{"id":15575,"date":"2003-11-28T00:00:00","date_gmt":"2003-11-28T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/um-gaucho-bem-carioca\/"},"modified":"2003-11-28T00:00:00","modified_gmt":"2003-11-28T02:00:00","slug":"um-gaucho-bem-carioca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/um-gaucho-bem-carioca\/","title":{"rendered":"Sep\u00e9 Tiaraju: Um ga\u00facho bem carioca"},"content":{"rendered":"<p> In&iacute;cio dos anos 70, praia de Ipanema, Rio de Janeiro, o point era o p&iacute;er, mais precisamente as &lsquo;Dunas da Gal&rsquo;, intituladas assim pela freq&uuml;ente presen&ccedil;a da cantora Gal Costa ali. Um jovem porto-alegrense deslumbrava-se com a efervesc&ecirc;ncia cultural daquele ambiente. Era poss&iacute;vel encontrar, no mesmo metro quadrado, Gal Costa, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, um baiano tocando atabaque, outro um berimbau, enquanto surfistas deslizavam com suas pranchas pelas ondas de &aacute;guas verdes. &ldquo;Era uma perdi&ccedil;&atilde;o, simplesmente b&aacute;rbaro. Foi nesta &eacute;poca que comecei a construir meu conte&uacute;do musical&rdquo;, recorda Sep&eacute; Tiaraju de los Santos, um ga&uacute;cho com cora&ccedil;&atilde;o de carioca e que herdou do pai, um leg&iacute;timo apreciador de tangos, o amor pela m&uacute;sica. &ldquo;Na &eacute;poca eu n&atilde;o gostava do que ele ouvia e me arrependo, pois poderia ter aprendido muito em termos de letra e conte&uacute;do. Hoje, ou&ccedil;o com outros ouvidos&rdquo;, confessa Sep&eacute;. Um presente ganho de um amigo fez com que seu pai comprasse um instrumento. &ldquo;Ele ganhou um casti&ccedil;al de alabastro e achou que a pe&ccedil;a ficaria bem em cima de um piano. E decidiu comprar um&rdquo;. Mas, na fam&iacute;lia de tr&ecirc;s irm&atilde;os, Sep&eacute; foi o &uacute;nico que n&atilde;o aprendeu a tocar nem piano nem qualquer outro instrumento. &ldquo;Meu irm&atilde;o mais velho estudou piano durante seis anos em um conservat&oacute;rio, o outro tinha aulas de acordeom, e eu, que renegava o aprendizado dos instrumentos, acabei trabalhando com a m&uacute;sica&rdquo;, conta, cheio de bom humor. Sep&eacute;, hoje s&oacute;cio da produtora Plug Produ&ccedil;&otilde;es Fonogr&aacute;ficas, se envolveu com a m&uacute;sica muito cedo. Aos 17 anos, formou com o irm&atilde;o do meio, Tibiri&ccedil;&aacute;, e o amigo Hermes Aquino o grupo de voz e viol&atilde;o &ldquo;Siris do Imb&eacute;&rdquo;. &ldquo;Fizemos um resgate das serenatas, que naquela &eacute;poca j&aacute; estavam fora de moda. Era o in&iacute;cio da bossa nova&rdquo;, lembra. O trio durou apenas um ver&atilde;o, mas o interesse de Sep&eacute; e seu irm&atilde;o n&atilde;o. Voltando para Porto Alegre, uniram-se a Sabino Orlando Logu&eacute;rcio, Fernando Poester e Vera Guedes. &ldquo;Geraldo Flach tocava em conjuntos de baile e formava o grupo de vocal que os acompanhava. Ele gostou do nosso trabalho e chamou os &lsquo;Siris do Imb&eacute;&rsquo; para agregarem-se ao Geraldo Flach Trio, o que nos deu muito mais profissionalismo&rdquo;. Tempos bons, aqueles: o grupo come&ccedil;ou a apresentar-se em programas musicais na TV Piratini, e com o dinheiro do cach&ecirc; iam para o Bar L&iacute;der comer costeletas de porco com salada de batata. Em uma apresenta&ccedil;&atilde;o no programa de Gudi Emunds, ao vivo, pois aquele era per&iacute;odo em que n&atilde;o tinha v&iacute;deo-tape, estavam cantando a m&uacute;sica &lsquo;Mais que nada&rsquo;, de Jorge Ben, e um imprevisto aconteceu. &ldquo;Em um determinado momento eu fazia um solo e a c&acirc;mera fechava em mim. Achei lindo me ver no monitor do est&uacute;dio e esqueci de cantar. Deixei passar um compasso e entrei no tempo, apenas para salvar a lavoura. O grupo queria me matar, sai de l&aacute; abaixo de belisc&otilde;es e, naquele dia, a costeleta de porco desceu indigesta. Nunca mais nos chamaram para fazer musical e nunca mais fomos no L&iacute;der&rdquo;.<br \/><strong>Uma nova fase<\/strong><br \/>O movimento dos festivais universit&aacute;rios chegou a Porto Alegre e o Diret&oacute;rio Acad&ecirc;mico da Faculdade de Arquitetura organizou o seu. O ano era 1968, muita gente de fora veio participar e diversos talentos foram revelados, como Danilo Caimy, Joice, Paulinho Tapaj&oacute;s, Eduardo Conde, Luli e Lucinha, Artur Verocai e Beth Carvalho. &ldquo;Vera Guedes saiu e decidimos mudar o nome para participar do Festival. Nos tornamos, ent&atilde;o, &lsquo;Canto Nosso&rsquo;&rdquo;. Duas m&uacute;sicas, &lsquo;T&aacute; na hora&rsquo; e &lsquo;Domingo Antigo&rsquo;, interpretadas por Beth Carvalho &ndash; que nunca havia pisado num palco antes &ndash; precisaram de um grupo vocal e eles foram chamados. &ldquo;Ali come&ccedil;ou a ser constru&iacute;da a Beth Carvalho. Que ela seria a grande sambista que se tornou, ningu&eacute;m imaginava, pois adorava toadas e MPB. Ela conduziu bem sua carreira, abra&ccedil;ou o samba e hoje &eacute; a cantora que o Brasil conhece&rdquo;. No ano seguinte, o Canto Nosso tamb&eacute;m participou do festival, mas era uma outra &eacute;poca, a da Tropic&aacute;lia. &ldquo;Cantamos uma m&uacute;sica de rodeio de Geraldo Flach em pleno quebra-quebra do tropicalismo. &Eacute;ramos da bossa nova, caretas&rdquo;. Sep&eacute; cursava o primeiro ano na Faculdade de Direito do Vale do Rio dos Sinos. E decidiu que ia para o Rio de Janeiro. &ldquo;Estava indo atr&aacute;s do circo, queria encontrar as pessoas que tinha conhecido aqui, pois havia criado um circulo muito bom de amizades. Pedi transfer&ecirc;ncia para a faculdade C&acirc;ndido Mendes e parti&rdquo;.<br \/><strong>Tudo novo<\/strong><br \/>Durante um ano, enquanto estudava, gravava vocais para a Rede Globo e as Gravadoras Continental e Polygram. &ldquo;Eu freq&uuml;entava o ambiente musical do Rio de Janeiro e cada vez mais conhecia pessoas interessantes. O Leme era nosso ponto de encontro, o ponto de encontro dos m&uacute;sicos&rdquo;, recorda com saudosismo. &ldquo;N&atilde;o era raro ir ao local e encontrar Nana Vasconcelos batucando em um banquinho, enquanto Robertinho Silva tocava bateria, Milton Nascimento cantava e Ivan Lins tocava piano&rdquo;. Seu per&iacute;odo de free-lancer terminou em 1971, quando o amigo Paulinho Tapaj&oacute;s, produtor musical da Polygram, ligou dizendo que o diretor do selo da Phillips, Roberto Menescal, precisava de um assistente de produ&ccedil;&atilde;o e convidou-o para trabalhar. Foi o primeiro emprego de Sep&eacute; no meio. &ldquo;Iniciei como assistente de produ&ccedil;&atilde;o, depois passei a diretor&rdquo;. O interesse pela faculdade de Direito acabou ali. &ldquo;Era dif&iacute;cil sair do est&uacute;dio onde estava gravando com Elis Regina ou Tom Jobim, &agrave; meia noite, e no outro dia pela manh&atilde; ter aula de Direito Romano. Come&ccedil;ou a ficar incoerente e ca&iacute; fora&rdquo;. Mas em 1974, reingressou na faculdade e se formou. At&eacute; o ano anterior ele tinha permanecido na Polygram. &ldquo;Eu era um rebelde, um hippie, e queria fazer pop, rock. Ouvia em casa Jimmie Hendrix e gravava Carlinhos Lira. Existia uma intoler&acirc;ncia entre atitude, gosto pessoal e realidade&rdquo;. Continuou no Rio de Janeiro at&eacute; 75, quando decidiu comprar uma motocicleta e voltar para a terrinha. &ldquo;Quando cheguei estava sem mundo. Tinha deixado minha ex-namorada gr&aacute;vida e estava com d&uacute;vidas sobre advogar ou n&atilde;o, pois meu irm&atilde;o, que tamb&eacute;m &eacute; advogado, j&aacute; possu&iacute;a um escrit&oacute;rio montado. Decidi pensar um pouco mais&rdquo;. Na &eacute;poca, o irm&atilde;o mais velho era m&eacute;dico do radialista da Gua&iacute;ba Osmar Meleti e Sep&eacute; decidiu tentar a sorte. &ldquo;Fui conversar com ele e levei um projeto de programa que tocasse Jo&atilde;o Gilberto, Bob Dylan, Tamba Trio, grupos brasileiros de m&uacute;sica instrumental, entre outros, fazendo um mix de boa m&uacute;sica. Ele adorou, mas disse que eu ia tirar o emprego dele e me falou que o bom para mim seria a publicidade, pois n&atilde;o havia gravadoras em Porto Alegre&rdquo;. Mesmo resistente, fez uma entrevista com Jos&eacute; Moraes de Oliveira, gerente operacional da MPM Propaganda, e entrou para o departamento de RTV. &ldquo;Ali comecei a cavar um espa&ccedil;o. Dirigia spots, acompanhava a produ&ccedil;&atilde;o de jingles e criava&rdquo;. Sua grande oportunidade surgiu com um pedido de Ad&atilde;o Juvenal de Souza: &ldquo;Ele queria que eu produzisse um jingle, que j&aacute; havia feito sucesso quatro anos antes, para a vin&iacute;cola Granja Uni&atilde;o. Pediu uma nova roupagem e n&atilde;o pensei duas vezes, peguei um avi&atilde;o para o Rio, chamei meu amigo Artur Verocai, reuni os melhores m&uacute;sicos de base, chamei o Quarteto em Si e o Golden Boys, aluguei um est&uacute;dio e produzi o jingle. N&atilde;o foi o estouro que se esperava, mas serviu para fazer meu exerc&iacute;cio&rdquo;. E assim as coisas come&ccedil;aram a acontecer. O diretor de cria&ccedil;&atilde;o S&eacute;rgio Gonzalez pediu que Sep&eacute; produzisse com Geraldo Flach um jingle de Natal para a rede de lojas JH Santos. N&atilde;o foi aprovado, mas todos adoraram a id&eacute;ia. Pouco tempo depois, ap&oacute;s oito meses de MPM, desligou-se da ag&ecirc;ncia e decidiu abrir uma produtora com Geraldo Flach. O sucesso de alguns trabalhos executados para a MPM garantiu a cria&ccedil;&atilde;o da Plug. No in&iacute;cio, utilizavam os est&uacute;dios do Instituto Sinodal de Assist&ecirc;ncia, Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura &ndash; ISAEC, e fizeram um acordo operacional com um conjunto de baile que possu&iacute;a instrumentos modernos, o Desenvolvimento. &ldquo;Disso come&ccedil;ou uma concorr&ecirc;ncia efetiva com os est&uacute;dios de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, que antes mandavam no Estado&rdquo;. Numa &eacute;poca em que as melhores contas eram as de varejos e bancos, a Plug fazia jingle para a JH Santos, Incosul, Manlec, Renner, Banrisul e Caixa Econ&ocirc;mica Estadual. &ldquo;Tinha meses em que havia sete, oito pe&ccedil;as da Plug no ar. Passamos a oferecer um produto com n&iacute;vel t&atilde;o bom quanto o das produtoras do Centro do pa&iacute;s&rdquo;. O amigo e s&oacute;cio Geraldo Flach, foi chamado para ser diretor art&iacute;stico da ISAEC e Sep&eacute; o produtor de discos. Durante dois anos, dividiram-se entre as duas empresas. &ldquo;De repente estava em Porto Alegre produzindo jingles de dia e discos &agrave; noite. Era tudo que pedi a Deus, pois continuava amando a m&uacute;sica e j&aacute; estava infectado pelo v&iacute;rus do jingle&rdquo;. At&eacute; 79 foi assim, depois foi dedica&ccedil;&atilde;o total para a Plug, e em 1986 foi comprada a sede que ocupam at&eacute; hoje na Avenida Get&uacute;lio Vargas. <strong>Os louros da vit&oacute;ria<\/strong> O trabalho rendeu satisfa&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o para Sep&eacute; e Geraldo. &ldquo;Recebemos 22 pr&ecirc;mios do Sal&atilde;o da Propaganda, fomos produtora do ano no Festival da ABAP, ganhamos ouro no Colunistas do Ano Nacional, fomos finalistas em Cannes, ganhamos tr&ecirc;s pr&ecirc;mios regionais dos profissionais do ano da Rede Globo, ganhamos o Festival Ibero-Americano de Publicidade, entre outras premia&ccedil;&otilde;es. Sem medo de dizer, por que &eacute; um fato, somos a produtora mais premiada no Rio Grande do Sul e uma das mais premiadas do Brasil&rdquo;. Dos tantos trabalhos que fez, para o produtor, o mais gratificante foi o dos Monstrinhos da RBS. &ldquo;Por tudo. Pelo resgate da confian&ccedil;a e entrega da cria&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia Paim que, embora tenha atuado decisivamente nos objetivos, nos deixou bastante &agrave; vontade para criar. N&atilde;o nos foi dada nenhuma refer&ecirc;ncia, nem esbo&ccedil;o de letra e nem foram feitos pedidos de sonoridade. Foi produ&ccedil;&atilde;o do jeito que a gente gosta de fazer. O resultado foi inegavelmente maravilhoso&rdquo;. Sep&eacute; sabe que o mercado &eacute; muito exigente e que se, num primeiro momento, a Plug dominou a cena do jingle e da trilha no Estado, barrando a entrada de outras produtoras, hoje ela v&ecirc; o reingresso dos concorrentes. Mas isso n&atilde;o o abala, pelo contr&aacute;rio, incentiva e d&aacute; mais for&ccedil;as para continuar trabalhando. &ldquo;Com 26 anos de exist&ecirc;ncia, ainda somos jovens em todos os sentidos. Estamos sempre atualizando os equipamentos e renovando a equipe. Queremos conquistar novos mercados. Atualmente, j&aacute; fazemos trabalhos para o Rio e S&atilde;o Paulo, mas queremos mais. Nossa carreira n&atilde;o acabou, vamos incomodar muito ainda&rdquo;. Para Sep&eacute;, o segredo de 26 anos de sucesso &eacute; a dedica&ccedil;&atilde;o, fidelidade e renova&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Fico abismado quando vejo todas as coisas que j&aacute; fizemos. O talento e a dedica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o coisas que superam qualquer evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica&rdquo;. O produtor, que assiste todos os dias a chegada de novos profissionais no mercado, d&aacute; uma dica que acredita ser fundamental para quem est&aacute; come&ccedil;ando: &ldquo;Criar, criar e criar. N&atilde;o imitar, pois de imita&ccedil;&atilde;o o mercado est&aacute; cheio. &Eacute; importante criar uma identidade para seus comerciais e textos. Isso far&aacute; a diferen&ccedil;a&rdquo;. Aos 57 anos, se considera um homem cheio de g&aacute;s, disposi&ccedil;&atilde;o e nem pensa em parar. &Agrave;s vezes, sai da produtora &agrave;s cinco da manh&atilde;, outras &agrave;s cinco da tarde. Para relaxar, uma boa caminhada, ou, &eacute; claro, uma boa m&uacute;sica. O jazz e a MPB s&atilde;o a prefer&ecirc;ncia em sua casa. &ldquo;S&atilde;o dois estilos que abrangem muito&rdquo;, diz, e completa, mostrando sua versatilidade: &ldquo;Tamb&eacute;m gosto de ouvir Lulu Santos, Ed Motta, Paralamas do Sucesso e Maria Rita que, na minha opini&atilde;o, &eacute; a melhor novidade que surgiu depois de K&aacute;ssia Eller&rdquo;. A rotina agitada n&atilde;o o impede de curtir o mais novo membro da fam&iacute;lia, Pedro, de 11 meses, o quarto filho do produtor. Inesperado, mas muito amado, o pequeno tem ensinado muita coisa para o pai coruja. &ldquo;Estou aprendendo muito sobre crian&ccedil;as com ele. Nunca imaginei que fosse t&atilde;o bom ser pai na idade em que estou. &Eacute; maravilhoso&rdquo;.<br \/><strong>Para o futuro<\/strong><br \/>Al&eacute;m dos filhos, outra paix&atilde;o de Sep&eacute; &eacute; velejar. Ele ama sair com seu &quot;bote&quot; pelo Gua&iacute;ba, apreciando a natureza. &ldquo;Este Rio &eacute; determinante para a minha perman&ecirc;ncia em Porto Alegre. Quem souber aproveit&aacute;-lo vai encontrar uma forma de viver muito mais interessante&rdquo;. Ele, que n&atilde;o sabe viver longe da natureza, faz muitos planos para curtir ainda mais as maravilhas da natureza. At&eacute; o final deste ano, quer comprar um veleiro e aproveitar ainda mais a vida. &ldquo;Gosto de viver todos os momentos de maneira intensa. A soma dos resultados &eacute; maior do que se espera&rdquo;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>In&iacute;cio dos anos 70, praia de Ipanema, Rio de Janeiro, o point era o p&iacute;er, mais precisamente as &lsquo;Dunas da Gal&rsquo;, intituladas assim pela freq&uuml;ente presen&ccedil;a da cantora Gal Costa ali. Um jovem porto-alegrense deslumbrava-se com a efervesc&ecirc;ncia cultural daquele ambiente. 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