Morreu ontem, 19, aos 88 anos, o fotógrafo gaúcho Vasco Ivo Rech, na cidade serrana de Caxias do Sul. O velório e cremação do profissional ocorrem hoje, 20, no Memorial São José, no município, com cerimônia de despedida marcada para às 17h30. Ao longo da carreira, Vasco trabalhou como perito fotográfico para a Polícia Civil e prestou serviços para veículos de imprensa.
Segundo informações de GZH, Vasco é filho de Raimundo Rech e Vitalina Demore Rech. Ainda, nasceu na localidade da Terceira Légua, zona rural de Caxias do Sul. Iniciou na área em 1953, a convite do irmão João, que trabalhava no estúdio Tomazoni. Era o mais novo de seis irmãos e manteve vínculo contínuo com a fotografia ao longo da vida profissional.
A partir da década de 1960, passou a atuar como perito fotográfico para a Polícia Civil, além de colaborar com meios de Comunicação. Ao longo de mais de 50 anos de atividade, registrou ocorrências policiais, acidentes de trânsito e outros fatos. Na imprensa, colaborou com o jornal Pioneiro, entre os anos de 1960 e 1980, além de outros veículos ligados à Companhia Jornalística Caldas Júnior, como Correio do Povo e Folha da Tarde.
A trajetória dele é mencionada no livro ‘O instante e o tempo: a fotografia em Caxias do Sul, 1885-1960’, da escritora Sônia Storchi Fries, que aborda o desenvolvimento da fotografia no município. Vasco deixa a esposa Iria Lorenzoni Rech, as filhas Valquíria e Márcia, além de quatro netos.
Paixão além das câmeras
De acordo com a filha Valquíria Rech, o pai mantinha disponibilidade constante para o trabalho e costumava estar atento aos acontecimentos do cotidiano, independentemente de dia ou horário. Em casa, era descrito pela família como presente na rotina familiar e atento às responsabilidades profissionais.
Uma curiosidade relatada é que o fotógrafo costumava carregar uma câmera em uma mala ao sair de casa. Segundo Valquíria, o pai afirmava não saber o que poderia encontrar ao longo do dia, o que motivava o hábito de estar sempre preparado para fotografar.
Torcedor do Juventude, Vasco também fotografava partidas de futebol e frequentava o Estádio Alfredo Jaconi quando possível. Em 2009, recebeu o título de sócio benemérito do clube. O profissional, infelizmente, deixa familiares diretos e encerra uma trajetória de quase meio centenário ligada à fotografia documental.