{"id":15986,"date":"2007-12-14T00:00:00","date_gmt":"2007-12-14T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/explorador-de-palavras\/"},"modified":"2007-12-14T00:00:00","modified_gmt":"2007-12-14T02:00:00","slug":"explorador-de-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/explorador-de-palavras\/","title":{"rendered":"Airton Ortiz: Explorador de palavras"},"content":{"rendered":"<p><P><SPAN>Movido por uma intensa <SPAN>curiosidade intelectual, Airton Ortiz descobriu, aos 40 anos de idade, que nunca \u00e9 tarde para recome\u00e7ar e <SPAN>&nbsp;<\/SPAN>aproveitar a vida fazendo aquilo que gosta. Hoje, aos 53 anos, n\u00e3o se arrepende de ter trocado uma vida de empres\u00e1rio para fazer as duas coisas que mais lhe agradam: viajar e escrever.<SPAN>&nbsp; <\/SPAN>Ele optou por correr riscos ao redor do mundo e, em troca, ganhou experi\u00eancia de vida, contemplou as mais belas paisagens, conheceu diferentes culturas e escalou as mais altas montanhas. Explorando palavras, transformou suas aventuras em hist\u00f3rias que incentivam leitores a viver a vida intensamente.&nbsp;<SPAN>&nbsp;&nbsp;<\/SPAN><\/SPAN><\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><SPAN><SPAN><\/SPAN><\/SPAN><\/SPAN><SPAN>Vindo de uma fam\u00edlia humilde, foi com muita garra e determina\u00e7\u00e3o que conseguiu realizar seus sonhos. Ortiz \u00e9 casado h\u00e1 21 anos com a professora Ana Paula e, com ela, tem tr\u00eas filhas: Gabriela, 15, Carolina, 7, e Giovana, 5. O primog\u00eanito Pablo, 25, \u00e9 fruto do seu primeiro casamento. O escritor nasceu no dia 27 de novembro de 1954, na Vila Ferrovi\u00e1ria de Bexiga, interior do munic\u00edpio de Rio Pardo. Com seis anos de idade, mudou-se com os pais para o interior do munic\u00edpio de Candel\u00e1ria e, ainda crian\u00e7a, com 10 anos, come\u00e7ou a trilhar o caminho da independ\u00eancia. Saiu da casa dos pais para morar com a madrinha e estudar em Cachoeira do Sul. &#8220;Foi um fato marcante na minha vida, pois com 10 anos eu cal\u00e7aria um sapato pela primeira vez&#8221;, relembra emocionado.<\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>Muito influenciado pelo r\u00e1dio, aos 14 anos decidiu que seria jornalista. &#8220;No interior, onde eu morava, o r\u00e1dio era um ve\u00edculo muito forte. Minha fam\u00edlia n\u00e3o tinha jornal e nem televis\u00e3o para se informar e eu me criei ouvindo a Gua\u00edba, a emissora das grandes reportagens.&#8221; Aos 16 anos, come\u00e7ou a trabalhar na R\u00e1dio Cachoeira, no Plant\u00e3o Esportivo, e permaneceu na equipe durante cinco anos, quando veio para Porto Alegre com o objetivo de concretizar um dos grandes sonhos de sua vida: cursar Jornalismo. Ele, que sempre estudou em escolas p\u00fablicas, passou no vestibular sem ter prepara\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso prova que o problema n\u00e3o \u00e9 a escola ser p\u00fablica ou n\u00e3o. O problema \u00e9 a escola ser boa ou ruim&#8221;, diz. Mas a vontade de seguir uma carreira e de tornar-se &#8220;um algu\u00e9m&#8221; na vida n\u00e3o bastava, era preciso dinheiro para pagar os estudos. Para bancar a faculdade, prestou concurso p\u00fablico e foi assim, com o pr\u00f3prio suor, que honrou as mensalidades durante os cinco anos de curso.<\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><B><SPAN>Esp\u00edrito empreendedor<\/SPAN><\/B><\/P><br \/><P><B><SPAN><\/SPAN><\/B><SPAN>Ao concluir o curso de Jornalismo, em 1981, convidou alguns colegas para criar um jornal diferenciado. Desta id\u00e9ia surgiu o Jornal Tch\u00ea apresentando ao p\u00fablico um conte\u00fado regionalista, mas com uma abordagem inovadora. &#8220;Foi um divisor de \u00e1guas na imprensa do Rio Grande do Sul. \u00c9ramos o elo entre o regionalismo e a juventude urbana, fal\u00e1vamos sobre a cultura ga\u00facha sem preconceitos, mas tamb\u00e9m sem ufanismo, porque n\u00f3s ga\u00fachos gostamos tanto do nosso estado que dificilmente conseguimos ter uma vis\u00e3o cr\u00edtica do que acontece aqui. Somos ufanistas demais e tudo o que falamos sobre o Rio Grande do Sul \u00e9 exageradamente exagerado. O Tch\u00ea tinha uma vis\u00e3o e uma postura cr\u00edtica e ao mesmo tempo n\u00e3o era preconceituoso.&#8221; <\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>Com uma linguagem descontra\u00edda e moderna, o jornal, que tinha uma tiragem de 40 mil exemplares, era composto por muitas charges, cartoons e possu\u00eda um texto ir\u00f4nico. &#8220;N\u00e3o era um jornal para agradar a velha guarda, era um jornal para agradar a juventude envolvida com a nossa cultura. O jornal Tch\u00ea, o rodeio de Vacaria, o Festival de Cinema de Gramado e a Feira do Livro de Porto Alegre contribu\u00edram para que o termo &#8220;ga\u00facho&#8221; deixasse de ser pejorativo e passasse a ser motivo de orgulho&#8221;, afirma. Junto com a publica\u00e7\u00e3o, Ortiz mantinha a Livraria Tch\u00ea, na Salgado Filho, que era um ponto de encontro de intelectuais identificados com o jornalismo. Nomes como Santiago, Fraga, Jaca, Bier e Iotti integravam a equipe do jornal, desativado h\u00e1 30 anos, segundo Airton, quando a linguagem deixou de ser revolucion\u00e1ria. Por\u00e9m, mesmo ap\u00f3s o fechamento do jornal, o esp\u00edrito empreendedor do jornalista se manteve e, em 1982, criou a Editora Tch\u00ea, especializada em cultura ga\u00facha. &#8220;A partir da editora, autor ga\u00facho deixou de ser sin\u00f4nimo de grosso e passou a ser reconhecido nacionalmente.&#8221; Nos seus 15 anos de exist\u00eancia, a editora publicou cerca de mil t\u00edtulos e comercializou tr\u00eas milh\u00f5es de exemplares. <\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><B><SPAN>Id\u00e9ias na cabe\u00e7a, mochila nas costas<\/SPAN><\/B><\/P><br \/><P><B><SPAN><\/SPAN><\/B><SPAN>Em 1994, ele participou de uma confer\u00eancia sobre o livro do futuro, na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e ao expressar sua opini\u00e3o sobre o assunto despertou interesse do reitor da Universidade de Guadalajara, que o convidou para integrar o quadro de congressistas de um evento do g\u00eanero que aconteceria no M\u00e9xico. Sempre dedicado, para participar do encontro, estudava espanhol cinco horas por dia. &#8220;O congresso tinha mil editores de 55 pa\u00edses e eu fui o \u00fanico cara que chegou l\u00e1 e falou espanhol, ent\u00e3o, ganhei na hora a plat\u00e9ia. Sempre encarei as coisas com profissionalismo e, desta forma, aprendi a falar oito idiomas&#8221;, conta.<SPAN>&nbsp; <\/SPAN><\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><SPAN><\/SPAN><\/SPAN><SPAN>A viagem de volta de Guadalajara mudaria sua vida. No caminho, no dia e na hora que completava 40 anos, estava numa estrada no meio do deserto, e percebeu que havia chegado ao cume de sua pr\u00f3pria montanha, ou seja, atingido o m\u00e1ximo que poderia atingir na \u00e1rea editorial. A partir deste momento, decidiu que estava na hora de mudar e correr atr\u00e1s de outro desafio, algo que o estimulasse mais do que publicar livros. &#8220;Descobri que s\u00f3 tinha duas coisas que eu gostaria de fazer: escrever livros e viajar. Ent\u00e3o voltei a Porto Alegre, fechei a editora, indenizei os funcion\u00e1rios e parti para uma nova etapa.&#8221; <\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>Ortiz acredita que por ter passado a inf\u00e2ncia em uma fazenda, o contato com a natureza ajudou a estimular um certo gosto por aventuras. O trabalho que desenvolve hoje \u00e9 resultado da uni\u00e3o das suas duas atividades favoritas. Ele, literalmente, conseguiu unir o \u00fatil ao agrad\u00e1vel. &#8220;Bolei uma cole\u00e7\u00e3o de livros de viagens radicais, coloquei uma mochila nas costas e fui para a \u00c1frica escalar o Monte Kilimanjaro.&#8221; Se a viagem rendesse boas hist\u00f3rias, ele escreveria um livro &#8211; e foi exatamente isso que aconteceu. O aventureiro desceu em Joanesburgo, no Sul da \u00c1frica, e, logo nos primeiros dias, teve seus contratempos. O fato de ter sido assaltado e espancado por um grupo de jovens, de ter sido preso e se envolvido com traficantes, n\u00e3o fez com que ele desistisse e desanimasse durante a expedi\u00e7\u00e3o. A vontade de chegar ao cume da mais alta montanha do continente africano era maior, e o jornalista assegura que se tornou o primeiro ga\u00facho a atingir o topo do Monte Kilimanjaro.<\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>Ao retornar ao Brasil, tr\u00eas meses mais tarde, o ex-executivo conclui que possu\u00eda um &#8220;case&#8221; e tinha que passar a id\u00e9ia para o papel. Ele apresentou o projeto para quatro editoras e acabou fechando contrato com a Editora Record, do Rio de Janeiro, que fez a melhor oferta: um contrato de 10 anos para publicar uma cole\u00e7\u00e3o de livros intitulada &#8220;Viagens Radicais&#8221;. Desde ent\u00e3o, com o patroc\u00ednio da Cia Zaffari, Airton faz uma viagem por ano e a transcreve para um livro. Sua primeira publica\u00e7\u00e3o, &#8220;Aventura no topo da \u00c1frica&#8221;, foi lan\u00e7ada em 1999. <\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>O escritor define sua atividade como algo diferente de tudo o que j\u00e1 se fez em termos de jornalismo. &#8220;O tipo de livro que eu escrevo \u00e9 completamente inovador. Hoje meus livros s\u00e3o adotados nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em diversas universidades brasileiras como jornalismo liter\u00e1rio. Realizo um jornalismo investigativo, na hora de buscar a informa\u00e7\u00e3o, e liter\u00e1rio, na hora de formatar, com o detalhe que o torna diferente: o rep\u00f3rter \u00e9 ao mesmo tempo o personagem principal da hist\u00f3ria. Ao inv\u00e9s de eu entrevistar um cara que escalou a montanha para ele me contar a sensa\u00e7\u00e3o que teve e eu, depois, passar isso para o meu leitor, eu prefiro ir l\u00e1 e escalar a mesma montanha para passar esta sensa\u00e7\u00e3o para o meu p\u00fablico. Recebo e-mails de leitores dizendo: &#8220;cheguei ao cume do Kilimanjaro contigo. Faz uma semana e ainda sinto dores nas pernas&#8221;. Ou seja, realmente eu consegui passar para o leitor o que \u00e9 escalar a montanha&#8221;.<\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>Em 2000 e 2001 lan\u00e7ou, respectivamente, seus livros &#8220;Na Estrada do Everest&#8221;, sobre suas escaladas na cordilheira do Himalaia, no Nepal, e &#8220;Pelos caminhos do Tibete&#8221;, onde percorreu, de jipe, todo o plat\u00f4 tibetano, viajando de Lhasa a Katmandu atrav\u00e9s do Himalaia. J\u00e1 em 2002 escreveu &#8220;Cruzando a \u00daltima Fronteira&#8221;, uma travessia do Alasca, do sul at\u00e9 o Oceano \u00c1rtico e, em 2003, <\/SPAN><SPAN>&#8220;Expresso para a \u00cdndia&#8221; relata uma experi\u00eancia na terra dos deuses hindus. A &#8220;Travessia da Amaz\u00f4nia&#8221;, de 2004, fala de uma viagem do Pac\u00edfico ao Atl\u00e2ntico pelos rios amaz\u00f4nicos. No ano seguinte, o &#8220;Egito dos fara\u00f3s&#8221; narra a jornada do autor atrav\u00e9s do deserto do Saara, em lombo de camelo, e a descida do rio Nilo, numa jangada. <\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>J\u00e1 pra escrever &#8220;Na trilha da Humanidade&#8221;, de 2006,&nbsp;Ortiz refez o caminho percorrido pelos humanos pr\u00e9-hist\u00f3ricos que povoaram o Brasil partindo da \u00c1frica, cruzando a \u00c1sia, entrando nas Am\u00e9ricas pelo Alasca e descendo at\u00e9 o Rio Grande do Sul, uma volta ao mundo completa, onde percorreu 45 mil quil\u00f4metros, visitando 12 pa\u00edses. A publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m originou<\/SPAN><SPAN>&nbsp;uma s\u00e9rie com 12 reportagens, 24 p\u00e1ginas, publicada no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. O ano de 2007 foi marcado pelo lan\u00e7amento de &#8216;Em busca do Mundo Maia.&nbsp;<\/SPAN><SPAN>Para 2008, os planos est\u00e3o voltados para uma publica\u00e7\u00e3o sobre o Vietn\u00e3 p\u00f3s-guerra. <\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><B><SPAN>Ga\u00facho do interior<\/SPAN><\/B><\/P><br \/><P><B><SPAN><\/SPAN><\/B><SPAN>Airton diz que a inf\u00e2ncia que teve foi privilegiada, pois cresceu numa fazenda rodeado de muito verde. A m\u00e3e cuidava de um pequeno armaz\u00e9m e o pai, da cria\u00e7\u00e3o de animais, como gado, porcos e galinhas. &#8220;Eu andava de tamanco no inverno rigoroso e tinha que pegar o cavalo para ir \u00e0 escola. Tamb\u00e9m gostava muito de acompanhar o pessoal que lavrava as terras de manh\u00e3 cedo, porque \u00e0 medida que o arado mexia a terra, deixava \u00e0 mostra minhocas que atra\u00edam v\u00e1rios p\u00e1ssaros e eu ia junto para montar &#8220;arapucas&#8221; e capturar os p\u00e1ssaros. Mas o mais interessante \u00e9 que eu os soltava, depois. O tipo de inf\u00e2ncia que eu tive n\u00e3o tem pre\u00e7o. Se fosse para eu me definir em duas palavras, diria que sou um ga\u00facho do interior e \u00e9 exatamente isso que eu acho que sou, um ga\u00facho do interior&#8221;, revela.<\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN><SPAN>A decis\u00e3o tomada h\u00e1 13 anos de tornar-se um aventureiro <\/SPAN><\/SPAN><SPAN>gerou <SPAN>um saldo de nove livros publicados, 80 pa\u00edses visitados e um acervo composto por mais de 1<\/SPAN>00 mil fotos, a maioria de natureza selvagem. Em 2007, ministrou 48 palestras motivacionais e sobre administra\u00e7\u00e3o de risco. Tamb\u00e9m colabora com jornais como Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, revistas de viagens da Editora Abril, com um estilo que lhe \u00e9 caracter\u00edstico: escrevendo sempre na primeira pessoa. Edita ainda o site <A href=\"http:\/\/360graus.terra.com.br\/default_f.asp\">360 Graus<\/A>, que tem dois milh\u00f5es de acesso por m\u00eas. J\u00e1 fez document\u00e1rios para TV e, desde mar\u00e7o, participa do programa Galp\u00e3o do Nativismo, na R\u00e1dio Ga\u00facha, apresentado pelo Dorot\u00e9o Fagundes, onde faz coment\u00e1rios sobre assuntos regionalistas.<\/SPAN><\/P><br \/><P><SPAN><\/SPAN><SPAN>Airton cita a diversidade como a coisa mais importante que encontrou nos cerca de 80 pa\u00edses que j\u00e1 percorreu. Nepal (pela geografia), Tanz\u00e2nia (pela beleza selvagem) e \u00cdndia (pela cultura) s\u00e3o os lugares mais belos que o escritor diz ter conhecido e que, tamb\u00e9m, indica para viagens. &#8220;Tenho uma base cultural regional s\u00f3lida e sei bem quem sou. Conhe\u00e7o meus princ\u00edpios, cren\u00e7as, fantasias, ideologias e filosofias. Sou um ga\u00facho bem ga\u00facho e isso me permite entrar em contato com culturas bem diferentes e n\u00e3o ser sufocado por elas ou enxerg\u00e1-las de uma forma preconceituosa. A minha inf\u00e2ncia no interior do Rio Grande do Sul foi a primeira universidade que freq\u00fcentei. L\u00e1 aprendi os principais conceitos que me norteiam at\u00e9 hoje.&#8221; Ortiz gosta de citar exemplos a partir de li\u00e7\u00f5es de vida que suas aventuras lhe proporcionaram. &#8220;J\u00e1 me perguntaram se \u00e9 dif\u00edcil escalar uma montanha, mas o dif\u00edcil mesmo \u00e9 chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que escalar aquela montanha \u00e9 importante pra ti. Tem que ter CHA: Conhecimento, Habilidade e Atitude, ou seja, tem que se conhecer em primeiro lugar, tem que possuir habilidades e, o mais importante, \u00e9 necess\u00e1rio atitude para colocar tudo isso em pr\u00e1tica. Sem atitude somos simples mortais e n\u00e3o iremos a lugar nenhum.&#8221;<\/SPAN><\/P><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/wp-content\/uploads\/lega\/y\/\/perfil282.jpg\" alt=\"Imagem\" class=\"aligncenter size-full\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Movido por uma intensa curiosidade intelectual, Airton Ortiz descobriu, aos 40 anos de idade, que nunca \u00e9 tarde para recome\u00e7ar e &nbsp;aproveitar a vida fazendo aquilo que gosta. 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