1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Estou no Rio Grande do Sul há 16 anos, estado este que bem me acolheu e me brindou com muitas oportunidades na Comunicação. Sou filho de mãe gaúcha, e a convivência com ela e a sua família, da região de Erechim, sempre fizeram meus olhos brilharem com um futuro por aqui. Mas minhas origens ‘jornalísticas’ remetem à cidade de Tubarão, sul de Santa Catarina.
Ao longo da minha infância e adolescência, bebi muito da experiência jornalística de meu pai, o JB Guedes. Ele é um jornalista com passagem pelos principais veículos de Santa Catarina, como o Jornal de Santa Catarina, o antigo jornal O Estado, A Notícia e também Diário Catarinense. Inspirado por toda esta trajetória, me tornei jornalista na Unisul em 2005.
No mesmo ano, cheguei ao Rio Grande do Sul. Por aqui consegui a primeira oportunidade profissional como repórter em um jornal do Vale do Sinos e, devido a esta vivência, ligeiramente me adaptei ao ritmo frenético de uma redação. Fui da editoria de geral à reportagem especial, passando pela editoria de Polícia e cobertura de verão.
Em 2011, finalizei uma pós-graduação em Comunicação em Saúde pela Unisinos. Na sequência, fui promovido a editor no impresso e posteriormente no digital, em 2013. Foi algo tão arrebatador quanto uma paixão à primeira vista. Em minha terceira passagem por uma redação no RS, hoje sou editor digital no time de notícias de GZH.
2- Como foi para você receber o convite para atuar como editor em um veículo como GZH?
Fazer parte de GZH sempre foi uma meta. É uma operação digital inovadora, feita por uma equipe bastante talentosa, que desbrava um mercado ainda desconhecido a muitos veículos, mas que será crucial à existência do jornalismo no futuro. Em 2019, cheguei ao jornalismo da Capital, acumulei uma nova experiência e comecei a vislumbrar novas possibilidades.
A chegada em GZH coroa minha carreira na comunicação gaúcha e dá sequência ao processo de profissional da comunicação digital que venho empreendendo. Chego ao Grupo RBS após anos de muito aprendizado e aperfeiçoamento, refletindo também a dedicação e empenho que emprestei aos veículos de comunicação em que passei anteriormente.
3- Quais são os principais desafios que você acredita que terá neste cargo?
O jornalismo digital e multiplataforma tem um desafio permanente que é conciliar qualidade e agilidade, além de um olhar acurado em busca de informações que conectem as pessoas. Particularmente, é preciso fazer com que este jornalismo digital não se afaste dos fundamentos jornalísticos, primando pela informação relevante, ética e com correção, mas sem perder velocidade. Por outro lado, o digital possibilita uma infinidade de recursos de mídia e de relacionamento com leitores e fontes, sendo fundamental estar sempre à frente neste quesito.
4 – Na visão do editor, quais são os desafios do jornalismo nos dias atuais?
Separar o que é fake news da informação de verdade é a grande missão. Quando muitos pensaram que o jornalismo e os veículos de imprensa não seriam mais necessários, estamos vendo que cada vez mais é preciso que sejamos referência em um mundo onde consumir notícia falsa é mais fácil que comprar pão na padaria. Todos os esforços devem convergir a este enfrentamento, que se faz também por meio da proximidade com o leitor e fontes e em sintonia com a sociedade, não importa a plataforma.
5- Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Quando disse que a chegada a GZH coroa minha trajetória profissional, não significa que eu tenha esgotado as possibilidades na carreira. Ao contrário, é apenas o começo. Vou seguir mergulhando no digital – afinal, neste segmento não se pode ficar parado. Espero ao final destes próximos cinco anos estar preparado para ocupar posições cada vez mais estratégicas, que me permitam inovar por meio de métodos e ferramentas que auxiliem o jornalismo (e jornalistas) a enfrentar a jornada de transformação digital.