1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Atuo há 15 anos nos mais diferentes segmentos do mercado de Comunicação. Comecei como um profissional de Estratégia e, nos últimos anos, me especializei na área de Dados, resgatando uma antiga paixão, dos meus tempos de estudante, pela estatística e pelo cálculo. Neste período, atendi grandes clientes como Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Embratur e Banco do Brasil – um dos maiores anunciantes do Brasil. Em meus últimos trabalhos, o desafio tem sido estruturar grupos multidisciplinares, com metodologias próprias, que integrem os times de Dados e Estratégia para grandes agências como Isobar\DAN, Lew’Lara\TBWA e, agora, BriviaDez.
2 – Como avalia estes primeiros meses como head de Dados e Estratégia da BriviaDez?
Está sendo um período interessante, de descoberta. A BriviaDez tem buscado um jeito autoral de se posicionar, isso vai da sua filosofia à operação. O que mais me chamou atenção, até o momento, é a abertura da empresa para experimentar e criar. Vivemos em uma indústria que sempre prega a inovação e a necessidade das empresas se reinventarem, mas isso nem sempre é a realidade para as próprias agências. A palavra que mais ouvi, nesses meses, tornou-se uma realidade concreta na minha vida também: transformação.
3 – Quando e por que escolheu fazer Publicidade?
Confesso que não foi uma escolha clara no começo. Na faculdade, fiz mais de dez introduções de cursos, das Relações Internacionais à Estatística, passando pela Psicologia, Contabilidade, Administração e Ciência Política. Apenas para citar algumas delas. Sempre gostei de estudar e tentar ver o mundo a partir de um prisma mais amplo de ideias. E eu via na Publicidade um lugar onde eu poderia e deveria fazer isso. Era pra mim, também, um lugar para empreender. Em quase todas as minhas experiências, me senti empreendendo dentro das agências. Criando, arriscando, desenvolvendo e acompanhando. Conectar as marcas e os produtos às pessoas me trazia um sentimento semelhante ao que eu fui experimentar mais tarde, tendo meu próprio negócio. Acho que isso sempre mexeu comigo. Desenvolver uma ideia para, depois, viver a expectativa de colocá-la na rua, para que as pessoas façam seu julgamento, foi algo que sempre me envolveu na Publicidade.
4 – O que mais lhe atrai no trabalho com estratégia e análise de dados?
A essência dos dois trabalhos é muito próxima pra mim. É sobre investigação e ação. É sobre formas de se enxergar as coisas e sobre como lidar com elas. Na Publicidade, sobre as pessoas, suas escolhas, seus comportamentos. Eu gosto de pesquisar muito e desenvolver soluções. Não aplicar modelos e regras, mas trazer uma visão de mundo para os desafios que encontramos. Quando você mergulha no mundo da estatística e dos dados, sua visão das coisas muda muito. Você muda sua percepção e suas convicções. Isso muda a forma como você constrói suas estratégias também. Acho que tudo isso me atrai muito. Além, é claro, de sempre ter gostado muito do universo dos números e dos cálculos, mas sei que isso é um pouco “peculiar” para o nosso meio.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Pessoalmente, não costumo fazer planos baseados em onde gostaria de estar em um espaço de tempo como esse. Costumo trabalhar pensando na direção a seguir e para onde acredito que posso gerar mais resultado. Nesse sentido, tenho me dividido em duas frentes. De um lado, intensifiquei meus estudos e pesquisas no campo da estatística e do data science. Do outro, estou construindo uma nova operação da BriviaDez, sob o comando da Patrícia Andrade. Estamos trabalhando muito e temos grandes pretensões para ela. Queremos continuar o caminho que a BriviaDez vem trilhando de levar ao mercado um modelo novo, desde a operação até sua entrega criativa. Temos grandes expectativas sobre o impacto que podemos gerar no mercado já no curto prazo.