1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Eu sou a Carol (Caroline é só para formalidades), tenho 26 anos, nasci em Novo Hamburgo e vivi na Região Metropolitana de Porto Alegre até este ano; já morei em Esteio e em São Leopoldo. Sou canceriana daquelas que amam fazer aniversário e envolvem todo mundo na organização da festa. Se me der intimidade, eu vou tagarelar por horas, mas juro que também sei ouvir. Gosto de conversar, ouvir histórias e aprender coisas novas. Aliás, gosto muito de começar coisas, mas sou péssima em terminá-las (minha manta de tricô que está feita pela metade que o diga). Um fato curioso é que também sou técnica em Química, embora exatas não sejam o meu forte. Sou parceira para qualquer rolê (qualquer mesmo), da festa à trilha, do cinema à feira: conte comigo. Eu sou jornalista, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), e, atualmente, trabalho como produtora de Conteúdo Digital do SBT-RS, ou seja, eu sou a responsável pelo conteúdo das redes sociais da emissora.
2 – Por que optou pelo Jornalismo?
Desde pequena gosto de livros, vivia com um debaixo do braço. A partir da leitura, veio o amor pela escrita e pelas histórias. Na hora de escolher o curso, pensava em contar histórias por meio das minhas palavras, o que é uma visão bastante idealizada e comum da profissão. E também muito limitada. O Jornalismo pode nos levar para diferentes campos de atuação. Nos primeiros semestres, eu sonhava em trabalhar em um jornal impresso. Nunca cheguei nem perto de um (risos). Em compensação, descobri a magia de trabalhar em televisão e, hoje, consigo reunir a TV e as redes sociais, que é algo que também nunca pensei que trabalharia, mas que me oferece muitas oportunidades de criação.
3 – Em junho, você assumiu a função de produtora de Conteúdo Digital do SBT-RS. Como tem sido a experiência até o momento?
É um desafio e acho que parte da graça é justamente essa. Desde junho, venho entendendo e conhecendo qual é o público do SBT-RS nas redes, construindo uma persona e adequando a linguagem a ela. Com o passar do tempo, sinto-me mais segura nos conteúdos que escolho repercutir nas redes, quais notícias valorizar e de que forma fazer isso. Durante esse processo, tem sido fundamental contar com a confiança do Isra (meu chefe) – Israel Fritsch – e com o apoio de toda a equipe para criações e sugestões de ideias. O ambiente da nossa redação é um espaço de trocas, o que me ajuda muito a manter a criatividade aflorada.
4 – Apesar de proporcionarem um espaço democrático, as redes sociais também são competitivas para quem quer divulgar seu conteúdo. Na sua avaliação, quais os maiores desafios neste meio para os veículos de Comunicação como o SBT-RS?
O primeiro desafio está na configuração das nossas publicações, todas são feitas de forma orgânica, diferentemente de outros criadores de conteúdo que impulsionam publicações de forma paga. Em segundo lugar, é um desafio que o Jornalismo como um todo enfrenta: o desinteresse das pessoas por notícias. Por isso, temos que estar sempre pensando em novas formas de atrair o público, qual a melhor maneira de contar uma história e, no caso das redes sociais, a decisão de seguir ou pular o conteúdo é feita de forma ainda mais rápida, o que exige que se encontre meios de conquistar a atenção nos primeiros segundos. Outro desafio é manter a magia da TV no nosso público, ao mesmo tempo em que nos tornamos cada vez mais próximos dos espectadores. As redes sociais exigem, cada dia mais, a criação de conexão entre os usuários.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Profissionalmente, quero seguir me qualificando na minha área e iniciar um mestrado que una as linhas de pesquisa em TV e em mídias digitais para estar sempre atualizada e pronta para oportunidades. No curto prazo, tenho certeza que as qualificações vão me ajudar a consolidar a presença do SBT-RS nas redes sociais. Pessoalmente, seria bem legal ganhar na mega sena ou uma herança inesperada (risos). Mas, um dos meus objetivos da vida adulta é ter a minha casa própria, então quero estar adquirindo ela ou o mais perto possível.