{"id":15861,"date":"2006-09-22T00:00:00","date_gmt":"2006-09-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/socialista-libertario\/"},"modified":"2006-09-22T00:00:00","modified_gmt":"2006-09-22T03:00:00","slug":"socialista-libertario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/socialista-libertario\/","title":{"rendered":"Fl\u00e1vio Tavares: Socialista libert\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><P>Fl\u00e1vio Aristides Freitas Tavares \u2013 ou Fl\u00e1vio Aristides Freitas Hailliot Tavares, um nome lhe foi sonegado da documenta\u00e7\u00e3o, mas que ele ainda quer recuperar \u2013 nasceu em 12 de junho de 1934. L\u00e1 se v\u00e3o 72 anos e o tempo foi generoso com esse lajeadense, que afirma se sentir mais jovem do que aos 30 anos de idade: &#8220;Quando fiz 30, estava em Bras\u00edlia, foi logo depois do golpe militar, e me sentia um velho, pensava: &#8220;Cheguei aos 30 e ainda n\u00e3o fiz nada&#8230;&#8221;. Hoje, me sinto jovem nas atitudes&#8221;. Antes dos 30, no entanto, Fl\u00e1vio j\u00e1 havia iniciado duas faculdades, se aventurado na pol\u00edtica estudantil e come\u00e7ado uma carreira no jornalismo \u2013 seria isso &#8220;nada&#8221;?<\/P><br \/><P>Em Lajeado, levava uma vida comum de jovem cat\u00f3lico: freq\u00fcentava escola marista e pertenceu \u00e0 A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica. Foi no col\u00e9gio que conheceu o Irm\u00e3o Nilo, que se tornou seu mentor \u00e9tico. &#8220;At\u00e9 ent\u00e3o, eu conhecia os ritos da religi\u00e3o, mas o irm\u00e3o nem rezava o ros\u00e1rio inteiro, ele nos dava era o ensinamento social crist\u00e3o: a bondade, a solidariedade, o amor ao pr\u00f3ximo. Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio at\u00e9 hoje&#8221;, acredita. Ap\u00f3s o Gin\u00e1sio, Fl\u00e1vio mudou-se para Porto Alegre, a fim de cursar o Cl\u00e1ssico no col\u00e9gio J\u00falio de Castilhos. Foi uma grande ruptura viver na Capital, longe da fam\u00edlia e tendo uma conviv\u00eancia impensada nas escolas do interior. O Julinho era o \u00fanico col\u00e9gio misto do Rio Grande do Sul e l\u00e1 ele passou a estudar n\u00e3o s\u00f3 com gurias, mas com pessoas de outras religi\u00f5es, como dois judeus marxistas que se tornaram seus amigos. N\u00e3o demorou a entrar na pol\u00edtica estudantil e encarar sua primeira atividade p\u00fablica: a presid\u00eancia do Gr\u00eamio Estudantil. &#8220;Era uma coisa muito importante, pois o J\u00falio era um grande col\u00e9gio \u2013 inenarravelmente grande \u2013, bom e respons\u00e1vel, sem termos de compara\u00e7\u00e3o com as escolas de hoje. Aprendi mais l\u00e1 do que em duas faculdades, tanto pelo curr\u00edculo como pela conviv\u00eancia&#8221;, conta.<\/P><br \/><P>Uma de suas a\u00e7\u00f5es como presidente foi organizar uma passeata at\u00e9 o Pal\u00e1cio Piratini para reivindicar do governador Ernesto Dornelles a constru\u00e7\u00e3o de um novo pr\u00e9dio para o col\u00e9gio. Nesse per\u00edodo, Fl\u00e1vio vivia numa pens\u00e3o, a Casa da JUC (Juventude Universit\u00e1ria Cat\u00f3lica). &#8220;Ficava na Pra\u00e7a da Matriz, 168, lembro at\u00e9 o n\u00famero! Era fant\u00e1stico, nos trazia uma responsabilidade grande. Houve elei\u00e7\u00e3o para presidente da Rep\u00fablica \u2013 na qual Get\u00falio Vargas foi eleito \u2013 e moravam muitos integralistas l\u00e1. Eu e outro rapaz de Lajeado desenh\u00e1vamos umas galinhas verdes no refeit\u00f3rio, imitando o Pl\u00ednio Salgado, o chefe integralista. De manh\u00e3, quando iam tomar caf\u00e9, viam aquilo e se escandalizavam. Era brincadeira de menino, mas j\u00e1 era sintoma de politiza\u00e7\u00e3o&#8221;, pondera.<\/P><br \/><P>Logo que chegou a Porto Alegre, sucedeu-se uma trag\u00e9dia na fam\u00edlia Tavares: seu pai sofreu um infarto fatal dentro do \u00f4nibus, quando voltava da Capital a Lajeado. &#8220;Foi meu primeiro contato com uma coisa chamada &#8220;Pol\u00edcia&#8221;&#8221;, diz. Isso porque seu pai recebera uma quantia alta em dinheiro, que levava consigo na viagem: &#8220;Dava para comprar duas geladeiras&#8221;, acrescenta. O montante desapareceu e testemunhas afirmaram ter ouvido o delegado contando que havia &#8220;forrado o bolso&#8221; naquele dia. Seu pai j\u00e1 havia sido prefeito no interior e era uma figura conhecida. &#8220;Foi meu primeiro ato de revolta contra o Estado. Roubaram de um cad\u00e1ver, uma coisa terr\u00edvel&#8221;, justifica.<\/P><br \/><P><STRONG>Na faculdade, com pol\u00edtica<\/STRONG><\/P><br \/><P>Terminado o col\u00e9gio, Fl\u00e1vio prestou vestibular para Direito na PUC. O que ele queria, na verdade, era ser m\u00e9dico, mas se achou mais preparado para a \u00e1rea de Humanas: &#8220;At\u00e9 hoje, sou um m\u00e9dico frustrado&#8221;, lamenta. Ainda assim, numa tentativa de se aproximar da Medicina, entrou para a faculdade de Hist\u00f3ria Natural, a atual Biologia, na Ufrgs. Interrompeu o Direito por dois anos para se dedicar ao novo curso, mas acabou desistindo da Hist\u00f3ria Natural, &#8220;mesmo sem confiar muito no Direito&#8221;. Ele diz que seguiu nessa faculdade um pouco pela influ\u00eancia do irm\u00e3o, advogado ent\u00e3o apaixonado pela profiss\u00e3o, e mais por in\u00e9rcia. Nessa \u00e9poca, o jovem s\u00f3 tinha um interesse: a pol\u00edtica estudantil. Foi eleito presidente da Uni\u00e3o Estadual de Estudantes por maioria absoluta, &#8220;o que era dif\u00edcil para a esquerda, embora n\u00e3o houvesse a disputa partid\u00e1ria que tem hoje, n\u00e3o havia influ\u00eancia dos partidos&#8221;.<\/P><br \/><P>Foi como membro do Conselho da Uni\u00e3o Nacional de Estudantes que Fl\u00e1vio come\u00e7ou a freq\u00fcentar o Rio de Janeiro, onde vive hoje, na cidade de B\u00fazios. Tamb\u00e9m atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o, teve a oportunidade de conhecer o presidente Vargas, poucos meses antes de seu suic\u00eddio. &#8220;A pol\u00edtica estudantil era diferente naquela \u00e9poca, te projetava para coisas s\u00e9rias&#8221;, explica. Ele tinha dois pedidos a fazer: um avi\u00e3o para transportar a delega\u00e7\u00e3o ga\u00facha ao Congresso da UNE, no Rio, e a implanta\u00e7\u00e3o de ambulat\u00f3rios para casas de estudantes. O primeiro, Get\u00falio atendeu na hora, cedendo a aeronave da Presid\u00eancia, e em rela\u00e7\u00e3o ao outro prometeu encaminhar emendas para o or\u00e7amento, em setembro. N\u00e3o teve a chance de cumprir a promessa, j\u00e1 que morreu em agosto. <\/P><br \/><P><STRONG>No Jornalismo, via China<\/STRONG><\/P><br \/><P>Fl\u00e1vio formou-se em Direito, mas nunca atuou como advogado, j\u00e1 estava ligado ao Jornalismo. Sua \u00fanica experi\u00eancia na \u00e1rea seria como consultor jur\u00eddico do Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais, no final do governo Brizola. Isso porque, em 1954, teve a oportunidade de participar do Conselho da Uni\u00e3o Internacional de Estudantes, na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. L\u00e1, os representantes latino-americanos foram convidados a conhecer a China: &#8220;De Moscou&nbsp;a China, oito dias de trem. Uma aventura!&#8221;, conta. Foi na volta que Fl\u00e1vio se descobriu jornalista. Ele recebeu um convite para escrever uma s\u00e9rie de reportagens sobre a viagem no seman\u00e1rio Hoje. A s\u00e9rie teve o t\u00edtulo, &#8220;meio pedante&#8221;, de &#8220;Fui h\u00f3spede do Kremlim&#8221;. Mas apenas a primeira mat\u00e9ria foi publicada, j\u00e1 que o chefe de reda\u00e7\u00e3o, S\u00e9rgio Jockymann, acabou brigando com o propriet\u00e1rio do jornal. Ainda assim, a reportagem teve repercuss\u00e3o. &#8220;As pessoas come\u00e7aram a me dizer: &#8216;Mas tu \u00e9 jornalista&#8217;. Disseram tanto que eu me convenci&#8221;, fala modestamente.<\/P><br \/><P>Depois da passagem pelo seman\u00e1rio, Fl\u00e1vio teve outra r\u00e1pida experi\u00eancia no jornal A Hora e depois firmou-se em A \u00daltima Hora, de Samuel Wainer. Ele abra\u00e7ou o projeto, mesmo recebendo menos de um ter\u00e7o do sal\u00e1rio que ganhava em seu emprego de ent\u00e3o, como diretor-executivo do Escrit\u00f3rio dos Munic\u00edpios, uma esp\u00e9cie de ONG fundada por Jos\u00e9 Bacchieri Duarte, com o objetivo de prestar assessoria pol\u00edtica \u00e0s prefeituras do interior.<\/P><br \/><P>A primeira tarefa foi cobrir o governador Leonel Brizola, exatamente por n\u00e3o ser brizolista. Logo, passou a chefe de reportagem, mas Fl\u00e1vio se considerava inexperiente para o cargo e pediu para sair, assumindo ent\u00e3o a editoria de Pol\u00edtica da cadeia de jornais. &#8220;N\u00e3o havia esse termo aqui, Samuel copiou dos americanos. Ele foi dono de um grande jornal nacionalista, anti-americano, mas importou todos os termos deles, como copyright e copydesk&#8221;, relembra. Nessa fun\u00e7\u00e3o, conheceu Carlos Bastos (hoje, diretor da TVE), que era seu subordinado e se tornou um amigo \u2013 &#8220;ele \u00e9 uma figura humana excepcional e um dos grandes amigos que tenho em Porto Alegre&#8221;. <\/P><br \/><P>Tamb\u00e9m nessa \u00e9poca, Fl\u00e1vio participou da \u00fanica atividade sindical com que se envolveria, no Sindicato dos Propriet\u00e1rios de Jornal, classe na qual ele n\u00e3o se inclu\u00eda. &#8220;Eu era um fedelho, um guri, n\u00e3o propriet\u00e1rio de jornal. Mas como o diretor de A \u00daltima Hora n\u00e3o gostava das reuni\u00f5es, ia eu, por procura\u00e7\u00e3o. Na verdade, o \u00fanico l\u00e1 que era propriet\u00e1rio de seu jornal era o Breno Caldas, que atuava como um &#8220;papa medieval&#8221;. Era respeitoso, mas tinha consci\u00eancia do seu poder e o usava, ainda que muito educadamente&#8221;, diz.<\/P><br \/><P><STRONG>Flertando com Che<\/STRONG><\/P><br \/><P>O jornalista realizou coberturas pelo jornal que foram marcantes na sua vida, como a Confer\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos, em Punta del Leste, Uruguai, em 1961. L\u00e1, conheceu Ernesto &#8220;Che&#8221; Guevara, que era o delegado de Cuba. Ficou maravilhado com a figura, assim como Brizola. &#8220;Ele era uma pessoa atraente e a revolu\u00e7\u00e3o cubana era atraente, porque era social e libert\u00e1ria&#8221;, lembra. Durante o evento, Brizola rompe com a delega\u00e7\u00e3o brasileira, mas n\u00e3o partiu de Punta sem antes se despedir de Che, que estava em uma crise de asma, mas melhorou ao saber que o governador queria lhe falar: &#8220;Acho que a doen\u00e7a era um pouco psicossom\u00e1tica&#8221;, recorda Fl\u00e1vio.<\/P><br \/><P>Brizola conversou com Che a s\u00f3s e na volta disse: &#8220;Isso \u00e9 uma confer\u00eancia da oligarquia latino-americana&#8221;, o que, para Fl\u00e1vio, era &#8220;obviamente uma frase de Che&#8221;. Em 1962, foi enviado \u00e0 Argentina para fazer uma s\u00e9rie de reportagens sobre o pa\u00eds e anteviu o golpe militar que se aproximava. &#8220;Eu conversei com um general l\u00e1 e entendi que aconteceria o golpe, que se concretizou dois meses depois&#8221;, lembra. Fl\u00e1vio diz que chegou a essa conclus\u00e3o por acaso e garante: &#8220;Os acasos sempre norteiam o jornalismo. Claro que tu tens que ter intui\u00e7\u00e3o, mas os acasos contam, n\u00e3o \u00e9 preciso ter poderes m\u00e1gicos&#8221;. <\/P><br \/><P>Ent\u00e3o, aconteceu no Brasil um evento que, segundo ele, mudou suas perspectivas sobre a pol\u00edtica: a tentativa de um golpe militar, em 1961. &#8220;Foi quando Brizola se agigantou. Aquilo mudou o Rio Grande e mudou a n\u00f3s. A Campanha da Legalidade assim se chamou porque n\u00e3o se queria nada demais, n\u00e3o se queria uma revolu\u00e7\u00e3o, o que se queria era que a Constitui\u00e7\u00e3o fosse cumprida. Pela primeira vez na Hist\u00f3ria, a mobiliza\u00e7\u00e3o popular e revolucion\u00e1ria de esquerda foi para cumprir a lei e n\u00e3o para derrub\u00e1-la&#8221;, relata. Fl\u00e1vio conta que viveu intensamente esse per\u00edodo, escrevendo sua coluna direto dos por\u00f5es do Piratini e se revezando entre Porto Alegre e Bras\u00edlia. O jornalista atribui o \u00edmpeto de Brizola \u00e0 influ\u00eancia de Che. &#8220;Ele ficou impressionado com aquela figura e voltou outra pessoa de Punta&#8221;, observa.<\/P><br \/><P><STRONG>Aprendendo com as dificuldades<\/STRONG><\/P><br \/><P>Fl\u00e1vio, que atuou como colunista pol\u00edtico de A \u00daltima Hora, em Bras\u00edlia, at\u00e9 1968, afirma que aprendeu a escrever melhor depois do golpe militar, em mar\u00e7o de 1964. &#8220;No in\u00edcio, a ditadura aqui foi muito branda. Nos vigiava, mas garantia a liberdade de imprensa. Depois, com a falta de liberdade, foi que eu me soltei, comecei a ser mais ousado, s\u00f3 que nas entrelinhas, apurei meu estilo&#8221;, pondera. Foi assim por um tempo, mas n\u00e3o demorou para que Fl\u00e1vio passasse a conspirar contra a ditadura, na luta armada. Em 1967, foi preso, acusado de ser o Dr. Falc\u00e3o, mentor de uma guerrilha no Tri\u00e2ngulo Mineiro. &#8220;Fui preso com raz\u00e3o, estava mesmo envolvido, mas o mentor era o Brizola e a guerrilha era em Goi\u00e1s. Claro que n\u00e3o contei isso aos militares, assumi tudo&#8221;, diz.<\/P><br \/><P>Foram sete meses na cadeia at\u00e9 receber um habeas-corpus do Supremo Tribunal Federal. Ent\u00e3o, voltou para o Rio, na condi\u00e7\u00e3o de editor-chefe do jornal, mas com o decreto do AI-5, Samuel Wainer achou melhor que eles se afastassem das atividades da UH. Samuel voltou dois meses depois, por\u00e9m Fl\u00e1vio n\u00e3o teve como retornar, pois j\u00e1 era conhecido como o Dr. Falc\u00e3o, estava visado pela pol\u00edcia mineira e suas colunas cada vez mais cr\u00edticas. &#8220;A imprensa foi muito adulat\u00f3ria, nunca se referiu ao golpe como &#8216;golpe&#8217;, mas como &#8216;movimento militar de 31 de mar\u00e7o&#8217;. Eu resolvi usar &#8216;movimento de 1\u00ba de abril&#8217;&#8221;, diverte-se.<\/P><br \/><P>Fora do jornal, acabou voltando para a luta armada e participou da liberta\u00e7\u00e3o de nove marinheiros, dos 11 que haviam sido presos ap\u00f3s um levante. A a\u00e7\u00e3o o levou de volta \u00e0 pris\u00e3o, em 1969: &#8220;A\u00ed, eu fui conhecer a tortura, que eu duvidava que acontecesse daquela forma. Desconfiava que era propaganda da esquerda para desmoralizar os militares&#8221;, confessa. Comprovou a veracidade na pele e afirma que no terceiro dia de pris\u00e3o j\u00e1 estava &#8220;destru\u00eddo&#8221;. Foi solto ap\u00f3s 30 dias, per\u00edodo em que p\u00f4de, inclusive, receber a visita de sua m\u00e3e. Ele estava na lista de troca de presos pol\u00edticos pelo embaixador americano que fora seq\u00fcestrado. Foi despatriado e conseguiu asilo no M\u00e9xico, onde viveu at\u00e9 1974. Dentre os trabalhos que realizou no novo pa\u00eds, estava o de tradutor de telenovelas. Quase foi tamb\u00e9m dublador, ao lado de Jos\u00e9 Dirceu, mas o projeto acabou n\u00e3o vingando. A experi\u00eancia valeu para aperfei\u00e7oar o espanhol&#8230;<\/P><br \/><P>Algum tempo depois, passou a atuar no jornal Excelsior, pertencente a uma cooperativa de trabalhadores: &#8220;A\u00ed sim, eu fui propriet\u00e1rio de um jornal&#8221;, brinca, se referindo ao per\u00edodo em que freq\u00fcentou o Sindicato dos Propriet\u00e1rios. Como correspondente do ve\u00edculo, Fl\u00e1vio foi viver em Buenos Aires, onde tamb\u00e9m escrevia mat\u00e9rias para O Estado de S. Paulo, assinando sob o pseud\u00f4nimo de&nbsp;J\u00falio Delgado. &#8220;Eu assumi essa nova identidade. O J\u00falio Delgado escrevia at\u00e9 diferente do Fl\u00e1vio Tavares&#8221;, conta. Sua perman\u00eancia na Argentina terminou, for\u00e7osamente, em 1977, quando foi ao Uruguai para contratar um advogado para outro jornalista do Excelsior que fora preso l\u00e1.<\/P><br \/><P><STRONG>Sem len\u00e7o nem documento<\/STRONG><\/P><br \/><P>Ele saiu da pris\u00e3o, mas Fl\u00e1vio foi seq\u00fcestrado pelo Ex\u00e9rcito uruguaio, que estava &#8220;sendo prestativo&#8221; com o Brasil. De imediato, ele foi vendado e algemado e assim permaneceu por 27 dias, dos seis meses que ficou preso. &#8220;Foi muito duro para mim. Na mesma noite, eu sofri dois fuzilamentos simulados. Morri, nem eu sabia se estava vivo. No 13\u00ba dia, fui pendurado, tenho seq\u00fcelas at\u00e9 hoje no ombro, tenho que fazer reeduca\u00e7\u00e3o postural, porque eu n\u00e3o tomo medicamentos, sou contra, s\u00f3 tomo chazinhos&#8221;, relata. Apenas no 28\u00ba dia, sua pris\u00e3o foi legalizada e ele p\u00f4de receber visitas, ver sua ex-mulher e seu filho, Camilo, que nascera enquanto Fl\u00e1vio estava no M\u00e9xico. Ele tem outra filha, de seu primeiro casamento, Isabela, fotojornalista, que mora no Rio. Camilo \u00e9 cineasta e vive em S\u00e3o Paulo.<\/P><br \/><P>Sua soltura se deu gra\u00e7as \u00e0 solidariedade do Excelsior e do Estad\u00e3o, que levantaram a causa de seu correspondente. O jornal brasileiro mobilizou toda a imprensa para denunciar a pris\u00e3o ilegal de Fl\u00e1vio. Sob press\u00e3o, o governo do Brasil pediu sua liberta\u00e7\u00e3o. O problema era que o jornalista n\u00e3o podia voltar ao pa\u00eds natal e nem possu\u00eda passaporte. Em janeiro de 1978, foi expulso do Uruguai e se exilou em Lisboa, que havia passado recentemente pela Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, e se ofereceu para receb\u00ea-lo, com todas as pompas. At\u00e9 Brizola foi recepcion\u00e1-lo no aeroporto. L\u00e1, continuou seu trabalho de correspondente para os jornais mexicano e paulista. Fl\u00e1vio lamenta a perda de seus bens pessoais que foi deixando pelo caminho durante seus ex\u00edlios. Teve que abandonar todos seus pertences no Brasil e depois tudo o que tinha na Argentina. &#8220;S\u00e3o coisas que formam nosso lar e nossa identidade&#8221;, explica.<\/P><br \/><P>Em Portugal, Fl\u00e1vio e Brizola, que morava nos Estados Unidos, mas ganhara um passaporte portugu\u00eas, trabalharam na forma\u00e7\u00e3o do trabalhismo, que depois se transformou no projeto do PDT. &#8220;O partido j\u00e1 n\u00e3o existe mais como era, ficou t\u00e3o idiotizado como os outros, e Brizola, antes de morrer, tinha plena consci\u00eancia disso&#8221;, afirma. <\/P><br \/><P>Apenas em 1979, com a anistia pol\u00edtica, Fl\u00e1vio p\u00f4de retornar ao Brasil. Anos depois, se dedicou a escrever livros, saiu do jornalismo e escreve apenas um artigo dominical publicado em Zero Hora. Editou pela Record &#8220;Mem\u00f3rias do Esquecimento&#8221; e &#8220;O Dia em que Get\u00falio Matou Allende&#8221;, ambos com suas mem\u00f3rias como l\u00edder estudantil, jornalista e preso pol\u00edtico. O pr\u00f3ximo ser\u00e1 &#8220;Mem\u00f3rias do Ex\u00edlio&#8221;, no qual relata as viv\u00eancias como exilado. Seus livros foram escritos na casa de B\u00fazios, praticamente uma fortaleza, longe do burburinho da cidade, onde se submeteu a um ex\u00edlio volunt\u00e1rio. Fl\u00e1vio diz que \u00e9 muito indisciplinado e se n\u00e3o se esconder para trabalhar, n\u00e3o consegue terminar suas obras. &#8220;Eu n\u00e3o consigo dizer &#8216;n\u00e3o&#8217;&#8221;, admite. Talvez por isso, seu pr\u00f3ximo livro, que deveria estar finalizado em maio, ainda n\u00e3o esteja pronto.<\/P><br \/><P>Atualmente, Fl\u00e1vio anda preocupado com a quest\u00e3o ambiental e com a aliena\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a isso: &#8220;Estou descrente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas com que as pessoas continuam a se preocupar, por exemplo, a atividade pol\u00edtica. Acho que os partidos n\u00e3o t\u00eam solu\u00e7\u00e3o no Brasil e que as pessoas n\u00e3o se preocupam mais com o que \u00e9 fundamental, que nesse momento \u00e9 a defesa da vida, do meio ambiente. Cada vez que venho a Porto Alegre, vejo a cidade mais destru\u00edda, num processo de verticaliza\u00e7\u00e3o. Destru\u00edram-se \u00e1reas verdes imensas e ningu\u00e9m se d\u00e1 conta que essas coisas incidem diretamente na vida das pessoas&#8221;, alerta.<\/P><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/wp-content\/uploads\/lega\/y\/\/perfil218.jpg\" alt=\"Imagem\" class=\"aligncenter size-full\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio Aristides Freitas Tavares \u2013 ou Fl\u00e1vio Aristides Freitas Hailliot Tavares, um nome lhe foi sonegado da documenta\u00e7\u00e3o, mas que ele ainda quer recuperar \u2013 nasceu em 12 de junho de 1934. 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