1- Quem é você, de onde vem e o que faz?
Nasci na Capital do Vinho, Bento Gonçalves. Filha de um gaúcho e uma catarinense, tenho na família minha base. Sou jornalista e pós-graduada em Gestão Pública. Iniciei no rádio, na UCS FM 89.9, emissora na qual atuei por sete anos. Desde 2012, ingressei na Comunicação Pública e descobri que meu propósito na área era muito maior que somente comunicar. Atualmente, estou na coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Bento Gonçalves. Assumi o desafio de aproximar ainda mais o setor público da população. Conquistamos o 2º Lugar no Prêmio Boas Práticas da FAMURS (2019) com o projeto ‘A Cara de Bento’ e ficamos entre os cinco finalistas do prêmio Top Mega Brasil.
2- Por que escolheu ser jornalista?
Sempre me encantei com o jornalismo e a forma como agrega pessoas. Como tem a capacidade de aproximar mundos diferentes. Lembro do meu pai contar que, na sua infância, a família foi a primeira a ter uma televisão, e como aquele aparelho juntava todos ao redor, unia a família e vizinhos. Cresci com meu avô escutando rádio, fazendo silêncio no horário da Voz do Brasil, acho que foi ali que entendi que eu queria participar daquele meio, que encantava tantas pessoas. Desde a infância fui inquieta por conhecimento, tinha muitas perguntas e uma facilidade enorme de me comunicar com as pessoas. A vida me encaminhou para o Jornalismo, não podia ser diferente. Foi a forma que encontrei de mudar o mundo, nem que seja pelas ondas do rádio, pela televisão, pelas redes sociais. Comecei no rádio no início da faculdade, ali adquiri experiência e sempre procurei me espelhar nos profissionais ao meu redor.
3- Quais são os principais desafios de ser responsável pela comunicação de Bento Gonçalves?
Bento Gonçalves é uma cidade com mais de 120 mil habitantes, com vocação para o turismo, setor moveleiro, indústria, setor vitivinícola. Cidade empreendedora e em desenvolvimento. Assumi a comunicação da Prefeitura com o desafio de aproximar a população dos serviços oferecidos pelo Poder Público. Neste ano, vivemos um dos períodos mais difíceis da história recente da humanidade com a pandemia do coronavírus e todas nossas potencialidades de comunicar a comunidade tiveram que ser intensificadas. Em um período onde todos estavam cumprindo o distanciamento social, o setor passou a ser a fonte de informação, com distribuição de material com orientações de prevenção para população, principalmente nas redes sociais. Buscamos dirimir todas as dúvidas existentes. Criamos artes especiais com tradução para o crioulo, atuamos em todas frentes. Foram apresentadas lives constantes com o Prefeito e os secretários. Um trabalho realizado com transparência e monitoramento de dados.
4- Sobre o prêmio Top Mega 2020, qual a sensação de ter o trabalho reconhecido?
É incrível! Coroa um trabalho em construção na comunicação pública. Acredito que incluir essa categoria na premiação é um marco para o setor. Ainda há um certo preconceito sobre a comunicação pública e qual sua verdadeira função. Acredito e trabalho para mostrar isso, que o setor não é simplesmente uma área para gerar notícias. Este conceito precisa ser modificado. Hoje, trabalhamos gerando conteúdo, trabalhamos com as redes sociais, com o audiovisual, mas também para aproximar o serviço oferecido ao cidadão. E contar suas histórias para todos. A comunicação é a ponte entre o serviço público e a comunidade. Fico muito orgulhosa em Bento estar presente neste reconhecimento ao setor.
5- Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Daqui a cinco anos, quero estar com sorriso no rosto, com muita energia, e cumprindo o propósito de fazer a diferença e deixar meu legado. Quero poder continuar atuando com a comunicação, não me vejo longe da população, de estar comunicando suas histórias. Tenho objetivos concretos, de seguir em constante qualificação e aperfeiçoamento, pois acredito que somos lapidados ao longo de nossa existência.
Essa entrevista foi realizada pelos alunos de Estágio I do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Metodista IPA. Texto Douglas Webber.