Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Cristine Gallisa

Jornalista foi considerada ‘Jornalista Amiga da Criança’, pela ANDI, em função das pautas sobre educação e infância

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou Cristine Gallisa, jornalista, formada há 21 anos, pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), com especialização em Comunicação e Política. Comecei na profissão lá no jornal da minha cidade, Cachoeira do Sul, em 1993. Dez anos depois, troquei o impresso pela TV e virei repórter da RBS TV em Santa Cruz do Sul. Desde 2007, estou na emissora em Porto Alegre.

2 – És considerada uma ‘Jornalista Amiga da Criança’, por diploma concedido pela ANDI. Como é ser reconhecida pela atuação neste setor da sociedade?

Foi um reconhecimento incrível, e certamente uma grande responsabilidade que passo a carregar. Fiquei bem surpresa quando a ANDI me procurou para comunicar a escolha. Sempre admirei o trabalho da agência em prol de um jornalismo que abra espaço cada vez mais para a pauta da proteção e dos direitos da criança. Já tinha participado até de um workshop para formação de jornalistas nessa área, ministrado por eles. E sempre recorro à ANDI em busca de sugestões de fontes para reportagens. Quando veio a notícia, fiquei muito feliz. Receber o diploma demonstra que tenho atuado no caminho certo, que nossa cobertura nessa área tem visibilidade e nos traz um desafio ainda maior de seguir dando espaço para o tema. 

 3 – Quais reportagens mais marcaram sua carreira?

São 28 anos de carreira e tem tanta coisa que me marcou. Na TV, quando ainda estava no interior, cobri importantes festas regionais que mobilizam as comunidades, como a Oktoberfest. Em julho de 2007, quando substituía uma colega de férias na emissora em Porto Alegre, fui a primeira equipe de TV a chegar no Aeroporto Salgado Filho, na noite do acidente com o avião da TAM, que caiu em Congonhas. Um trabalho que certamente ajudou a pavimentar meu caminho de volta para a Capital, dessa vez transferida em definitivo. Foi uma das coberturas mais impactantes na minha vida profissional. Em 2013, acompanhei durante quase três meses as investigações sobre o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Praticamente me mudei pra cidade, fazendo entradas ao vivo diárias para os telejornais locais e também para os telejornais da Globo. Mais recentemente, guardo com enorme orgulho a matéria que marcou minha estreia no Jornal Nacional, em 2019, sobre a casa que abriga mulheres vítimas de violência em Porto Alegre. E é claro, a pandemia, pelo conjunto de reportagens ao longo desse último ano. Certamente, uma das coberturas jornalísticas mais importantes na vida de qualquer profissional. 

4 – Pensa em mudar de área ou pretende seguir na reportagem?

Enquanto for possível, o corpo e a mente permitirem, quero seguir sim na reportagem. Considero essa a alma do jornalismo. Desafios diferentes a cada pauta, o contato com as pessoas nas ruas, a troca fundamental com os colegas na Redação, o trabalho em equipe com auxiliares e cinegrafistas, o testemunho da história. É tudo que me motiva a continuar. 

5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Os desafios no nosso mercado são imensos, e as transformações, galopantes. Difícil prever o que será da comunicação em cinco anos. Acho que o desafio é viver o presente, um dia de cada vez, tentando melhorar sempre. Esse 2020/2021 tem nos ensinado que o mais importante é capacidade de adaptação às mudanças. Temos que estar preparados. Se tudo que eu fizer hoje me permitir continuar no jornalismo daqui a cinco anos, então certamente é onde eu gostaria de estar. 

 

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