1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Eu me chamo Maicon Hinrichsen Baptista e tenho 31 anos. Nasci em Porto Alegre, mas fui criado em Alvorada. Sou um entusiasta da arte de escrever histórias com luz, sendo um aficionado por tudo que envolve o ato de estar atrás das câmeras. Eu me formei em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde desenvolvi habilidades para além do texto, como edição de imagens, fotografia e videografia. Essa última, em específico, foi apresentada quando o mundo digital foi democratizado e o consumo de vídeos passou a ser de fácil acesso às pessoas, trazendo movimento para aquilo que antes era estático. Dessa forma, eu me consolidei como videomaker e fotógrafo, atuando de ponta a ponta no processo de criação de produtos audiovisuais.
2 – O que lhe levou a estudar Jornalismo?
Entrei no curso por motivos de força maior. Como a grande maioria dos guris, eu queria ser jogador de futebol. Mas algumas limitações de habilidades não me deixaram seguir esse caminho. Como um apaixonado por esportes em geral, pensei que ser repórter esportivo seria a solução, já que sempre tive facilidade em escrever e falar sobre o assunto. Só que meu ‘Gremismo’ não me deixaria ser um jornalista imparcial, e trocar a paixão pelo profissionalismo dentro de campo não me pareceu o melhor caminho – acho que não conseguiria não comemorar um gol ou um título na beira do gramado. E isso era em um tempo em que, em tese, nenhum jornalista esportivo revelava seu clube do coração, o que é nitidamente diferente atualmente. Fiquei um pouco perdido sobre qual caminho seguir dentro do guarda-chuva da Comunicação. Então, nas primeiras aulas de Fotojornalismo, de forma despretensiosa, usei uma máquina fotográfica semiprofissional pela primeira vez. Aprendi a manusear e a gostar de ter essa ferramenta na mão e, apesar da faculdade nos moldar para estar em frente às câmeras, peguei gosto por estar atrás delas. Daí em diante me tornei um jornalista que não usa bloco de papel e caneta, mas equilibra ISO, obturador e diafragma e que sempre busca ângulos diferentes para contar histórias apertando o botão REC.
3- Em janeiro você foi contratado como videomaker do núcleo Audiovisual da Critério. Há algum trabalho em destaque neste período? Por quê?
Uma das experiências mais intensas que tive em parceria com a Critério foi antes de ocupar este espaço privilegiado no núcleo Audiovisual: percorri um interior do Estado quase desconhecido durante quatro meses de campanha eleitoral. Mais precisamente, foram 195 municípios gaúchos e cerca de 40 mil quilômetros rodados por cidades que sequer imaginei que existissem. Pequenas comunidades ricas em histórias e com nomes peculiares como Muliterno, Formigueiro, Mormaço e Unistalda. E tudo isso junto da Critério, possibilitando a rica produção de materiais audiovisuais que contribuíram na consolidação de campanhas vitoriosas. Esta é uma das experiências que levo no coração por ter vivenciado e contado trajetórias de pessoas tão diferentes da minha bolha. E o que é a fotografia se não uma possibilidade de mostrar perspectivas diferentes sobre as realidades?
4- Você também atuou como produtor de diferentes programas em emissoras de televisão. Essa é uma área em que você também gosta de trabalhar? Quais são os fatores que lhe atraem nas duas funções?
A produção de qualquer produto audiovisual é algo que me toma de entusiasmo, pois são dois mundos completamente diferentes: na frente e atrás das câmeras. Tudo que envolve a concepção de um projeto, a organização de estruturas, o que penso sobre roteiro, fotografia, direção… bastidores! Na televisão, pude circular por variados programas de entretenimento e hard news, como ‘Galpão Crioulo’ e ‘Mistura com Rodaika’, da RBS TV, além do ‘Mais Saudável’, ‘Band Motores’, ‘Não é Mah Ideia’, ‘Entre Amigos’, ‘Miss Rio Grande do Sul’ e ‘Jornal da Band’, na Band RS. Todos eles tinham em si algo que me move: a possibilidade de fazer algo diferente todos os dias.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
É difícil pensar em um prazo tão longo em uma área que muda o tempo todo. Até pouquíssimo tempo atrás, eu me imaginava construindo carreira na televisão. Depois, descobri um mundo de possibilidades fora dela. Hoje, penso que daqui a cinco anos quero poder continuar fazendo o que gosto, ao lado de pessoas competentes, como tenho aqui na Critério. O audiovisual é transformado todos os dias, seja por tendências que vêm e vão – e que são um desafio para adequar conteúdo e informação em vídeos curtos, por exemplo -, seja por mudança nos formatos tradicionais, como os conteúdos integralmente gravados na vertical. Espero continuar contribuindo com a minha expertise e criatividade, sempre atento às novidades do mercado audiovisual, além de buscar aprendizado continuamente. Caso contrário, o ChatGPT está aí comendo pelas beiradas, esperando eu deixar a câmera na mão dele.