{"id":15644,"date":"2004-08-13T00:00:00","date_gmt":"2004-08-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/jornalista-e-idealista\/"},"modified":"2004-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2004-08-13T03:00:00","slug":"jornalista-e-idealista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/jornalista-e-idealista\/","title":{"rendered":"Elmar Bones: Jornalista e idealista"},"content":{"rendered":"<p>Ele nasceu em Cacequi, no come&ccedil;o de 1944, mas viveu toda a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia em Livramento, o que explica por que &eacute; tido e havido como um dos talentos de uma gera&ccedil;&atilde;o de jornalistas santanenses que marcou &eacute;poca no jornalismo ga&uacute;cho entre os anos 70 e 80. Mas Elmar Bones da Costa come&ccedil;ou a viver jornal &ldquo;por acaso&rdquo;: tinha 17 anos quando foi contratado para atuar no balc&atilde;o de an&uacute;ncios do jornal A Plat&eacute;ia. Achava os textos muito repetitivos, n&atilde;o eram apenas classificados, mas principalmente an&uacute;ncios sociais, como anivers&aacute;rios e obitu&aacute;rios. Ent&atilde;o come&ccedil;ou a reescrev&ecirc;-los, &ldquo;dar umas enfeitadas&rdquo;. E assim, a dire&ccedil;&atilde;o do di&aacute;rio descobriu que tinha ali algu&eacute;m que sabia escrever &ndash; e ele foi &ldquo;promovido&rdquo; a revisor. Logo se identificou com a vida bo&ecirc;mia dos gr&aacute;ficos, com quem convivia no trabalho. Embora fosse um jornal grande, a tecnologia ainda era a do chumbo e a revis&atilde;o ocorria na gr&aacute;fica. &ldquo;Era um pessoal da noite, que sa&iacute;a da impress&atilde;o e ia para os bares&rdquo;, lembra. <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/elmar_int.jpg\" alt=\"\" align=\"right\" border=\"1\" \/><\/p>\n<p>Houve um momento em que pensaram em transferi-lo para a reda&ccedil;&atilde;o, mas o jovem n&atilde;o foi bem-sucedido em sua primeira reportagem e foi mantido como revisor. Esta empreitada frustrada no jornalismo n&atilde;o o desanimou. Cerca de um ano depois, veio para Porto Alegre, onde prestou vestibular e foi aprovado na Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunica&ccedil;&atilde;o da Ufrgs). Durante as f&eacute;rias da faculdade, costumava voltar a Livramento e sempre tinha trabalho garantido para revisar A Plat&eacute;ia. Bones fez o curso at&eacute; o fim, mas, curiosamente, n&atilde;o chegou a se formar. &ldquo;Cheguei atrasado para a &uacute;ltima prova que faltava, de Portugu&ecirc;s, e o professor n&atilde;o me deixou realiz&aacute;-la. Como n&atilde;o tinha dificuldades na disciplina, resolvi n&atilde;o faz&ecirc;-la de novo&rdquo;, conta.<\/p>\n<p><strong>De t&iacute;mido a cara-de-pau<\/strong><\/p>\n<p>Rec&eacute;m-chegado &agrave; Capital, Bones morou primeiramente com uma tia e depois numa rep&uacute;blica de estudantes. Teve dificuldades para conseguir emprego ou est&aacute;gio na &aacute;rea e acabou tendo que trabalhar como vendedor, por necessidade. N&atilde;o gostava nem um pouco, pois era t&iacute;mido e n&atilde;o lidava bem com o p&uacute;blico. Quando j&aacute; estava pelo meio do curso, conseguiu n&atilde;o um, mas tr&ecirc;s trabalhos. Atuou paralelamente como estagi&aacute;rio do Jornal do Brasil e da Folha da Tarde e ainda fazia o boletim do Instituto dos Arquitetos. Na &eacute;poca, a Folha passava por uma crise interna e ele acabou ficando sem atividades na reda&ccedil;&atilde;o. Mas, em vez de ser dispensado, Bones foi efetivado: houve uma troca na chefia de reda&ccedil;&atilde;o e muitas pessoas sa&iacute;ram do di&aacute;rio, que precisou contratar mais rep&oacute;rteres. Ent&atilde;o, passou a se dedicar a apenas essa fun&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A faculdade nessa &eacute;poca foi para o espa&ccedil;o. Eu s&oacute; queria estar no jornal &ndash; ou nos bares, falando do jornal&rdquo;, diz. Chegou a editor da publica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Terminada a faculdade, surgiu a oportunidade, em 1968, de trabalhar em S&atilde;o Paulo, na Veja, revista que ainda seria lan&ccedil;ada. A Realidade, tamb&eacute;m da Editora Abril, publicou cupons para que os interessados se candidatassem &agrave;s vagas na reda&ccedil;&atilde;o. Pessoas de todo o Pa&iacute;s se inscreveram, mas o jornalista simplesmente n&atilde;o tomou conhecimento do assunto at&eacute; conversar com o amigo Gilberto Pauletti, que havia sido pr&eacute;-selecionado. Salom&atilde;o Amorim, respons&aacute;vel pelo recrutamento, estava em Porto Alegre, mas voltaria &agrave; capital paulista no dia seguinte. Bones ligou para Amorim no Plazinha, onde estava hospedado, e pediu para participar da sele&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m. Ele foi aceito gra&ccedil;as a uma desist&ecirc;ncia de &uacute;ltima hora e foi para S&atilde;o Paulo, enfrentar uma rotina exaustiva. Foram editadas cerca de nove edi&ccedil;&otilde;es de n&uacute;mero zero de Veja, antes que ela chegasse &agrave;s bancas. Ficou quatro anos na revista, quando tamb&eacute;m morou em Curitiba, onde casou. Nesse per&iacute;odo, Veja ainda n&atilde;o estava bem consolidada. Por&eacute;m, ele lembra com alegria da &eacute;poca que atuava na editoria Artes e Espet&aacute;culos, cobrindo os bastidores da televis&atilde;o, que estava come&ccedil;ando no Brasil. Bones era editor, mas resolveu retornar ao Rio Grande do Sul, em 1972.<\/p>\n<p><strong>Novos desafios<\/strong><\/p>\n<p>Em Porto Alegre, retornou &agrave; Caldas J&uacute;nior, com um desafio: tirar a Folha da Manh&atilde; de uma crise que vinha enfrentando em suas vendas e tamb&eacute;m em sua identidade. &ldquo;&Eacute; uma coisa que eu gosto, fazer o jornal para v&ecirc;-lo nas bancas, vender ao leitor.&rdquo; Com a nova orienta&ccedil;&atilde;o editorial, a &ldquo;Folhinha&rdquo; se tornou uma publica&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao regime, o que repercutiu bem nas vendas, mas causava desconforto para a empresa. Bones ficou dois anos no jornal e permaneceu na cidade por 10, per&iacute;odo em que foi editor-chefe do CooJornal, mens&aacute;rio da Cooperativa dos Jornalistas, e correspondente da Gazeta Mercantil.<\/p>\n<p>Bones relembra que a id&eacute;ia de montar a cooperativa surgiu, entre outros fatores, da vontade dos jornalistas da Folha de continuarem fazendo um jornal de cr&iacute;tica, sem a interfer&ecirc;ncia das grandes empresas de comunica&ccedil;&atilde;o: &ldquo;O importante foi que conseguimos chegar a uma forma alternativa de organiza&ccedil;&atilde;o na imprensa. Aquilo me convenceu que a estrutura das empresas de m&iacute;dia nunca ter&aacute; solu&ccedil;&atilde;o para os jornalistas&rdquo;. Ele diz que as poucas empresas est&atilde;o muito atreladas aos seus pr&oacute;prios interesses e cada vez mais afastadas dos interesses da popula&ccedil;&atilde;o. Mas a cooperativa &ldquo;patinou&rdquo; no in&iacute;cio e, para se manter, o jornalista se associou a Jorge Polydoro e os dois fundaram a Verbo, que atuava na edi&ccedil;&atilde;o de jornais e revistas para empresas. &ldquo;Um cliente importante foi o Sport Club Internacional. Faz&iacute;amos um jornal que era distribu&iacute;do nas bancas e vendia bem, 10, 15 mil exemplares. Ganhamos o Pr&ecirc;mio ARI de Esportes com ele&rdquo;, recorda.<\/p>\n<p><strong>Como morre o jornalista<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Temos bons profissionais no jornalismo, mas eles n&atilde;o podem exercer um bom trabalho dentro das empresas, pois s&atilde;o os que menos contam na hierarquia delas. A submiss&atilde;o aos departamentos de marketing e jur&iacute;dico mata o jornalista, que &eacute; obrigado a aceitar isso para se manter. E quando ele se acomoda a esse sistema, morre como profissional, que tem de ser inquieto, questionador&rdquo;, desabafa Bones, um atento cr&iacute;tico da m&iacute;dia. Da&iacute; sua reflex&atilde;o: &ldquo;As not&iacute;cias s&atilde;o as mesmas em todos os ve&iacute;culos, &eacute; global. N&atilde;o h&aacute; um enfoque local, a preocupa&ccedil;&atilde;o com o que acontece aqui e repercute em nossas vidas. O Brasil &eacute; um pa&iacute;s imenso e n&atilde;o d&aacute; valor &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias. Todas as realidades tinham que ser mostradas.&rdquo;<\/p>\n<p>Por acreditar que a realidade podia ser escrita de outra forma &eacute; que Bones participou da cria&ccedil;&atilde;o da Cooperativa dos Jornalistas e, mais tarde, seria um dos fundadores da J&aacute; Editores. Depois do CooJornal, onde ficou at&eacute; 1980, o jornalista ainda passou novamente por A Plat&eacute;ia, de Livramento (que arrendou do antigo dono, junto a Kenny Braga e Danilo Ucha), do qual foi diretor por dois anos, e pela Gazeta Mercantil e tamb&eacute;m pelas revistas Amanh&atilde; e Isto&Eacute; e o jornal O Estado de S. Paulo. Em certo momento, come&ccedil;ou a achar o trabalho em reda&ccedil;&atilde;o desestimulante. Ent&atilde;o, em 1988, fundou a J&aacute; Editores, movido pela necessidade de seguir trabalhando. &ldquo;Dos caras que eu conhe&ccedil;o, sou o menos capacitado a dirigir uma empresa, n&atilde;o gosto, nem tenho talento para isso. Eu fa&ccedil;o como um enorme sacrif&iacute;cio&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>O trabalho na empresa &eacute; de tempo integral, quando est&aacute; na Capital. &Eacute; que hoje mora em Florian&oacute;polis, para onde costuma ir todos os finais de semana. L&aacute; est&atilde;o sua mulher, sua filha Ivone, estudante de artes c&ecirc;nicas, 27 anos, seus netos Iago, 6 anos, e Iasmin, 4, e seus cachorros. Apenas o filho Mariano, jornalista de 30 anos, est&aacute; afastado. Mora na Alemanha desde o ano passado. A mudan&ccedil;a para a ilha se deu porque na &eacute;poca Bones n&atilde;o via mais perspectivas de conseguir emprego em Porto Alegre. Na editora, Bones criou o Jornal J&aacute;. A princ&iacute;pio vendido nas bancas, de repente os jornaleiros passaram a relutar em aceit&aacute;-lo &ndash; &ldquo;nunca entendi muito o porqu&ecirc;&rdquo; &ndash; e a distribui&ccedil;&atilde;o passou a ser gratuita, para o Bom Fim. Esse foi um processo lento, at&eacute; que conseguisse se sustentar apenas com pequenos an&uacute;ncios: &ldquo;&Eacute; que as ag&ecirc;ncias de publicidade s&oacute; pensam globalmente, n&atilde;o d&atilde;o import&acirc;ncia para o jornal de bairro&rdquo;, lamenta. Outros produtos da empresa s&atilde;o o site Ambiente J&aacute;, voltado para temas ambientais, e os livros, realizados gra&ccedil;as &agrave;s leis de incentivo &agrave; cultura, &ldquo;que eu acho que n&atilde;o v&atilde;o durar por muito tempo&rdquo;, alerta. Entre os que j&aacute; foram publicados est&atilde;o &lsquo;A Paz dos Farrapos&rsquo;, &lsquo;Pioneiros da Ecologia&rsquo; e &lsquo;Hist&oacute;rias da Santa Casa&rsquo;, todos grandes reportagens, que o jornalista v&ecirc; como uma sa&iacute;da para que a popula&ccedil;&atilde;o tenha acesso &agrave; leitura, pois n&atilde;o t&ecirc;m a linguagem complexa dos romances ou dos textos acad&ecirc;micos.<\/p>\n<p><strong>Sossego em Floripa<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; em Floripa que o jornalista relaxa e faz tudo que n&atilde;o tem tempo de fazer quando est&aacute; no Estado. Gosta de caminhar na praia, pintar, ler e escrever. &Eacute; um apreciador de m&uacute;sica e gosta de estudar a respeito. Toca viol&atilde;o desde pequeno e entre os textos que escreve, est&atilde;o composi&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Houve um tempo em que sonhei em ser instrumentista, mas quando vi que n&atilde;o seria o melhor dos m&uacute;sicos, desisti&rdquo;, brinca.<\/p>\n<p>J&aacute; a pintura foi outra paix&atilde;o que Bones descobriu: &ldquo;&Eacute; uma linguagem diferente, que nos for&ccedil;a a utilizar mais partes do c&eacute;rebro, termos outras vis&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es.&rdquo; Tamb&eacute;m curso de modelagem com Vasco Prado, diz que n&atilde;o chegou a entender muito de escultura, mas aprendeu a olhar. &ldquo;Isso n&atilde;o se aprende em manual, tem que exercitar e &eacute; o que muitas vezes falta nos rep&oacute;rteres, que resolvem tudo por telefone ou releases. Esse jornalismo &eacute; muito frustrante&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Aos 60 anos, Bones n&atilde;o pretende parar suas atividades profissionais. Primeiro porque n&atilde;o teria tempo de contribui&ccedil;&atilde;o suficiente para se aposentar (&ldquo;at&eacute; joguei fora minha Carteira de Trabalho&rdquo;), depois por achar que j&aacute; descansa bastante hoje em dia. &ldquo;Aposentadoria &eacute; uma humaniza&ccedil;&atilde;o do capitalismo, coisa do s&eacute;culo passado, que j&aacute; vem sendo eliminada&rdquo;, acredita. Al&eacute;m disso, ele tem a mania de querer fazer mais coisas do que consegue, marcar muitos compromissos que n&atilde;o d&aacute; conta de cumprir. Aponta isso como um defeito, mas se justifica, dizendo que tamb&eacute;m &eacute; muito indolente e deve agir assim para se obrigar a fazer alguma coisa. Como qualidade, afirma que &eacute; bastante conciliador, contrariando o estere&oacute;tipo do homem da fronteira. E batalhador, afinal segue em frente a uma empresa, sem ter voca&ccedil;&atilde;o administrativa e reconhecendo que exerce uma &ldquo;gest&atilde;o err&aacute;tica&rdquo;. &ldquo;Ningu&eacute;m se atreve ou se disp&otilde;e em assumir a dire&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o continuo aqui. Poucos de nossos planos se realizam, mas esses est&atilde;o a&iacute; e d&atilde;o certo&rdquo;. O mais novo projeto da J&aacute; &eacute; a vers&atilde;o online do jornal, que, se tudo der certo, dever&aacute; entrar no ar nesta semana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele nasceu em Cacequi, no come&ccedil;o de 1944, mas viveu toda a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia em Livramento, o que explica por que &eacute; tido e havido como um dos talentos de uma gera&ccedil;&atilde;o de jornalistas santanenses que marcou &eacute;poca no jornalismo ga&uacute;cho entre os anos 70 e 80. 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