1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Santa-cruzense, jornalista, um cara movido a desafios. Exigente, batalhador e focado em objetivos. No dia a dia, busco ser aquele que ouve e dialoga, que escuta para tomar decisões. Sou também aquele que aprende com todos a sua volta e tenta ensinar o que sabe. Nada de ego. O Lucas é aquele que aposta na construção coletiva, no envolvimento/engajamento de todos. Sobre o que o Lucas faz: trabalha bastante. Nas horas de lazer, faz academia, pilates, passeia. Gosta de viajar no fim de semana. Um dos hobbies é folhear jornais. Isso mesmo: folhear. Não sou aficionado por leitura, mas por diagramação e imagens.
2 – Aprendeste a gostar da fotografia por meio do curso de Jornalismo?
Sempre gostei de fotografia. Durante o curso de Jornalismo, por essa paixão, cheguei a antecipar a disciplina de Fotografia, assim como participar de eventos e oficinas que ensinassem técnicas, enquadramentos, luz, etc. Meu primeiro contato com câmera profissional foi na universidade e logo depois, ela passou a fazer parte do meu dia a dia, com o ingresso no Jornal. Não tenho ideia de quantas imagens já capturei, mas alguns momentos marcam, a exemplo da passagem da Tocha Olímpica por Santa Cruz do Sul; a visita de Blairo Maggi, ministro do Governo Federal, quando ele conheceu a cadeia do tabaco na região; e grandes eventos com a presença de lideranças, como a do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e os governadores Eduardo Leite e José Ivo Sartori. Guardo com carinho também três prêmios de fotografia que recebi, no concurso ICOM de Jornalismo. Em 2016, recebi o primeiro lugar, com uma imagem sobre pobreza. Em 2018, com uma imagem sobre falta de energia elétrica e em 2019, novamente sobre famílias carentes.
3 – Como foi a mudança de coordenador de redação do jornal para coordenador artístico da rádio Arauto?
Eu sou movido a desafios. E esse foi – e está sendo um grande desafio. Sempre demonstrei interesse por rádio. Durante um período, cheguei a participar de programas ao vivo, como integrante de bancada. Depois, já durante a pandemia, apresentei programas de entrevistas. Foi então, que certo dia, o diretor executivo do Grupo Arauto, que responde tanto pelo jornal quanto pela rádio, me convidou para assumir a coordenação artística da 95,7. Naquele momento, eu deixaria de atuar como jornalista e passaria a me dedicar mais à criação/produção de entretenimento. Refleti bastante e aceitei. Tenho aprendido dia após dia.
4 – Quais suas expectativas para essa nova missão dada a você?
A Arauto FM é emissora consolidada na região do Vale do Rio Pardo, embora com pouca idade: nove anos. A missão é grande para manter qualidade, entrega de novos produtos e de ser referência no segmento. Com o nosso time de colaboradores, tenho certeza que temos muito a crescer e a contribuir com o desenvolvimento das nossas cidades. Eu sempre fui de valorizar o que é nosso, o que é daqui. Então, visualizo boas perspectivas na região. Especificamente sobre a função, avalio como fundamental a oxigenação de ideias de tempo em tempo.
5 – Quais são seus planos para daqui a cinco anos?
É uma questão muito difícil de ser respondida. Se no ano passado me perguntassem o que eu faria em março e abril de 2020, com certeza eu não responderia “em casa, me protegendo do temido vírus”. Então, o futuro é algo que precisa ser projetado, mas vivido em seu presente. É tudo muito incerto, é tudo muito mutável. Quero continuar trabalhando e me dedicando naquilo que eu gosto: comunicar.
Essa entrevista foi realizada pelos alunos de Estágio I do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Metodista IPA. Texto: Kellen Paim.