Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Nelson Burd

Jornalista é editor-chefe do portal ‘Israel de Fato’

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Chamo-me Nelson Burd. Nasci em Porto Alegre, em 24 de janeiro de 1979, passei seis anos da minha infância em Floripa e voltei a Porto Alegre. Sou jornalista formado pela Unisinos em 2003, mestre em História Geral pela Bar Ilan University, em 2017, e doutorando, seguindo a pesquisa do mestrado, sobre o Padre Vieira. Minha mulher se chama Jennie, minha filha, Maya, e os filhos de quatro patas são três: Albeneir, Cássia e Vanil. Faço freelancer como jornalista de Israel para o Brasil, empreendo na área junto com amigos, montamos o israeldefato.com e participo desde 2009 da Hora Israelita, hoje na Guaíba. Desde 2020, participo também da Rádio HT (Hospício Tricolor), de torcedores do Grêmio.

2 – Por que optou pelo Jornalismo?

Sempre quis narrar futebol, desde muito pequeno. Lia a Placar semanalmente, desde os oito anos de idade. Gostava de cobertura policial também, pelo seriado ‘Os Intocáveis’, que passava na TV em 1988. Na hora h, passei em Administração Hospitalar, um desvio de rota, mas troquei para o Jornalismo, que era a verdadeira vocação. Temos várias vocações na vida. O Jornalismo veio desde cedo, do incentivo à leitura pelos meus pais, gosto pelo rádio, meu meio preferido até hoje.

3 – Há cinco meses, você, ao lado de dois colegas, iniciou o portal ‘Israel de Fato’. Como você avalia o andamento desse projeto?

Um sonho antigo meu, do Bernardo Kopstein e abraçado pelo jornalista Henry Galsky, um grande amigo. A cobertura de Israel vai além da guerra, atentados, conflitos. Gosto do lado cultural, geral, esportivo, turístico e histórico. Estamos em guerra, multiplicaram por oito os números do site, mas queria esse aumento em matérias de outras editorias. Israeldefato.com tem a intenção de trazer informação em tempo real, correta, honesta e verdadeira. Jornalismo, ético e correto, como sempre aprendi e gosto de fazer.

4 – Você retornou para Porto Alegre pouco antes da Guerra Israel-Hamas se iniciar. Como foi ficar sabendo do conflito longe do país? Quando você pretende voltar?

Cheguei em 20 de setembro, na época do ano novo de Israel, para três semanas de feriado. Voltaríamos em 12 de outubro, porém, em 7 de outubro houve aquele atentado horrível. A partir daí fiquei esperando em Porto Alegre, mas voltarei logo. Minha mulher e filha já voltaram. Fiquei mais para ajudar minha mãe, que esteve internada no hospital. Um ponto positivo foi passar o aniversário dela de 80 anos, dia 25. Desde 2004 não comemorava a data com ela. Repassei para amigos propostas de “freelas” da guerra.

5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Acompanhar meus pais, que tenham saúde. Minha filha entrando na faculdade. Minha mulher e eu lançando livros. O site israeldefato.com sendo referência na cobertura jornalística em português, sem mudar o nosso compromisso com a verdade e a ética, reforçando estes valores.

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