{"id":16026,"date":"2008-05-16T00:00:00","date_gmt":"2008-05-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/entre-o-humor-e-a-critica\/"},"modified":"2008-05-16T00:00:00","modified_gmt":"2008-05-16T03:00:00","slug":"entre-o-humor-e-a-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/entre-o-humor-e-a-critica\/","title":{"rendered":"Fraga: Entre o humor e a cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Um sobrevivente. Assim, o humorista e frasista Fraga se define. Aproximar-se da cultura, ainda na inf&acirc;ncia, foi a maneira que encontrou de ofuscar a realidade na qual estava inserido. E por isso sua estrada &eacute; permeada de hist&oacute;rias de todos os tipos. Bonitas ou tristes, mas, acima de tudo, de supera&ccedil;&atilde;o. Aos 62 anos, ele analisa e reconhece que precisou arrombar muitas portas para atingir objetivos. Atualmente, &eacute; colaborador de v&aacute;rios ve&iacute;culos, como Correio de Gravata&iacute;, Di&aacute;rio de Cachoeirinha e Di&aacute;rio de Viam&atilde;o, do Grupo CG de Comunica&ccedil;&atilde;o; Jornal J&aacute;, de Porto Alegre; Revista Capil&eacute;, de S&atilde;o Leopoldo; jornal Extra Classe, do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS); e <span class=\"bold\">Coletiva.net<\/span>, entre outros. Tamb&eacute;m &eacute; um dos editores do blog <span class=\"bold\"><a href=\"http:\/\/grafar.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tinta China<\/a><\/span>, da Grafar (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul).<\/p>\n<p>Em sua trajet&oacute;ria profissional, Jos&eacute; Guaraci Fraga percorreu muitos caminhos e moradas, em Salvador, no Rio de Janeiro, <!--?xml:namespace prefix = st1 ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags\" ?-->em S&atilde;o Paulo e em Florian&oacute;polis. De volta a Porto Alegre desde 2005, sua meta ainda &eacute; viver do humor. &#8220;Eu gostaria que o humor garantisse a minha sobreviv&ecirc;ncia, e olha que eu n&atilde;o preciso de muita coisa&#8230;&#8221;, lamenta. A inquietude constante &eacute; o que o leva a intrigar-se e externar, atrav&eacute;s de suas frases, questionamentos a respeito da sociedade. Cr&iacute;tico corrosivo e mesmo impaciente, repudia a sociedade de consumo. &#8220;Isso me incomoda, pois vejo que as pessoas est&atilde;o ocupadas mais consigo mesmas do que com o conv&iacute;vio do todo.&#8221;<\/p>\n<p>Qualidade &eacute; o que n&atilde;o falta em seu trabalho, tanto que, entre 1974 e 1984, recebeu dez Pr&ecirc;mios ARI (o mais prestigiado do jornalismo no Rio Grande do Sul), todos na categoria cr&ocirc;nica. &Eacute; autor da obra &#8220;Punidos venceremos&#8221;, lan&ccedil;ada em tr&ecirc;s edi&ccedil;&otilde;es na d&eacute;cada de 1980. No momento, est&aacute; produzindo tr&ecirc;s livros, entre eles, um dicion&aacute;rio de humor. Fraga vive o presente e, por isso, nunca fez quest&atilde;o nenhuma de acumular bens. &#8220;Meu patrim&ocirc;nio &eacute; todo cultural. Tudo que eu fiz foi garantir o meu prazer. O passado n&atilde;o me interessa no sentido de que ele n&atilde;o me move. Ele est&aacute; muito bem guardado dentro de mim&#8230; o futuro tamb&eacute;m n&atilde;o me interessa. Me interessa este momento exato&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Se n&atilde;o desempenhasse todas estas atividades ligadas &agrave; &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o e ao humor, Fraga pensa que seria um bom arquiteto. &#8220;Uma vez comecei a desenhar m&oacute;veis, em casa, porque eu queria fazer uma estante. E descobri naquele dia que eu desenho muito bem m&oacute;veis e que eu sou muito bom de perspectiva&#8221;, acredita.<\/p>\n<p><strong>Inf&acirc;ncia humilde<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu em Porto Alegre, em 16 de maio de 1946, filho de m&atilde;e solteira.&nbsp;Com apenas alguns meses, passou a ser criado pela av&oacute; materna, j&aacute; que sua m&atilde;e era muito jovem, tinha apenas 16 anos. &#8220;A minha v&oacute; me deu a certeza de que eu era bem-vindo a este mundo. Ela era rude, mas tinha uma ternura&#8230; eu tenho certeza que foi a pessoa que mais me amou neste mundo e que eu tamb&eacute;m era a pessoa que mais gostou dela&#8221;, diz Fraga. Aos seis anos, quando foi para o col&eacute;gio, j&aacute; sabia ler e escrever por conta das brincadeiras de &#8220;escolinha&#8221; propostas pela tia mais mo&ccedil;a.<\/p>\n<p>Uma forma que Fraga encontrou para superar as dificuldades vividas na inf&acirc;ncia &#8211; viol&ecirc;ncia, ignor&acirc;ncia e sujeira &#8211; foi, ao longo do tempo, buscar sempre o oposto: sensibilidade, conhecimento e limpeza. E ele garante que esta busca se completou. &#8220;Era uma puls&atilde;o interna, uma necessidade muito grande que eu tinha de descobrir coisas e me afastar do que n&atilde;o me trazia nenhum prazer&#8221;, explica. N&atilde;o por acaso, se considera um verdadeiro sobrevivente e avalia que a viv&ecirc;ncia na Vila Mato Sampaio (hoje Vila Nossa Senhora de F&aacute;tima) fez com que tivesse uma leitura muito precoce sobre o mundo.<\/p>\n<p>Aos 12 anos, Jos&eacute; Guaraci, que estudava na Escola Nossa Senhora de F&aacute;tima, conheceu a fam&iacute;lia Menda, de judeus, que fazia benemer&ecirc;ncia na vila. Ele, apesar de n&atilde;o ser um aluno de comportamento exemplar, era o que tinha as melhores notas, e por isso foi um dos escolhidos para receber uma bolsa de estudos no internato do Col&eacute;gio Cruzeiro do Sul, em 1960, onde ficou durante tr&ecirc;s anos, at&eacute; ser reprovado em matem&aacute;tica. Antes disso, viveu durante um ano na casa da fam&iacute;lia Menda.<\/p>\n<p>Com eles, Fraga teve acesso &agrave; cultura, atrav&eacute;s de uma infinidade de livros, assim como aprendeu a sentar corretamente &agrave; mesa para as refei&ccedil;&otilde;es, a usar copos e talheres. &#8220;Eles eram bondosos comigo, sem nunca me tratar com inferioridade. A afetividade que eu recebia era igual a que eles davam aos seus filhos&#8221;, relembra. Na fam&iacute;lia Menda nada era imposto, e isso influenciou Fraga na hora de educar seus filhos. &#8220;Eu sabia que podia oferecer a eles uma atmosfera assim&#8230;&#8221;, conta. Descasado algumas vezes, Fraga tem tr&ecirc;s filhos do primeiro casamento: Marcelo, 36 anos, engenheiro mec&acirc;nico; Let&iacute;cia, 34, ling&uuml;ista; e Luciano, 31, astr&ocirc;nomo. Da filha, tem tr&ecirc;s netos, de 14, 11 e 7 anos.<\/p>\n<p><strong>De balconista a humorista<\/strong><\/p>\n<p>Come&ccedil;ou a trabalhar com apenas 16 anos, fazendo alguns &#8220;bicos&#8221;, o que inclu&iacute;a desde colocar antena de TV em pr&eacute;dios at&eacute; a ser cartazista de supermercado e vitrinista de loja. E ainda tentou ser jardineiro por algum tempo. Mas o que ele queria mesmo era ser office-boy do Correio do Povo, jornal em evid&ecirc;ncia na &eacute;poca, ou de alguma ag&ecirc;ncia de propaganda. At&eacute; que, diante da necessidade, temporariamente abriu m&atilde;o do seu objetivo quando um vizinho, que trabalhava nas Farm&aacute;cias Panitz (atual Panvel), o aconselhou a tentar uma vaga por l&aacute;. &#8220;Eu achava pouco aquilo pra mim, mas precisava ganhar dinheiro e ajudar minha fam&iacute;lia, de dez irm&atilde;os. Ent&atilde;o, aceitei a oportunidade como algo provis&oacute;rio na minha vida&#8230; s&oacute; que este provis&oacute;rio durou muito tempo&#8221;, relembra Fraga, que atuou durante oito anos atr&aacute;s do balc&atilde;o de v&aacute;rias redes de farm&aacute;cia.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ele avalia a fase como muito positiva por dois motivos. Um deles porque foi neste per&iacute;odo que conheceu a mulher que seria a m&atilde;e dos seus filhos, Maria da Gl&oacute;ria Fraga. Outro fator positivo foi o conhecimento que trabalhar atr&aacute;s do balc&atilde;o lhe trouxe. &#8220;Uma das coisas mais divertidas era prestar aten&ccedil;&atilde;o no comportamento humano, afinal, &eacute; um laborat&oacute;rio sobre a vida. E acho que isso me ajudou muito numa coisa que ainda estava se preparando dentro de mim e eu n&atilde;o sabia&#8230;&#8221;, destaca Fraga, pois foi justamente nesta &eacute;poca que ele come&ccedil;ou a escrever. Com o sal&aacute;rio que recebia na farm&aacute;cia, j&aacute; podia fazer mais coisas que desejasse. Ent&atilde;o, frequentava cinemas e livrarias para tentar se abastecer, ao m&aacute;ximo, de coisas &#8220;mais exigentes&#8221;, de um n&iacute;vel mais elevado, pra descobrir coisas novas.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sempre gostei muito de frases, sempre colecionei muito pensamento inteligente e lia tudo que podia. Tanto que quando eu era pequeno, a minha necessidade b&aacute;sica era conseguir algo pra ler, pois era o que me acalmava naquele ambiente&#8221;, relembra Fraga, referindo-se &agrave; sua inf&acirc;ncia, vivida sem conforto algum e com muitas dificuldades. Ele gosta de lembrar que sa&iacute;a pra rua pra juntar ferro velho, vidro e ossos pra vender e juntar algum trocado pra poder comprar livros e revistas. &#8220;Eu tamb&eacute;m comprava querosene para abastecer meu lampi&atilde;o&#8230; ficava lendo da meia-noite at&eacute; &agrave;s cinco da manh&atilde;&#8221;, conta, definindo esta atitude como um escapismo, para que n&atilde;o estivesse sempre em choque com o mundo que o cercava.<\/p>\n<p><strong>A virada<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A minha vida ficou boa depois que eu entrei para o jornalismo e a publicidade. Ent&atilde;o, eu pude dar para os meus filhos tudo que eu n&atilde;o tive&#8221;, avalia Fraga. Isso aconteceu quando resolveu fazer cursinho pr&eacute;-vestibular e foi aluno de um dos diretores da ag&ecirc;ncia de propaganda Exitus. &#8220;Eu comecei a colecionar an&uacute;ncios dele e opinar&#8221;, lembra. Assim, come&ccedil;ou a trabalhar na empresa como contato, e depois de tr&ecirc;s meses tornou-se produtor gr&aacute;fico. Seu talento rodou por outras ag&ecirc;ncias at&eacute; que, em 1977, surgiu a proposta para atuar na MPM, a maior e mais desejada do Rio Grande do Sul nos anos 70 e 80. Depois disso, trabalhou durante um ano, em 1980, na Bahia.<\/p>\n<p>Quando retornou&nbsp;a Porto Alegre, depois de passar por outra ag&ecirc;ncia, em 1982 ingressou no Grupo RBS com duas fun&ccedil;&otilde;es: ganhou uma p&aacute;gina de humor toda quarta-feira, chamada &#8220;Ti Fraga&#8221;, e se tornou assessor da diretoria para discursos e eventos. Em 1985, a convite de Ruy Carlos Ostermann, na &eacute;poca deputado, foi para Assembleia Legislativa atuar como assessor de gabinete. A experi&ecirc;ncia foi r&aacute;pida, j&aacute; que neste mesmo ano surgiu a oportunidade de retornar &agrave; MPM, s&oacute; que desta vez no Rio de Janeiro. L&aacute; ele ficou durante 12 anos, passando por diversas outras ag&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Em 1997, foi para S&atilde;o Paulo, onde ficou at&eacute; 2004. No ano seguinte, morou brevemente em Florian&oacute;polis, quando resolveu retornar &agrave; capital ga&uacute;cha. Embora a atua&ccedil;&atilde;o na publicidade tenha sido, na maior parte do tempo, uma forma de sobreviv&ecirc;ncia para Fraga, ele garante que sempre desempenhou seu trabalho com muito gosto. &#8220;Sempre muito satisfeito, muito feliz de ter algo pra dar para aquela profiss&atilde;o&#8221;, afirma ele, que nunca gostou de ostentar a vaidade e badala&ccedil;&atilde;o, comum aos profissionais da &aacute;rea.<\/p>\n<p><strong>O ingresso no Jornalismo<\/strong><\/p>\n<p>Antes de ter ingressado na &aacute;rea da Propaganda, Fraga tentou muito&nbsp;viver de humor. Foi quando, em 1971, surgiu, em Porto Alegre, o jornal Pato Macho, iniciativa de Luis Fernando Ver&iacute;ssimo e outros profissionais que o futuro chargista tinha vontade de aproximar-se e conhecer. Tratou logo de produzir uma colabora&ccedil;&atilde;o para entregar, mas chegou tarde: o jornal alternativo fechou um dia antes de Fraga entregar sua contribui&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o contente, ele enviou o material ao O Pasquim e, algum tempo depois, teve seu trabalho publicado na se&ccedil;&atilde;o &#8216;Picles&#8217;, nome criado pelo cartunista Henfil, na &eacute;poca editor, e que posteriormente revelou in&uacute;meros frasistas. Para completar, ainda recebeu em casa, pelos Correios, um cheque em reconhecimento a cada frase publicada.<\/p>\n<p>Depois disso, Fraga passou a frequentar a reda&ccedil;&atilde;o da Folha da Manh&atilde;, jornal que considera altamente inovador, para conhecer pessoas e mostrar seus textos. Fez amizade com Edgar Vasques, que, certa vez, desenhou alguns&nbsp;roteiros&nbsp;que Fraga criou para seu personagem Rango&nbsp;e, desta forma, durante um ano, ele batalhou um espa&ccedil;o no impresso. At&eacute; que um dia, no in&iacute;cio de 1974, Ruy Carlos Ostermann, ent&atilde;o diretor de Reda&ccedil;&atilde;o, resolveu ceder. No mesmo dia em que nasceu a filha Let&iacute;cia, em 28 de janeiro, Fraga ganhou um belo espa&ccedil;o que ocupava duas colunas na Folha da Manh&atilde;, dando-lhe o nome de &#8216;Bugigangas do Fraga&#8217;. &#8220;Foi a minha grande escola de Jornalismo&#8221;, diz. Conviveu com nomes&nbsp;como Osmar Trindade, Elmar Bones e Vieira, entre dezenas.&nbsp;Ficou l&aacute; durante um ano e meio e acabou sendo demitido por conta de uma de suas frases, contundente como muitas que produziu: &#8220;N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil ser honesto, basta ser tolo&#8221;.<\/p>\n<p>Fraga foi idealizador do &#8216;Quadr&atilde;o&#8217;, suplemento de humor que circulou encartado, aos s&aacute;bados, na Folha da Manh&atilde;. Executada ao lado de Edgar Vasques, a ideia estimulou o humor ga&uacute;cho e o per&iacute;odo ficou conhecido como o &#8220;boom do humor&#8221;, movimento cultural relevante no Rio Grande do Sul, em plena Ditadura brasileira. Depois disso, os humoristas se reuniram e passaram a editar livros de humor, o primeiro deles chamado QI 14. Em seguida, um grupo de&nbsp;jornalistas da Folha da Manh&atilde; criou o Coojornal (Cooperativa de Jornalistas de Porto Alegre), e Fraga aderiu no primeiro instante. &ldquo;Um projeto que entrou para a Hist&oacute;ria da imprensa brasileira&rdquo;, relembra.<\/p>\n<p><strong>Os &#8220;amigos de papel&#8221; e as frases<\/strong><\/p>\n<p>Sempre apreciou um tipo de literatura que classifica como de escape, o que inclui obras de terror, fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e policial. &#8220;A leitura sempre foi um meio de compensar algumas car&ecirc;ncias. Os meus melhores amigos de inf&acirc;ncia, com o tempo, foram se distanciando, pois n&atilde;o aproveitaram as oportunidades que tiveram&#8230; Ent&atilde;o, eu descobri que os meus melhores amigos, alguns deles eram de papel. Eu encontrava personagens, que me agradava estar com eles&#8221;, reflete Fraga, analisando que isso fez t&atilde;o bem que o incentivou a come&ccedil;ar a escrever.<\/p>\n<p>No humor, ele n&atilde;o acredita ter sido influenciado por nomes consagrados, exceto o pensador Mill&ocirc;r Fernandes, &#8220;que me marcou e me transformou no humorista que eu acho que sou&#8221;. Quando &#8216;guri&#8217;, Fraga costumava acompanhar Mill&ocirc;r na O Cruzeiro, conceituada revista nos anos 60. &#8220;Era a coisa mais inteligente do Pa&iacute;s naquela &eacute;poca&#8221;, descreve. Assim come&ccedil;ou, inspirado por Mill&ocirc;r, a tentar fazer frases.<\/p>\n<p>Afetuoso, preza pelas grandes amizades. &#8220;Eu sou capaz de viver sozinho, mas n&atilde;o abro m&atilde;o de conviver e procurar conhecer pessoas. Eu acho que &eacute; mais importante estar bem acompanhado do que sozinho&#8221;, confessa. &#8220;O bom do per&iacute;odo que vivi na vila &eacute; que eu mantenho contato com todos&#8221;, avalia Fraga, que regularmente vai visitar e tomar um caf&eacute; com os amigos de mais de meio s&eacute;culo.<\/p>\n<p><strong>Prefer&ecirc;ncias, lembran&ccedil;as e reflex&otilde;es&hellip; <\/strong><\/p>\n<p>Com a fam&iacute;lia Menda tamb&eacute;m aprendeu a gostar, desde cedo, de m&uacute;sica cl&aacute;ssica. Com o aprendizado, Fraga tamb&eacute;m passou a apreciar jazz. Ainda adora artes pl&aacute;sticas, m&uacute;sica de vanguarda, teatro e cinema. Quando crian&ccedil;a, Fraga gostava de assistir &agrave;s sess&otilde;es do Sesi, que tinha um projeto de cinema de rua que percorria as vilas projetando filmes em paredes ou telas. Muitas vezes, ele acompanhava o trajeto percorrido pelo projeto nas vilas, tudo para assistir ao mesmo filme. &#8220;Eu lembro que um dos meus prazeres era ajudar a montar e a desmontar a tela. A sensa&ccedil;&atilde;o de estar dobrando aquela tela, por onde tinham passado as minhas emo&ccedil;&otilde;es&#8230;&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Outra lembran&ccedil;a marcante da inf&acirc;ncia &eacute; ter ido a p&eacute; e sozinho, do Praia de Belas&nbsp;at&eacute; o centro da Capital, at&eacute; a primeira Feira do Livro de Porto Alegre, onde anos depois p&ocirc;de lan&ccedil;ar muitas obras. &#8220;O que mais me caracteriza como autor &eacute; fazer coisas em grupo&#8221;, destaca Fraga, que organizou antologias e exposi&ccedil;&otilde;es coletivas e editou livros de Mill&ocirc;r, J&ocirc; Soares e Ver&iacute;ssimo, entre outros. Em seu acervo pessoal, j&aacute; reuniu mais de 1.500 livros, al&eacute;m de mil discos, entre CDs e DVDs. Quando se mudou, em 1997, para S&atilde;o Paulo, deixou sua vida &#8216;encaixotada&#8217; no Rio de Janeiro, e ap&oacute;s alguns anos descobriu que, devido a um &#8216;inc&ecirc;ndio sem chamas&#8217; &#8211; assim ele denomina um dos acontecimentos mais dolorosos de sua vida -, o material se extraviou e Fraga perdeu todas as mem&oacute;rias do seu passado.<\/p>\n<p>Em 2000, teve um infarto. De l&aacute; pra c&aacute;, algumas coisas mudaram, entre h&aacute;bitos e pensamentos. &#8220;Descobri que eu tenho mais amor &agrave; vida do que eu tinha&#8221;, constata. A frase, de sua autoria, que o guia sempre &eacute;: &#8220;Tudo vai dar certo, mesmo que n&atilde;o d&ecirc;&#8221;. Para terminar, cita seu epit&aacute;fio, que fez quando tinha pouco mais de 20 anos e ainda &eacute; o mesmo: &#8220;Pra mostrar quanto eu adoro este planeta e como eu acho que apesar dos pesares &#8211; dilemas sociais, esmagamento da sociedade, limita&ccedil;&otilde;es para realiza&ccedil;&atilde;o das massas -, ainda assim, eu digo assim: estou aqui contra a minha vontade&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um sobrevivente. Assim, o humorista e frasista Fraga se define. Aproximar-se da cultura, ainda na inf&acirc;ncia, foi a maneira que encontrou de ofuscar a realidade na qual estava inserido. E por isso sua estrada &eacute; permeada de hist&oacute;rias de todos os tipos. Bonitas ou tristes, mas, acima de tudo, de supera&ccedil;&atilde;o. 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