A Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí (Smarja) apresentou, em audiência pública nesta quarta-feira, 27, à Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa informações que comprovam a viabilidade da extração de areia no Lago Guaíba. O diretor-presidente da empresa, Sandro Alex de Almeida, fez o relato das atividades da Smarja aos parlamentares integrantes da Comissão no encontro. “Temos condições de contribuir para suprir a demanda futura e ter mais uma fonte para produção de areia no Estado. Esta é uma iniciativa urgente, em razão do crescimento da demanda previsto para os próximos anos”, disse.
Os dados do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) desenvolvido pela Smarja comprovam que a mineração de areia no Lago Guaíba com sustentabilidade é viável. O encontro foi proposto pelo deputado Luis Fernando Schmidt (PT) e foi presidido pelo deputado Adilson Troca (PSDB). Além de empresários do segmento de mineração de areia, diversos setores estiveram representados na audiência, que contou com a participação da Fiergs, do Sinduscon, da Sema, da Fepam, além de ambientalistas, representantes de movimentos sociais, imprensa e demais deputados integrantes da Comissão. A maioria das manifestações realizadas no debate foi favorável à mineração de areia no Lago Guaíba, desde que respeitada a legislação ambiental.
A exigência do zoneamento ambiental do Lago Guaíba, de forma a contemplar todos os seus usos, também foi opinião unânime entre os participantes. A esse respeito, Marco Mendonça, representante da Sema, garantiu que o zoneamento do Guaíba já está sendo encaminhado pela entidade, através de financiamento junto ao Banco Mundial. A estimativa é de que o zoneamento da área esteja finalizado em 18 meses. O diretor-presidente da Smarja relatou que a empresa atua há 18 anos na extração e no comércio de areia, com atuação na Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí, em concessões liberadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e licença concedida pela Fepam.
Nos últimos 10 anos, a Smarja produziu 16 milhões de metros cúbicos de areia. De 1994 a março de 2011, gerou R$ 58 milhões em impostos (valor atualizado até abril deste ano). Em 2009, a empresa foi apontada pela Revista Brasil Mineral – tradicional publicação do setor, com 26 anos de existência – como a terceira empresa no segmento de mineração de areia no país e primeira no Rio Grande do Sul.
Sandro salientou que a atual produção de areia no Estado – 7,6 milhões de metros cúbicos por ano – deve estar adequada ao possível aumento da demanda, previsto em razão das obras para a Copa do Mundo de 2014 e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Isso sem contar a demanda reprimida existente. O Estado poderá duplicar o consumo de areia se houver oferta satisfatória do minério”, disse. Além do incremento na produção de areia, a mineração no Lago Guaíba também resultará em gastos menores com frete e transporte. Hoje, a areia consumida pela Região Metropolitana de Porto Alegre precisa ser transportada desde as jazidas localizadas entre 30 e 120 quilômetros de distância.
