com inteligência artificial, cujo resultado final é a possibilidade de aquisição de um book de cultura com direcionadores para o Endomarketing. Esse serviço é extremamente acessível. Toda pequena e média empresa pode ter.
E o segundo é um serviço com a nossa imersão na empresa que aproveita a base da ferramenta e incorpora outras para um diagnóstico mais detalhado da cultura. O resultado é a possibilidade de atender qualquer demanda de Endomarketing com alinhamento ao jeito de ser da empresa. Isso acaba sendo mais atrativo para as médias e grandes empresas.
O que fortalece e torna o Endomarketing mais estratégico é cada vez menos realizar apenas ações, mas sim, cada vez mais, alinhar essas ações à cultura da empresa. Sem isso, seguiremos tendo o famoso “O discurso é um, mas a prática é outra”.
5 – Quais são seus planos para daqui a cinco anos?
Seguir impactando o maior número de profissionais e empresas. Eu sou prova viva de múltiplas carreiras. Não quero ter apenas uma atividade, mas sim atividades que se conectam e criam sinergia.
Tenho um mapa desenhado com vários papéis ligados às atividades que exerço hoje, mas ele é vivo. No centro deste mapa tem o meu propósito de transformar pessoas para que transformem suas carreiras e suas empresas. Cada movimentação que penso em fazer, olho para o mapa. Se a atividade se conecta ao propósito, não penso duas vezes.
Por mais que a gente faça planos, novos horizontes se apresentam apenas quando a gente se movimenta. Por isso, o mapa me ajuda bastante a enxergar se as novas possibilidades fazem sentido dentro do que busco.
Já está no radar um livro diferente de tudo o que existe sobre Endomarketing. Novos cursos e até algumas entregas da Qore.me e da Guru em outras línguas.
Em cinco anos quero ter contribuído significativamente para a evolução, a popularização e o acesso ao Endomarketing.