Neste sábado, 19, a startup de educação e impacto socioambiental Persepolis Escola Livre lançará as produções sustentáveis de arte e tecnologia criadas por jovens de escolas públicas periféricas durante o projeto ‘Artistas do Futuro’. O evento, que terá uma mostra fotográfica em realidade aumentada e projeção das fotografias, acontecerá a partir das 18h, na Pax Pop Up 4D (Rua Almirante Tamandaré, 100 – bairro Floresta), em Porto Alegre. Interessados podem retirar os ingressos cortesia neste link, onde também podem ser realizadas contribuições espontâneas para ajudar a iniciativa.
Na ocasião, serão vendidas camisetas estampadas com fotos em serigrafia artesanal, foto-zine e óculos Cardboard com arte em spray produzidos pelos próprios artistas. Ainda, haverá uma exposição e um leilão de CPUs customizadas feitas em colaboração com Jotapê Pax, o lançamento de um ponto de coleta de lixo eletrônico no local, como ação do Laboratório Quebrada Conserta, e DJs da cena BallRoom.
Idealizador do projeto e CEO da Persepolis – onde a ação ocorre -, Miro Silva percebeu que era preciso fomentar narrativas das periferias e colocar a visão de artistas periféricos no centro da produção artística. A iniciativa traz a perspectiva do desenvolvimento de uma tecnologia periférica própria a partir de produções artísticas visuais, focadas na ancestralidade e na ecologia.
O artista-educador, trans, negro e nascido na comunidade da Bom Jesus, acredita que o ofício deve ser também uma ferramenta política de resistência e transformação social, “criando narrativas por meio do pertencimento ao território e nos apropriando desse lugar por direito, questionando muitas vezes quem produz a arte que a gente consome”. “A arte como marcadora de crítica e autonomia, pois somos a Arte para re-existir”, completa.
Contemplado com um financiamento a partir do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) Visual da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), o projeto acolhe estudantes da rede pública de ensino, moradores do Complexo da Bom Jesus, na Zona Leste, e da Ocupação Vida Nova na Restinga, em Porto Alegre. As atividades foram desenvolvidas em três módulos contínuos e independentes, que trazem técnicas, como de fotografia e serigrafia, de revelação, de escritas e impressões, de desenvolvimento, de criação e de programação da realidade virtual (VR 360°).
Estratégias de construção de óculos Cardboard (VR), de colagem-exposição das fotografias em lambe em muros da Capital, de impressão artesanal de camisetas e de papéis também integraram a ação. Mais informações sobre esta e outras iniciativas da escola podem ser conferidas no Instagram da startup.