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Hannover: Presidente da Fiergs destaca referência brasileira na economia de baixo carbono

O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente da  Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Porcello Petry, lidera uma comitiva brasileira composta por 166 pessoas de 107 empresas na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha. Com o objetivo de mostrar que a indústria brasileira é uma referência mundial e uma parceira estratégica para a construção da economia de baixo carbono, as ações começaram neste domingo, 16, e seguem até a sexta-feira, 21. 

A missão nacional também visa destacar como o setor apoia o uso eficiente de recursos naturais. Ainda, como a CNI contribui na captação de investimentos para projetos industriais relacionados à descarbonização da economia, transição energética e bioeconomia. No primeiro encontro, ocorrido no domingo, 16, com o embaixador brasileiro em Berlin, Roberto Jaguaribe Gomes de Mattos, Petry destacou a importância da inicitiava. “Trata-se de uma missão fundamental para as empresas, sobretudo neste momento em que o Brasil busca o fortalecimento da indústria para impulsionar o desenvolvimento econômico e social”.

Em sua fala, o executivo lembrou que a CNI entregou ao governo brasileiro o ‘Plano de Retomada da Indústria’, um conjunto de propostas capazes de elevar os investimentos, a produção e as exportações do setor e que lança as bases para a reindustrialização do País. Conforme o presidente, a expectativa é de que seja implementada uma política industrial baseada na transição para a economia de baixo carbono, que estimule a eficiência no uso dos recursos naturais e que ajude a aumentar a competitividade do produto nacional.

Para Petry, o hidrogênio sustentável é uma das mais promissoras fontes de energia limpa. Com ele, o Brasil poderia cumprir as metas pactuadas nos acordos internacionais que visam ao combate do aquecimento global. “A produção de hidrogênio verde no Brasil deve gerar empregos, incentivar investimentos e promover o desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócios inovadores”, afirma. No evento, além de conhecer as tendências mundiais, os empresários brasileiros podem fazer contato com potenciais parceiros e fornecedores e prospectar tecnologias e novos métodos. Entre os participantes da delegação brasileira, 43% são representantes do setor industrial, 20% são da área de serviços e 1% são do agronegócio. 

Para tanto, na segunda-feira, 17, o grupo começou a realizar circuitos guiados pelos estandes da feira. Gilberto Petry se reuniu com o diretor de relações internacionais da Hannover Messe & CeMat, Marco Siebert. No encontro, foi debatida a participação do Brasil em Hannover e a possibilidade do País ser país-parceiro no futuro. 

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