Em solenidade no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, foram abertos esta manhã o XI Seminário Internacional sobre Agroecologia e o XII Seminário Estadual sobre Agroecologia para debater o tema “Outro Olhar para o Desenvolvimento”. As atividades seguem até quarta-feira, 30, e fazem parte dos eventos estratégicos do programa Destinos e Ações para o Rio Grande, iniciativa conjunta do Parlamento gaúcho e da Câmara dos Deputados. Ao representar a presidência do Legislativo na abertura do evento, a deputada Marisa Formolo (PT) destacou a relevância do debate sobre um novo modelo de desenvolvimento. Ela salientou que o objetivo dos seminários é justamente de unir pessoas que querem um outro olhar sobre o tema. “É integrando as gerações e as diferenças é que se constroi uma nova perspectiva”, avaliou a parlamentar, ao citar a diversidade de representações presentes na plateia.
Marisa também prestou tributo ao padre Schio, fundador e coordenador da juventude agrária católica e defensor da Agroecologia. Ao citar falas do religioso, destacou que a terra está ameaçada em todos os sentidos, sendo envenenada com agrotóxicos, resíduos químicos, sofrendo erosão e desertificação. Ela também mostrou-se preocupada com as migrações que estão sendo motivadas não somente pela falta de alimentos, mas pelas mudanças climáticas. “É o condicionante climático que estará gerando para o mundo um novo modelo de processos migratórios”, alertou Marisa, destacando a necessidade de uma mudança no processo produtivo, com ênfase na agroecologia.
O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS), representando a presidência da Câmara dos Deputados, saudou todos os militantes da causa agroecológica presentes no evento. O parlamentar sublinhou a necessidade de uma mudança urgente no modelo produtivo brasileiro, que emprega um milhão de toneladas de agrotóxicos para produzir alimentos, sem se importar com os malefícios causados aos consumidores. O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, também se manifestou, e destacou que o debate sobre o modelo produtivo é um dos mais importantes da nossa época. “Um seminário como este se reveste de um significado especial, pois estamos numa época de aquecimento global, no embate pelo novo Código Florestal e estamos vivendo um período de águas e solo cada vez mais poluídos. Portanto, a nossa tarefa aqui é desafiadora”, avaliou Pavan.
Ainda participam dos seminários representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Embrapa, Fepagro, além de representantes de associações e entidades ligadas ao tema da agroecologia. Os eventos são realizados pela Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Fepagro, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Embrapa, Assembleia Legislativa e Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Clique aqui e confira a programação e mais informações sobre os seminários.