Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Ricardo Malheiros

Profissional é o atual presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Me chamo Antonio Ricardo Malheiros, tenho 59 anos, sou casado, radialista profissional e trabalho em rádio e televisão, tendo iniciado minha carreira profissional na antiga TV Gaúcha em 1982. Desde o ano 2000, sou funcionário do Canal Rural, liberado para exercer o cargo de presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul.

2 – Por que optou pelo Radialismo?

No ano de 1984, fui trabalhar na TV Globo São Paulo como coordenador de Programação, oportunidade que surgiu de um colega, na época locutor de Cabine da Globo, que me convidou para fazer um teste em uma rádio FM onde ele era diretor artístico. De lá para cá, nunca mais deixei de fazer também locução, algo viciante e apaixonante.

3 – Em julho, você foi reeleito presidente do Sindicato dos Radialistas. O que foi realizado nesses primeiros meses e quais os objetivos que não foram alcançados em sua primeira gestão que devem ser atingidos agora?

O meu primeiro mandato foi um grande desafio, pois em 2020, assumi como presidente do Sindicato bem na época da pandemia de Covid-19. O primeiro objetivo foi cuidar da categoria, pois antes de ser presidente, sou trabalhador (radialista). Já no final de 2022, tratei, juntamente com meus diretores, de reconquistar nossos colegas de profissão para aderirem ao Sindicato e compreenderem que, ‘se com Sindicato é ruim, pior é sem ele’, e conseguimos isto. Já em 2023, nosso principal objetivo foi reconquistar a valorização do trabalhador, fato este que me fez ir até Brasília em junho, juntamente com meu diretor e tesoureiro Daniel Braga, onde tivemos reuniões no Ministério das Comunicações, Ministério do Trabalho e Emprego, Senado Federal, Câmara dos Deputados e com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom),Paulo Pimenta. Todo este movimento tem como objetivo a valorização profissional dos radialistas e também conquistar que a identidade profissional se torne uma identidade funcional, fato que já passou em todas as comissões do Senado Federal e da Câmara Federal e agora está para ser sancionado pelo presidente da República. Também protocolamos um pedido para que as emissoras comunitárias e emissoras WEB e plataformas de mídia social sejam regulamentadas pela legislação dos radialistas, e que o Governo Federal possa destinar verba para veiculação de mídia para as pequenas emissoras do interior. Ainda temos como meta que o salário dos profissionais radialistas seja o valor real merecido pelo que é desempenhado por nossa categoria.

4 – Com o crescimento das redes sociais, cada vez mais pessoas as utilizam para propagar notícias falsas, e, recentemente, você foi a Brasília para debater sobre a regulamentação das plataformas. De que forma você acredita que elas devem ser regulamentadas e como impedir usuários que espalham fake news de ganharem notoriedade?

Bem, isto é um tanto complicado, pois de nada adianta a regulamentação se as pessoas continuarem consumindo. O mais importante é que todos os veículos de Comunicação efetuem uma campanha maciça sobre a conscientização das fake news, que as escolas, por meio de seus professores, mostrem para os jovens que nem tudo que circula nas redes é verdadeiro e também que leis mais duras passem a vigorar para que se possa coibir esta prática.

5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Ainda sou muito jovem, mesmo com 59 anos. Em 2028 estarei com 64, minha projeção é tentar a vida política pois com tudo que já vivi e estudei, sei que posso fazer minha parcela de contribuição. Porém, antes disto, o mais importante é preparar algum colega que possa dar continuidade no trabalho que foi efetuado no Sindicato dos Radialistas, isto tudo por respeito à minha categoria, e aí sim poderei me definir melhor.

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