{"id":15962,"date":"2007-09-21T00:00:00","date_gmt":"2007-09-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/de-letras-tracos-e-jazz\/"},"modified":"2007-09-21T00:00:00","modified_gmt":"2007-09-21T03:00:00","slug":"de-letras-tracos-e-jazz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/de-letras-tracos-e-jazz\/","title":{"rendered":"Luis Fernando Verissimo: De letras, tra\u00e7os e jazz"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Luis Fernando Verissimo j&aacute; fez de tudo nessa vida, tanta coisa que n&atilde;o consegue nem lembrar. O fato &eacute; que as profiss&otilde;es pelas quais ele &eacute; hoje conhecido do grande p&uacute;blico s&oacute; lhe foram apresentadas depois dos 30. &#8220;Sou um escritor at&iacute;pico, comecei a escrever tarde. N&atilde;o pensava em ser escritor, e muito menos jornalista&#8221;, revela. Nascido em Porto Alegre, a 26 de setembro de 1936, filho de Erico e Mafalda Verissimo, o que ele descobriu logo &eacute; que gostava de viajar. Aos sete anos de idade, foi com os pais e a irm&atilde;, Clarissa, viver por quatro anos nos Estados Unidos, onde Erico, que al&eacute;m de escritor foi professor, lecionou e, mais tarde, retornou como diretor do Departamento de Assuntos Culturais da Uni&atilde;o Pan-Americana. Essa segunda oportunidade revelou a Luis Fernando, ent&atilde;o com 17 anos, uma de suas grandes paix&otilde;es: o jazz.<\/p>\n<p align=\"left\">N&atilde;o foi a &uacute;nica paix&atilde;o que lhe surgiu numa viagem. Em 1962, decidiu morar no Rio de Janeiro, na casa de uma tia, e l&aacute; conheceu L&uacute;cia Helena. Casaram-se dois anos depois e, em seguida, tiveram Fernanda. &#8220;S&oacute; que eu estava sem nenhuma perspectiva no Rio, ent&atilde;o, fiz o que se faz, sensatamente, nessa situa&ccedil;&atilde;o: voltei para a casa do pai&#8221;, pondera. Em busca de um emprego, aceitou o convite do amigo da fam&iacute;lia Paulo Amorim, na &eacute;poca, diretor de reda&ccedil;&atilde;o de Zero Hora, para atuar no jornal. &#8220;Era um jornal pequeno, com uma exist&ecirc;ncia prec&aacute;ria. A gente n&atilde;o sabia se ia ser pago ou n&atilde;o, nem quando sairia o sal&aacute;rio do m&ecirc;s&#8221;, relata.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Sem jeito para reda&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Para n&atilde;o precisar depender do jornal como ganha-p&atilde;o, Luis Fernando, que j&aacute; tinha mais uma filha, Mariana, decidiu buscar uma segunda fonte de renda. Como tinha se acertado com o texto, achou que poderia se apresentar como redator em ag&ecirc;ncias de publicidade. &#8220;Fui fazer um teste na Mercur, mas n&atilde;o fui bem, n&atilde;o. Disseram que eu n&atilde;o tinha muito futuro como redator&hellip;&#8221;. O respons&aacute;vel pelo veto ao candidato deve se arrepender at&eacute; hoje. De l&aacute;, foi direto para a MPM, onde acreditaram em seu talento e atuou por 15 anos com reda&ccedil;&atilde;o publicit&aacute;ria. O curioso &eacute; que Verissimo j&aacute; havia cogitado trabalhar na &aacute;rea, mas na parte de arte, j&aacute; que era muito ligado ao desenho. Esse talento s&oacute; foi mostrado ao p&uacute;blico quando assumiu uma coluna no jornal. &#8220;Disseram que eu podia aproveitar o espa&ccedil;o como eu quisesse, ent&atilde;o usei para escrever e tamb&eacute;m brincar de cartunista, fazer quadrinhos. Foi quando inventei a hist&oacute;ria das Cobras. Descobri minhas voca&ccedil;&otilde;es um pouco tarde, mas descobri&#8221;, brinca.<\/p>\n<p align=\"left\">Entre 1970 e 1975, mostrou suas cobras ? nos desenhos ? e alguns lagartos ? nos textos ? na coluna que escrevia para a Folha da Manh&atilde;, um dos tr&ecirc;s di&aacute;rios da Caldas J&uacute;nior. Nesse per&iacute;odo, nasceu o terceiro filho, Pedro, e lan&ccedil;ou seu primeiro livro, &#8220;O Popular&#8221;, que reunia cr&ocirc;nicas j&aacute; publicadas em jornal. &#8220;Todos os meus livros, por um certo tempo, foram de coisas j&aacute; veiculadas na imprensa. O primeiro romance foi &#8220;O Jardim do Diabo&#8221;, de 1988&#8243;, faz quest&atilde;o de explicar. Luis Fernando conta que, pelo menos conscientemente, nunca teve receio em escrever por ser filho de Erico. &#8220;Ele dizia que gostava do que eu escrevia, mas opini&atilde;o de pai &eacute; meio suspeita&#8221;, avalia. Al&eacute;m dos mais de 30 livros de cr&ocirc;nicas, em parcerias e de desenhos, o escritor tem mais quatro romances: &#8220;Borges e os Orangotangos Eternos&#8221;, &#8220;Gula &ndash; O Clube dos Anjos&#8221;, &#8220;O Opositor&#8221; e a &#8220;12&ordf; Noite&#8221;.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Frescuras, mentiras e astrologia<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">De volta a Zero Hora, foi editor do que chama de &#8220;frescuras&#8221;, que era a parte social, cultural e de guia de bares e restaurantes. &#8220;&Agrave;s vezes, inventava um bar e gente que freq&uuml;entava o lugar. Era t&atilde;o exagerado, que achava que as pessoas fossem notar que aquilo n&atilde;o podia ser verdade, mas algumas levavam a s&eacute;rio&#8221;, diz. &#8220;Tamb&eacute;m fiz hor&oacute;scopo, mas durou pouco. N&atilde;o tinha tempo para fazer, ent&atilde;o alternava as previs&otilde;es entre os signos, porque achava, inocentemente, que as pessoas s&oacute; liam o pr&oacute;prio signo, mas quem l&ecirc; hor&oacute;scopo l&ecirc; todos&#8221;, conta, revelando que os protestos dos leitores levaram &agrave; sua &#8220;aposentadoria como astr&oacute;logo&#8221;.<\/p>\n<p align=\"left\">Verissimo costumava contribuir para os jornais da imprensa alternativa, como Coojornal e Pasquim. &#8220;Naquela &eacute;poca, de ditadura militar, est&aacute;vamos sempre testando os limites do permitido. Peguei bem essa fase, porque comecei a escrever em 1969, mas sempre deixei clara minha posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, mesmo quando tinha que disfar&ccedil;ar um pouco, escrevendo mais nas entrelinhas do que nas linhas&#8221;, recorda. Tamb&eacute;m colaborou com a revista Playboy e com o Jornal do Brasil e atuou como roteirista da Rede Globo: &#8220;Fazia parte da equipe de cria&ccedil;&atilde;o dos programas humor&iacute;sticos com o J&ocirc; Soares e o Agildo Ribeiro, entre outros. Depois, fiz As Com&eacute;dias da Vida Privada, que teve tr&ecirc;s temporadas e era baseado em textos meus&#8221;.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Programas perfeitos<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><strong><!--?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" ?--><\/strong>O gosto de viajar, cultivado na inf&acirc;ncia, o acompanha at&eacute; hoje. &#8220;A primeira escola que freq&uuml;entei foi no exterior. Tamb&eacute;m levei a minha fam&iacute;lia para passar temporadas em Nova Iorque, Roma, Paris&#8221;, conta. Pelo menos duas vezes por ano, Luis Fernando e L&uacute;cia fazem uma viagem longa. Quando podem, os filhos v&atilde;o junto, mas este prazer j&aacute; &eacute; cada vez mais raro: Fernanda, jornalista, faz doutorado em Sorbonne, na Fran&ccedil;a; Mariana, formada em Arquitetura, atua como roteirista de TV e Cinema em S&atilde;o Paulo; e Pedro, publicit&aacute;rio, decidiu investir na carreira musical &#8211; ele &eacute; vocalista da banda Tom Bloch &#8211; e mudou-se para o Rio de Janeiro. &#8220;Viajamos mesmo que n&atilde;o esteja de f&eacute;rias, pois posso mandar meus textos por e-mail. Trabalhei muito tempo na reda&ccedil;&atilde;o at&eacute; conquistar esse privil&eacute;gio&#8221;, detalha, como se precisasse se justificar.<\/p>\n<p align=\"left\">Verissimo revela que est&aacute; escrevendo um novo romance, mas sempre que sobra um tempo gosta de ir ao cinema: &#8220;Vamos bastante, &eacute; um dos meus grandes prazeres. O programa perfeito para mim &eacute; pegar uma sess&atilde;o das 18h e depois ir jantar. Cinema e comida&#8221;. Ele confessa que sempre foi muito guloso, mas ultimamente tem se controlado por causa do peso, do cora&ccedil;&atilde;o e do diabetes. &#8220;O gosto continua o mesmo, mas a sa&uacute;de, n&atilde;o&#8221;, explica. E o prazer est&aacute; em comer, n&atilde;o em preparar: &#8220;S&oacute; entro na cozinha para saber por que a comida est&aacute; demorando&#8221;.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>F&ocirc;lego de saxofonista<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Entre tantas atividades, a que d&aacute; mais prazer a Verissimo &eacute; a m&uacute;sica. Ele, que s&oacute; descobriu a voca&ccedil;&atilde;o de escritor depois dos 30, hoje, prestes a completar 71 anos, acha que n&atilde;o tem mais idade para se aprofundar no assunto: &#8220;Mas, se pudesse voltar atr&aacute;s, teria me aprofundado mais no estudo da m&uacute;sica e do sax&#8221;. O gosto por melodias sempre o acompanhou, mas foi quando descobriu o jazz, nos Estados Unidos, que decidiu aprender a tocar um instrumento. De volta a Porto Alegre, passou pelo conjunto de bailes Renato e seu Sexteto: &#8220;S&oacute; que o grupo tinha 11 figuras, quer dizer, era o maior sexteto do mundo&#8221;, conclui.<\/p>\n<p align=\"left\">Depois de muito tempo parado, h&aacute; 12 anos retomou a atividade de m&uacute;sico amador, ao aceitar o convite do contrabaixista Jorge Gerhart para integrar o Jazz 6 (esse, sim, um sexteto). &#8220;Ficamos um tempo sem tocar, mas tamb&eacute;m tem meses em que tocamos bastante, vamos ao interior e para fora do estado. J&aacute; fomos a S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, at&eacute; Fortaleza, para participar de um festival. N&atilde;o estivemos em Nova Iorque ainda, mas chegaremos l&aacute;&#8221;, diz, confiante.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Rotinas t&iacute;midas<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Embora seu &uacute;nico esporte seja, como ele mesmo diz, soprar o saxofone ? &#8220;pelo menos meu pulm&atilde;o deve andar bem&#8221; ?, Luis Fernando gosta de acompanhar o futebol. &#8220;Gosto muito de futebol, jogava quando era garoto, mas n&atilde;o jogava bem, n&atilde;o&#8221;, admite. J&aacute; foi muito a est&aacute;dio, mas, hoje, comodista, prefere assistir aos jogos do Inter pela televis&atilde;o. Para as Copas do Mundo, abre uma exce&ccedil;&atilde;o, vai a todas desde 1986, quando cobriu o torneio no M&eacute;xico para a Playboy. Al&eacute;m do esporte, p&aacute;ra na frente da TV para assistir ao Jornal Nacional, nos intervalos do trabalho. &#8220;Normalmente, come&ccedil;o a trabalhar &agrave;s 10h e fico o dia inteiro. Tem dias mais e dias menos complicados, mas eu n&atilde;o sou muito organizado para trabalhar, tirando as rotinas que s&atilde;o estabelecidas pelos prazos, n&atilde;o tenho uma disciplina e o processo depende de muitos fatores&#8221;, revela.<\/p>\n<p align=\"left\">Desde 2003, tem escrito apenas tr&ecirc;s vezes por semana para o jornal, para ter mais tempo e porque diz que est&aacute; cada vez mais dif&iacute;cil ter assunto todos os dias. Sua rotina de trabalho inclui ainda uma s&eacute;rie de palestras para as quais &eacute; convidado: &#8220;Vou principalmente quando &eacute; ligado a escolas, para garotada, porque, apesar de n&atilde;o ter muito jeito para falar em p&uacute;blico e nem gosto, acho que &eacute; o m&iacute;nimo que posso fazer para ajudar a criar o gosto pela leitura. Muitos adolescentes v&ecirc;m me dizer que come&ccedil;aram a gostar de leitura depois de ler um livro meu. &Eacute; gratificante&#8221;.<\/p>\n<p align=\"left\">Desta vez, n&atilde;o deixou nem de comentar sobre sua fama de t&iacute;mido. Foi quase loquaz, e ele mesmo se surpreendeu: &#8220;Pois &eacute;, tenho uma certa dificuldade de express&atilde;o falando, mas acho que escrevendo compenso um pouco. Ali&aacute;s, acho que nunca falei tanto como nesta entrevista!&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luis Fernando Verissimo j&aacute; fez de tudo nessa vida, tanta coisa que n&atilde;o consegue nem lembrar. O fato &eacute; que as profiss&otilde;es pelas quais ele &eacute; hoje conhecido do grande p&uacute;blico s&oacute; lhe foram apresentadas depois dos 30. &#8220;Sou um escritor at&iacute;pico, comecei a escrever tarde. 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