Limitar os gastos a um percentual do crescimento da receita corrente e direcionar os investimentos para reduzir os gargalos em infraestrutura com adoção de investimentos privados integram as recomendações da Carta de Bento Gonçalves, lida no encerramento do 9º Congresso das Entidades Filiadas à Federasul, neste sábado, 04. O documento final recomenda ações governamentais para um Brasil e um Rio Grande mais desenvolvidos com um setor público eficiente. Se implementadas, enfatiza o presidente José Paulo Dornelles Cairoli, “estaremos mais perto de viver num País que sirva a sociedade ao invés de servir-se dela”.
A Carta de Bento Gonçalves formaliza a preocupação dos empresários com o cenário político e econômico do País, com carga tributária excessiva e juros altos. No âmbito estadual, lembra que a sociedade gaúcha espera que o governo utilize as boas condições políticas para promover as mudanças estruturais como investimentos, reforma na previdência pública. Sugere maior apoio aos setores intensivos em tecnologia e mão de obra para atrair novos investimentos além da adoção de medidas que qualifiquem o ensino.
O encontro discutiu, durante dois dias, a “Força do Associativismo”. Líderes empresariais de todo o Estado, ouviram o vice-governador de São Paulo, presidente de honra da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Guilherme Afif Domingos, dizer que o Brasil precisa adotar o “imposto exposto” para garantir cidadania, pois “todos os brasileiros ficarão sabendo o quanto de imposto pagam para ter em troca serviços como saúde, educação e segurança”. O secretário do desenvolvimento e promoção do investimento, Mauro Knijnik informou que
