O último ano marcou um período de fortalecimento institucional para o Clube de Criação do Rio Grande do Sul (CCRS), com crescimento da base de associados, ampliação da presença nacional e consolidação como articuladora do mercado criativo em um cenário de reorganização da Comunicação e da Economia Criativa. Para o conselheiro e cofundador William Mallet, a entidade desempenhou seu papel tanto como representante quanto como promotora da criação no Estado.
Ele entende que o aumento registrado no número de associados foi impulsionado pela entrada de novos criativos e pela aproximação entre diferentes gerações e perfis. “Tanto os recém-chegados ao mercado como os grandes nomes já conhecidos estão ao nosso lado. Os debates, os bastidores e as ações práticas, estão ficando mais plurais e, aos poucos, colocando os criativos de volta aos holofotes”, avaliou.
Parcerias que marcaram
Outro destaque de 2025 é mencionado pelo também cofundador e conselheiro da entidade gaúcha Cado Bottega: a parceria com o Clube de Criação de São Paulo – agora chamado apenas de Clube de Criação. Com a filiação da entidade gaúcha como sócia corporativa, o intercâmbio entre os dois polos criativos se fortalece. “Além disso, três conselheiros do CCRS participaram do Festival de Criação – 60 anos, realizado em São Paulo, ampliando a presença gaúcha em um dos eventos mais emblemáticos da história da criação brasileira”, ressaltou.
Ainda, representantes do Clube de Criação do Rio Grande do Sul foram convidados a integrar júris e festivais nacionais, o que, para Cado, reforça o reconhecimento da entidade no cenário criativo. “Parcerias de longa data foram renovadas, como a relação que temos com a Associação Riograndense de Propaganda (ARP). Como um dos mais importantes grupos do mercado, como a própria ARP denomina, temos voto e espaço para sermos ouvidos, para que as demandas dos criativos sejam levadas em consideração”, celebrou o conselheiro.
Além disso, também em parceria com a Associação, antigos e novos membros do CCRS realizaram a curadoria do ‘ARP Academy’. “Além da grandiosa visibilidade da campanha com as alunas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), a premiação bateu o recorde histórico de inscrições”, registrou. Ainda no contexto acadêmico, a entidade estreitou relações com instituições e corpos docentes para promoção de palestras, eventos, workshops e campanhas. “Estamos em diálogo constante com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Feevale, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e muitas outras”, citou Cado.
Mais integração
Em 2025, a atuação do CCRS também se expandiu para pautas sociais e de futuro, com participação em projetos como o ‘Morros do Futuro’, conectando criatividade, impacto social e desenvolvimento humano. Paralelamente, a entidade ampliou sua voz pública, com presença em entrevistas e espaços de debate como o ‘Fala, Mercado’, o ‘Band Happy Hour’ e o ‘Atual Talks’. Para William, as participações refletem a consolidação do Clube como “um interlocutor qualificado sobre os rumos da Criação, da Comunicação e da Economia Criativa”.
De modo geral, 2025 foi um ano de construção coletiva, fortalecimento da comunidade e ampliação de conexões. “O Clube reafirma seu compromisso com a valorização da criação, com o desenvolvimento do mercado e com o diálogo constante entre profissionais, academia e sociedade”, ressaltou. E para 2026, o objetivo é a aproximação com os veículos de Comunicação. “Potencializar a nossa voz é ter todos ao nosso lado”, defendeu William.
Para o conselheiro, a perspectiva geral deste ano é de consolidação e expansão da atuação. “Queremos mais debates, mais curadoria, mais integração com o ecossistema inteiro do nosso mercado, mais parcerias institucionais e ainda mais relevância ao que estamos dispostos a realizar. O CCRS está aberto, ativo e repleto de ações a serem realizadas. A pauta está grande e temos muito a fazer”, concluiu.