Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Louinnie Dandara

Publicitária assumiu como conselheira da Associação Riograndense de Propaganda (ARP)

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Meu nome é Louinnie Dandara, nasci em Porto Alegre e sou a filha do meio (a diferentona). Venho de uma família bastante criativa e musical. Sou formada em Publicidade e Propaganda e tenho especialização em gestão de pessoas. Atuo como gerente de Atendimento na agência Live, atualmente desenvolvendo trabalhos para a Natura. Adoro trabalhar para marcas do segmento da Moda e Beleza.

Eu gosto muito de observar as relações e o comportamento humano. Sou uma entusiasta da Sociologia.

2 – Por que optou por trabalhar com Publicidade e Propaganda?

O meu pai é publicitário. Era arte finalista nos anos 1980/1990, antes dos computadores entrarem em cena. O arte final tinha outro papel. Eles eram os diretores de arte da história, as pessoas que davam vida para a ideia da dupla criativa por meio de desenho, colagem e fotografia. Eu amava ver o meu pai trabalhando. Eu sempre disse que, quando crescesse, eu seria desenhista como o meu pai. 

Somado a isso, na minha infância, vivíamos uma escassez muito maior do que é hoje de protagonistas pretos nas mídias. Isso sempre me incomodou e desde muito criança (com uns cinco anos de idade) eu colocava na escolha da minha profissão o desejo de ser publicitária, para trazer mais pessoas como eu nas propagandas que eu via na televisão.  

3 – Quais são os principais desafios hoje do mercado publicitário? Por quê?

Observar o meu pai trabalhando me trouxe o primeiro e maior aprendizado sobre o mercado que é a constante inovação. A forma como a gente se relaciona muda como a gente produz propaganda. Isso é desafiador e muito encantador. Porque pra ser publicitário você precisa acompanhar o tempo que você está vivendo, observar constantemente o comportamento das pessoas e as tecnologias.

Agora que temos conhecimento e ferramentas para gerenciar campanhas em redes sociais, por exemplo, o metaverso está ganhando força e a gente precisa entender esse universo para que nossos clientes sejam relevantes nesse novo ambiente. 

Somado a isso, temos o momento econômico de muita instabilidade que duplica o nosso papel criativo em busca de soluções mercadológicas. Como trazer resultado investindo da forma mais estratégica possível as nossas verbas? 

E a gente também está vivendo uma transição geracional no mercado de trabalho (que também é o novo poder de compra). Devemos estar atentos sobre como integrar o comportamento e as necessidades da Geração Z na produção de mensagem (para gerar desejo) e na cultura organizacional das agências (para gerar engajamento).  

Resumindo, são três pontos: domínio da tecnologia e constante renovação, economia e intersecção de gerações

4 – Como é para você assumir como conselheira da Associação Riograndense de Propaganda (ARP)?

Por muito tempo observei a ARP de longe e desde 2020 estou mais próxima. Recebi o convite da Patrícia Carneiro para fazer parte do Comitê de Diversidade e Futuros da ARP, na gestão anterior a esta, e me encontrei me envolvendo com a propaganda de uma forma diferente. Aplicando o conhecimento que adquiri sobre o mercado ao longo dos meus mais de 10 anos de atuação e os estudos que desenvolvi no ambiente acadêmico. 

É um desafio muito grande exercitar o olhar super analítico com o todo e todes que estão envolvides nessa cadeia. Poder permanecer atuando e exercitando esse olhar para o mercado foi um convite que recebi com muita alegria do presidente Fernando Silveira. É um compromisso de muita responsabilidade. 

5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Continuar acompanhando o tempo que estou vivendo (risos). E, além disso, seguir atuando no mercado publicitário em prol do meu objetivo desde criança que é empregar a diversidade desde a criação até a produção das campanhas. 

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