Não imaginávamos viver em uma pandemia com proporções globais.
Não imaginávamos perder mais de 250 mil brasileiros para um vírus.
Não imaginávamos que muitas portas de empresas fechariam para sempre e muitas pessoas ficariam sem perspectiva de emprego.
Não imaginávamos que teríamos o pior pico da pandemia no começo da vacinação.
Não imaginávamos ver todo o Estado do RS em bandeira preta.
Não imaginávamos ver as portas dos comércios fechando novamente, enquanto muitos hospitais estão sem leitos de UTI.
Não imaginávamos viver tudo o que estamos vivendo.
Nem imaginamos o que o vírus pode nos trazer de surpresa amanhã, mas temos que ter consciência do que podemos fazer hoje.
O vírus tem nos surpreendido e nos amedrontado há quase um ano. Saímos da normalidade para o novo normal e do novo normal para o normal da pandemia. Mas o vírus continua entre nós e todos temos que estar muito atentos.
Os profissionais da saúde estão na linha de frente, desde o começo da pandemia. Estão lá lutando, fazendo o que é possível dentro das condições que tem.
Os infectologistas e epidemiologistas estão estudando o vírus e vendo as suas mutações e novas cepas.
Os gestores públicos junto com seus gabinetes de crise estão tomando as decisões necessárias, conforme diminui ou aumenta a infecção.
O setor produtivo está sofrendo financeiramente com as restrições impostas, lutando para manter os negócios e os empregos.
Os professores estão com o coração apertado, sabendo que seus alunos não têm a educação e o convívio social que deveriam se estivesse em uma sala de aula.
O pessoal do grupo de risco tem mantido o isolamento social, tomando todos os cuidados, inclusive, se privando de visitar seus familiares ou até mesmo de ir cortar o cabelo em um salão de beleza.
Enquanto isso temos 1/3 da população que declara nas pesquisas de opinião que não está preocupada com o vírus, que não tem medo do vírus ou que não sofreu impacto financeiro com o vírus.
Temos 1/3 da população que “faz de conta que está tudo bem”, que faz de conta que não tem responsabilidade nesse processo ou que está despreocupada por já ter tido o vírus.
Esse grupo de 1/3 é composto por vários subgrupos de opinião, incluindo os que não acreditam na pandemia.
Entretanto, esse grupo é liderado pelos jovens, que querem festa e fazem festas clandestinas. Jovens que cansaram do isolamento, que querem namorar, que querem curtir, que querem se reunir, que querem se divertir em aglomerações. O argumento parece razoável, mas o problema é que esses jovens precisam retornar para suas casas depois da aglomeração.
Quando chegam em casa, contaminam suas famílias. Contaminam o irmão ou o pai que pega o ônibus para trabalhar. Contaminam o familiar do grupo de risco que pode precisar de uma UTI que não está disponível, pois o parente de um outro jovem da mesma aglomeração, acabou de ocupar.
É hora da consciência. É hora da empatia. É hora de cada um se cuidar para cuidar do todo.
Temos que ter consciência de que não é o trabalho que amplia a aceleração do vírus. O que amplia a aceleração do vírus é a aglomeração. É a festa clandestina, é o churrasco entre amigos, é a saída para o bar, é o encontro da galera na praia.
É hora de cada um ter consciência, orientar e cobrar de quem não têm! Se cada um fizer a sua parte, diminuiremos a capacidade desse inimigo invisível.