Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Maria Rita Horn

Jornalista deixou o grupo RBS para trabalhar com assessoria na Fabíola Bach

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou jornalista de Porto Alegre, formada pela Fabico (Ufrgs). Estive quase 14 anos na redação de Zero Hora, boa parte desses anos trabalhando como editora. Nos últimos três anos, atuei como editora digital em GZH na área de comportamento. A editoria cobria diferentes temas, mas meu vínculo mais forte sempre foi com Saúde, Ciência e Educação. 

Há um mês resolvi mudar de rumo e comecei a trabalhar com Comunicação Estratégica e relacionamento com a imprensa, junto da Fabíola Bach. Não fugi muito dos temas de que gosto porque cheguei em um momento em que Fabíola recém tinha começado a atender à Associação Educadora São Carlos (AESC). A Aesc é a mantenedora dos hospitais Mãe de Deus, Santa Ana, Santa Luiza (Capão da Canoa) e Nossa Senhora dos Navegantes (Torres), além de Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) em Porto Alegre, do Centro de Atendimento ao Migrante (Caxias do Sul) e os colégios São Carlos (Caxias do Sul e Santa Vitória do Palmar) e Nossa Senhora de Lourdes (Farroupilha).  

2- O que a fez deixar o Grupo RBS e começar um trabalho na Fabíola Bach?

Eu adoro redação de jornal. Fui muito feliz nesses quase 14 anos e aprendi muito com muita gente – pessoal e profissionalmente. Fiz amigos para uma vida toda, com certeza. Lá tive desafios grandes, e o maior deles, certamente, o de trabalhar na editoria que cobria a pandemia de coronavírus. Além disso, teve toda a questão do trabalho remoto: uma experiência e tanto viver uma redação “virtual”, ver um jornal impresso ser fechado de forma remota e de forma muito azeitada, programas de rádio sendo transmitidos das casas dos apresentadores. 

Sair foi mais uma resposta a um desejo de conhecer outras áreas do mercado do que qualquer outra coisa, já que eu entrei em ZH como estudante ainda, e não tinha experimentado a vida fora de uma redação. Nunca perdi o contato com a Fabíola, que já tinha sido minha chefe em ZH em 2014. Entre uma conversa e outra, ela disse que estava crescendo e, em breve, precisaria de mais gente. E aí começamos a conversar sobre a possibilidade, a qual eu achei que não podia deixar passar: a Fabíola é alguém que eu não apenas confio como pessoa, mas por ser muito competente e inteligente. 

3-  Quais as diferenças e principais desafios de trabalhar com editoria de um veículo de Comunicação e com assessoria de Comunicação?

Como faz pouco que mudei, o principal desafio é o de virar a chave. Na redação, a gente vive com as anteninhas ligadas para achar as pautas, antecipar as tendências e querer tudo para logo. Quando a gente chega em assessoria, percebe que, sim, às vezes os deadlines também são apertados, mas o planejamento e a estratégia são a mola propulsora. Levo minha experiência de redação para essa nova função como um dos meus principais capitais, porque esse olhar mais treinado para enxergar as possibilidades que tenham interesse jornalístico facilita na hora de encontrar os caminhos para o cliente mostrar seu trabalho em forma de conteúdo relevante e atrativo.

4 – Como e por que escolheu o Jornalismo como profissão?

Primeiro desistindo de outras coisas (risos). Fiz Engenharia de Materiais por dois anos. Cheguei a tentar vestibular para Publicidade e aí resolvi fazer um teste vocacional, que me direcionava para Psicologia ou Jornalismo. Entrei na Fabico com 24 anos, um tanto mais velha que a maioria dos calouros, mas não considerei ruim. Acho que estava mais madura para aproveitar o curso. Não sei se cheguei ao Jornalismo com um propósito bem definido, mas fui aprendendo a amar durante a profissão. Fiz mestrado na área também e gosto muito de pesquisa.

5- Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Olha, ainda não pensei sobre isso. O que é certo para mim é que pretendo continuar estudando. No momento, estou fazendo uma especialização em Influência Digital, Conteúdo e Estratégia, na PUCRS. E o novo trabalho mesmo não deixa de ser um aperfeiçoamento em algo, já que é novo para mim. Sou uma nerd por natureza, amo estar aprendendo o tempo todo. Posso dizer também que meu plano mais próximo é mergulhar nesse campo, observar e aprender muito com a Fabíola. Além disso, reservar um tempo para alguns projetos pessoais, entre eles, escrever mais.

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