1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Sou natural de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Tenho 29 anos e atuo como jornalista, sendo editor-chefe do Grupo RSCom. Academicamente, sou doutorando em Filosofia e estudo o fenômeno da Cooperação Social.
2- Por que você escolheu o Jornalismo como profissão?
Desde a infância, o rádio chama a minha atenção, mas a paixão pela Comunicação e, em especial, pelo Jornalismo começou na adolescência. Como todo jovem brasileiro, que gosta de futebol, inicialmente, fui atraído pelo Jornalismo Esportivo. Por essência, sou (muito) inquieto e a ausência de uma rotina diária foi um dos pontos que me fizeram escolher a profissão. Não me vejo trabalhando em outra área tão cedo.
3- Em setembro você assumiu a função de editor-chefe do Grupo RSCom. Como avalia este período até agora? O que já conseguiu implementar?
Está sendo um desafio espetacular. Gerir pessoas, por si só, é uma tarefa desafiadora. Todo dia há um novo aprendizado, uma nova lição. O trabalho em equipe depende da cooperação de todos. Nestes primeiros meses, implementamos uma avaliação constante do nosso trabalho a fim de qualificar o conteúdo produzido. Percebo que a equipe está mais crítica quanto aos critérios do valor-notícia e estamos trabalhando mais adequadamente as pautas. Os primeiros movimentos visaram potencializar as qualidades de cada funcionário nas funções e horários que melhor desempenham. Aliás, penso que só serei um bom gestor se conseguir exponenciar as habilidades individuais de cada jornalista e, acredito que, nestes primeiros meses, estamos tendo sucesso nessa missão.
4- Além de jornalista, você é mestre em Filosofia, especialista em Bioética, tecnólogo em Segurança da Informação e cursa doutorado em Filosofia. Como esses estudos contribuem na sua atuação profissional?
A Filosofia, por essência, visa questionar e refletir. O Jornalismo, por essência, objetiva encontrar respostas. A Bioética, por essência, visa tratar questões práticas da vida em sociedade com viés ético. Segurança da Informação é necessária para gerir e qualificar dados. São assuntos diversos, mas que, se bem aproveitados, complementam-se. O contato interdisciplinar com todas essas áreas me dá confiança para afirmar: sou um profissional mais completo do que imaginei que seria quando ingressei no Jornalismo, lá em 2011. Considero que minha atuação profissional foi positivamente impactada pelos estudos que conduzi ao longo da última década.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
O interessante da pergunta é a coincidência, uma vez que, desde o início da minha carreira, meu planejamento profissional é revisado a cada período de cinco anos. Eu tenho muitos sonhos e metas para cumprir, contudo, acho prudente não revelá-los, afinal, é apenas no silêncio que conseguimos administrar e planejar com coerência e objetividade as surpresas que a vida nos apresenta ao longo da jornada.