Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Priscilla Panizzon

Jornalista tem arrecadado financiamento coletivo para o projeto ‘Sagrado Feminino’

1) Quem é você, de onde vem e o que faz?

Meu nome é Priscilla Breda Panizzon, tenho 29 anos e sou natural de Caxias do Sul. Já morei em Flores da Cunha e Porto Alegre, e hoje resido em Caxias. Sou jornalista graduada pela Universidade de Caxias do Sul. Como estagiária, atuei por mais de três anos em rádio e jornal impresso. Depois de formada, tive experiências profissionais, como redatora em agências e em assessoria de imprensa de órgão público. Em todos os locais, aprendi muito e conheci colegas maravilhosos, muitos que se tornaram amigos. Desde o final de 2017, junto às minhas atuações no mercado de trabalho, dedico-me ao meu blog, o Toda Mulher é Sagrada, projeto pessoal onde escrevo sobre as minhas experiências após a descoberta do *Sagrado Feminino. Sempre desejei que ele fosse além de um hobby, transformando-se no meu objetivo principal. Hoje me sinto preparada para isso.

2) Por que escolheu o jornalismo como profissão?

Depois de três anos tentando me adaptar à faculdade de Arquitetura e Urbanismo, decidi que era hora de buscar o que eu realmente gostava: escrever. Entrei no curso de Comunicação Social – Jornalismo sem saber exatamente o que me aguardava, mas me senti em casa nas primeiras aulas. Foi um alívio! A vida me levou a ser repórter, posto que nunca imaginei, mas que me proporcionou muitos desafios e aprendizados. Como assessora de imprensa, pude estar do outro lado. Hoje, com o Toda Mulher é Sagrada, vivo mais uma nova fase na minha carreira. Para mim, o Jornalismo busca respostas, para, com elas, transformar o mundo. Eu sinto que sempre desejei isso, principalmente começando por compreender e transformar a mim mesma. Só assim, consigo tocar e inspirar o outro.

3) Quais são os resultados até o momento da campanha de financiamento coletivo para o projeto Sagrado Feminino?

Até o momento, nesta sexta-feira (13/11), na campanha de financiamento coletivo do livro Toda Mulher é Sagrada, alcançamos 23% da meta pretendida. Ainda estamos na primeira fase da campanha e acredito muito que atingiremos a meta. Será, com certeza, uma conquista não apenas minha, mas de todas e todos nós. Além disso, tem sido muito bacana e importante levar o Sagrado Feminino para mais espaços, como esse. O carinho que tenho recebido dos apoiadores também tem sido incrível!

4) A iniciativa traz mais de 150 posts com assuntos variados. Em um dos pontos, você fala sobre o Sagrado Masculino. Quais pontos exatamente ele tratará e por que também falar nesse âmbito?

Por eu ser mulher, meu foco principal é o Sagrado Feminino, mas acredito que é muito importante falarmos também sobre a energia masculina, por diversos motivos. Uma delas é que, como tudo na natureza é dual, nós, seres humanos, também somos. Sol e lua, dia e noite, inverno e verão, masculino e feminino. Dentro de cada uma e um de nós, existem as duas energias. Assim como a feminina, a energia masculina tem suas características importantíssimas. Porém, hoje no mundo, vemos um desequilíbrio, pendendo mais para o masculino não saudável. Assim como toda mulher tem dentro de si o Sagrado Feminino, todo homem tem o Sagrado Masculino e merece também olhar para suas dores e alegrias. Vivemos em sociedade; logo, não é interessante que apenas as mulheres se reconectem a si mesmas, mas os homens também. Estamos falando dos nossos avôs, pais, irmãos, filhos, companheiros, sócios… Nesse sentido, trago textos sobre como vejo a energia masculina dentro de mim, a relação com meu pai, a confusão entre amar e odiar os homens dentro de um patriarcado, entre outros.

5) Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Uau! Para daqui a cinco anos, vejo-me como uma escritora com diversos livros publicados sobre assuntos dentro do universo do Sagrado Feminino, cada um cumprindo sua missão de existir. Além disso, enxergo-me como palestrante sobre o tema, além de ministrante de workshops e vivências. Acima de tudo, vejo-me sempre estudando e vivenciando essa sabedoria para servir de canal para que cada vez mais mulheres e homens despertem para a sua essência amorosa, sendo assim agentes de transformação de si mesmos e da comunidade onde vivem.

* Filosofia que preza por enaltecer as conexões das mulheres consigo mesmas

 Essa entrevista foi realizada pelos alunos de Estágio I do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Metodista IPA. Texto: Mattheus Moraes.

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