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Gerdau anuncia mudanças em Ministério para conter corrupção

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão de Desempenho e Competitividade, disse nesta sexta-feira, 19, após sair de uma reunião no Palácio do Planalto, que o Ministério do Transportes, e o DNIT em especial, terão seus métodos de trabalho avaliados para tentar melhorar sua gestão e evitar problemas de corrupção. Neste caso específico, disse Gerdau, os “métodos de concorrência e transparência” serão “estruturados de tal forma que vão, indiscutivelmente, dar maior segurança ao processo como um todo”. Segundo ele, no caso do Ministério dos Transportes, “indiscutivelmente o DNIT é o ponto chave” e a transparência, assegurou, fundamental para reduzir a corrupção.

Para vencer a corrupção em órgãos viciados, Gerdau tem uma receita, que envolve três fatores: liderança forte, conhecimento dos problemas e transparência absoluta. “Com a conjugação dos três fatores tenho muita confiança que isso possa funcionar”, comentou Gerdau, salientando que tem o apoio da presidente Dilma Rousseff e dos ministros envolvidos no processo para melhorar a gestão e ajudar no combate às irregularidades.

“O objetivo é o de dar transparência absoluta aos processos”, afirmou, ao justificar que, “com a sistemática dos métodos de gestão e com transparência, a possibilidade de corrupção se reduz enormemente”. Mas ele reconhece que o método da transparência não é infalível para acabar com a corrupção. “As coisas nunca são absolutas, mas há possibilidade de uma melhoria significativa, quando a liderança quer.” O presidente da Câmara fez questão de ressalvar que a função do órgão que coordena “não é especificamente trabalhar sobre corrupção ou não”. E emendou: “não somos fiscais deste tema. Nossa função é trabalhar com metodologias e desenhos de processos que dão condições de transparência tal e informações tais que realmente as possibilidades de terem coisas erradas diminuem enormemente”.

Gerdau lembrou que “tecnologia de gestão” é usada nos setores público e privado e que “essas experiências dão possibilidade de trabalhar com alto índice de correção nos processos”. Ele lembrou que possui larga experiência já feita em outras áreas e que está há dez anos trabalhando em governos estaduais, com problemas semelhantes ao que ocorrem no governo federal. “Só em 2010, fizemos R$ 76 milhões de investimentos privados para a melhoria de gestão em dez governos estaduais e o retorno foi de R$ 74 bilhões. São números altamente significativos, para quem está trabalhando essencialmente com transparência, tecnologia e informações”, comentou.

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