{"id":16317,"date":"2011-04-29T00:00:00","date_gmt":"2011-04-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/a-opcao-pelo-jornalismo\/"},"modified":"2011-04-29T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-29T03:00:00","slug":"a-opcao-pelo-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/a-opcao-pelo-jornalismo\/","title":{"rendered":"Vera Daisy Barcellos: A op\u00e7\u00e3o pelo Jornalismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Poti Silveira Campos<\/em><\/p>\n<p>Vera Daisy Barcellos, 62, &eacute; uma mulher de fases e &eacute; por etapas que descreve a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia. &ldquo;Afinal, foi assim que aconteceu&rdquo;, explica. Quase met&oacute;dica, mas impregnada da emo&ccedil;&atilde;o de quem vive intensamente o que faz, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o ao jornalismo. Vera Daisy &ndash; como gosta de ser chamada &ndash; se destacou na profiss&atilde;o como uma das mulheres pioneiras na cobertura esportiva no Estado e como militante negra e de g&ecirc;nero. Hoje, segunda suplente na dire&ccedil;&atilde;o do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, ela garante estar &ldquo;longe de parar&rdquo;.<\/p>\n<p>Casada h&aacute; 30 anos com o aposentado Ricardo Pereira Costa &ndash; o casal tem o filho Juliano, 26, professor de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e m&uacute;sico &ndash;, a jornalista reside com a fam&iacute;lia na charmosa Rua Santa Terezinha, no Bairro Santana, em Porto Alegre. Na verdade, faz nada menos do que 58 anos que Vera Daisy mora na Santa Terezinha. E foi nesta mesma rua que ela come&ccedil;ou &ndash; ainda menina &ndash; a lutar pela condi&ccedil;&atilde;o humana de mulheres e de negros. A m&atilde;e, Eva Barcellos, era empregada dom&eacute;stica na fam&iacute;lia do general Floriano de Oliveira Faria. L&aacute; pelas tantas, Eva decidiu trabalhar como cozinheira de restaurante, mas deixou a menina sob os cuidados dos Oliveira Faria. &ldquo;As fam&iacute;lias brancas pegavam crian&ccedil;as negras para cumprir a fun&ccedil;&atilde;o de dom&eacute;stica. Comigo foi diferente&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Foram os irm&atilde;os de cria&ccedil;&atilde;o de Vera Daisy &ndash; o hoje economista &Aacute;lcio e o m&eacute;dico Adyr &ndash; que fizeram a diferen&ccedil;a. Os dois pressionaram os pais a colocar a menina na escola. E l&aacute; se foi Vera Daisy cursar o que se chamava Prim&aacute;rio no Grupo Escolar Luciana de Abreu, na Avenida Ven&acirc;ncio Aires. Terminado o Prim&aacute;rio, os pais de cria&ccedil;&atilde;o pretendiam que ela parasse com os estudos. &ldquo;Eu j&aacute; sabia ler e escrever. Para eles, estava bom.&rdquo; N&atilde;o parou. Somado &agrave; insist&ecirc;ncia de &Aacute;lcio e de Adyr, Vera Daisy estava se saindo bem na escola. O general Floriano e a mulher, Ceci, concordaram e a garota encarou o exame de admiss&atilde;o para o Col&eacute;gio Estadual Pio XII. Passou.<\/p>\n<p><strong>Normalista, n&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Uma das explica&ccedil;&otilde;es para o bom desempenho escolar talvez fosse o gosto da jovem pelo h&aacute;bito de ler. Havia uma biblioteca na casa de dois pisos do general. Na calada da noite, quando todos dormiam, Vera Daisy descia na ponta dos p&eacute;s at&eacute; a sala onde pesadas estantes abrigavam centenas de volumes. Ali ficava horas e horas, seguidamente at&eacute; o amanhecer. E, enquanto lia, amadurecia as ideias. Algumas delas, &eacute; claro, eram do contra: &ldquo;Toda adolescente negra que estudava naquela &eacute;poca virava professora. Eu n&atilde;o queria ser normalista, n&atilde;o queria ser professora&rdquo;, afirma. Vera Daisy queria fazer algo diferente. Sonhou com engenharia mec&acirc;nica, &ldquo;mas havia a Matem&aacute;tica&rdquo;. Optou pelo Jornalismo e encontrou nova oposi&ccedil;&atilde;o de Floriano e Ceci.<\/p>\n<p>Era 1967. Em janeiro, o governo de Humberto de Alencar Castello Branco (1897 &ndash; 1967) havia imposto uma Constitui&ccedil;&atilde;o ao pa&iacute;s, legitimando o regime militar. Em julho, o marechal foi morto em um acidente a&eacute;reo nunca explicado. Arthur da Costa Silva (1899 &ndash; 1969) &eacute; escolhido o sucessor e as coisas ficam mais dif&iacute;ceis. Tempos duros. E Vera Daisy teimando em ser jornalista. &ldquo;Come&ccedil;ou meu inferno zodiacal&rdquo;, brinca a libriana. Floriano e Ceci insistiam: &ldquo;O que tu vais fazer numa profiss&atilde;o dessas? Isto n&atilde;o &eacute; coisa para uma mulher direita&rdquo;. &Aacute;lcio e Adyr seguiam dando apoio &agrave; ca&ccedil;ula. A jornalista interrompe a narrativa, suspira e declara, com olhos emocionados: &ldquo;Eu fui amada, fui muito amada&rdquo;.<\/p>\n<p>No ano seguinte &ndash; aquele agitad&iacute;ssimo ano de 1968 &ndash;, l&aacute; estava Vera Daisy na Ufrgs. A Fabico ainda n&atilde;o existia. A estudante ingressou na que ficou conhecida como a &uacute;ltima turma de &ldquo;Os filhos da Fil&ocirc;&rdquo;: as aulas do curso de Jornalismo eram no ambiente efervescente da Faculdade de Filosofia, com agentes do Departamento de Ordem Pol&iacute;tica e Social (DOPS) realizando a&ccedil;&otilde;es no Bar do Ant&ocirc;nio &ndash; na pr&aacute;tica, o centro social do Campus Central da Ufrgs. &ldquo;Isso come&ccedil;ou a mexer com minha cabe&ccedil;a. Fomos uma gera&ccedil;&atilde;o muito privilegiada&rdquo;, acredita.<\/p>\n<p><strong>Milit&acirc;ncia e Jornalismo<\/strong><\/p>\n<p>Na universidade, Vera Daisy aproxima-se do movimento negro. Ingressa no Grupo Palmares, criado pelo pesquisador, historiador e poeta Oliveira Silveira (1941 &ndash; 2009). O grupo, que reunia universit&aacute;rios negros, era antes de tudo um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o para o estabelecimento de uma pol&iacute;tica racial para o pa&iacute;s. Os textos mais importantes eram de autoria do historiador D&eacute;cio Freitas (1922 &ndash; 2004). Em 1971, o Palmares declarou o dia 20 de novembro &ndash; data da morte de Zumbi, do quilombo de Palmares, em 1695 &ndash; como o Dia da Consci&ecirc;ncia Negra.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m em 1971, Vera Daisy come&ccedil;a na profiss&atilde;o. A estreia &eacute; no Jornal do Com&eacute;rcio. Depois, Di&aacute;rio de Not&iacute;cias. Ela considera que teve a sorte de trabalhar com os melhores jornalistas ga&uacute;chos. Evita citar nomes, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de Ademar Vargas de Freitas e Renato Gianuca. &ldquo;Foram meus copidesques no momento mais rico de minha profiss&atilde;o.&rdquo; Em 1976, foi trabalhar no jornal Hoje, do Grupo RBS. Trabalhava &agrave; noite. Durante o dia, era funcion&aacute;ria p&uacute;blica concursada &ndash; em 1975, havia sido nomeada para a Legi&atilde;o Brasileira de Assist&ecirc;ncia (LBA), extinta em 1995, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Vera Daisy permaneceu na Comunica&ccedil;&atilde;o da LBA at&eacute; o final &ndash; aposentou-se no servi&ccedil;o p&uacute;blico em 1997. &ldquo;A LBA foi uma das minhas maiores li&ccedil;&otilde;es, pois me permitiu entender a pobreza, a mis&eacute;ria&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>No Hoje, Vera Daisy deu os primeiros passos na cobertura do ent&atilde;o futebol de sal&atilde;o, hoje futsal. A atua&ccedil;&atilde;o de uma mulher neste setor era inusitada. Em 1978, depois de a RBS encerrar a experi&ecirc;ncia do Hoje, a jornalista foi convidada pelo colega Emanuel Mattos para ingressar na equipe de esportes de Zero Hora. Ali, Vera Daisy confirma-se definitivamente no setor e torna-se uma pioneira ao lado de Joyce Larronda, que acompanhava automobilismo. &ldquo;Foram 16 anos muito bons&rdquo;, diz, sobre o per&iacute;odo em que esteve em Zero Hora. &ldquo;Tive de sair em raz&atilde;o de o jornal exigir que eu escolhesse entre a reda&ccedil;&atilde;o e o servi&ccedil;o p&uacute;blico.&rdquo;<\/p>\n<p>No jornal, Vera Daisy colaborava ainda, a partir dos meses de dezembro, com a cobertura de carnaval. &ldquo;Sou verde e rosa, sou Academia de Samba Praiana&rdquo;, salienta. E teve um irm&atilde;o ilustre nesta &aacute;rea, o jornalista Carlos Alberto Barcellos, o Roxo, figura de destaque na hist&oacute;ria do carnaval de Porto Alegre, morto num frio 1&ordm; de agosto de 1989, aos 47 anos.<\/p>\n<p><strong>Luta por espa&ccedil;o<\/strong><\/p>\n<p>Emociona-se novamente ao lembrar colegas como Evaldo Gon&ccedil;alves, Jos&eacute; Raimundo Manosso e S&eacute;rgio Moita, todos da Zero Hora de seu tempo. &ldquo;Era uma reda&ccedil;&atilde;o de pessoas brilhantes&rdquo;, enfatiza. Pessoas brilhantes ou n&atilde;o, Vera Daisy e &ldquo;outras duas ou tr&ecirc;s mulheres&rdquo; que l&aacute; atuavam tinham de conviver com machismo e racismo. &ldquo;Isto estava em piadas, em express&otilde;es da reda&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo em chamadas no jornal&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Teve de lutar tamb&eacute;m para conquistar espa&ccedil;o nas quadras de futsal. L&aacute;, os colegas homens tinham livre acesso aos vesti&aacute;rios. Para ela, foi preciso negociar bastante a possibilidade de entrevistar jogadores no intervalo e no final dos jogos. Na reda&ccedil;&atilde;o do jornal, Vera Daisy tamb&eacute;m deu continuidade &agrave; milit&acirc;ncia negra, com os colegas Jones Lopes e Jorge Freitas. Com Em&iacute;lio Chagas, o quarteto criou a revista Ti&ccedil;&atilde;o, em 1978. &ldquo;Foi um marco na imprensa negra&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Depois de Zero Hora, uma nova fase. Em 1997, aproxima-se do jornal A Voz da Serra, de Erechim. Nesta publica&ccedil;&atilde;o, recebe, em 1998, o Pr&ecirc;mio ARI com uma edi&ccedil;&atilde;o especial do jornal &ndash; &ldquo;Erechim Mulher&rdquo;, que relatava a hist&oacute;ria do munic&iacute;pio sob a &oacute;tica feminina. &ldquo;Foi a primeira vez que um Pr&ecirc;mio ARI foi entregue a um jornal do Interior&rdquo;, diz Vera Daisy. Em 2000, ao lado da jornalista Maria L&uacute;cia Carraro Smaniotto, dona e editora de A Voz da Serra, Vera Daisy cria a Copidesque Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o e Marketing. Torna-se empres&aacute;ria em Erechim. Passou quatro anos no eixo Porto Alegre &ndash; Erechim.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o fiquei rica, mas ganhei um grande aprendizado&rdquo;, reconhece. Este aprendizado traduziu-se, principalmente, na percep&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria capacidade e de que havia escrito a pr&oacute;pria hist&oacute;ria no jornalismo ga&uacute;cho. No retorno profissional &agrave; Capital, envolve-se com a milit&acirc;ncia feminina, passando a assessorar a ONG Maria Mulher. Mais adiante, a partir de 2007, ingressa na Rede Feminista de Sa&uacute;de, institui&ccedil;&atilde;o que se dedica a garantir direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.<\/p>\n<p>Para Vera Daisy, a falta de esp&iacute;rito cr&iacute;tico &eacute; um dos maiores dilemas do exerc&iacute;cio atual do Jornalismo. &ldquo;Sinto falta de mat&eacute;rias avaliativas. Esta semana, por exemplo, uma mulher foi assassinada a facadas. A mat&eacute;ria dizia apenas isso, sem nenhuma contextualiza&ccedil;&atilde;o, banalizando o fato. Hoje, a cada 25 minutos, uma mulher &eacute; espancada no pa&iacute;s&rdquo;, exemplifica, lembrando o nome de Viviane Almeida Lamarque, 19 anos, morta com uma facada no peito em Santa Rosa, no &uacute;ltimo dia 25 de abril.<\/p>\n<p>O caminho para a mudan&ccedil;a, de acordo com Vera Daisy, come&ccedil;aria na academia, na forma&ccedil;&atilde;o do profissional. E relembra um conselho dos copidesques: &ldquo;Quer ser um bom jornalista? Leia muito, leia de tudo. Voc&ecirc; vai ter compreens&atilde;o do mundo&rdquo;. Esta, certamente, &eacute; uma li&ccedil;&atilde;o que Vera Daisy aprendeu muito tempo antes. Ela deve ter descoberto isto enquanto descia as escadas, de madrugada, rumo &agrave; biblioteca do general Floriano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Poti Silveira Campos Vera Daisy Barcellos, 62, &eacute; uma mulher de fases e &eacute; por etapas que descreve a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia. &ldquo;Afinal, foi assim que aconteceu&rdquo;, explica. Quase met&oacute;dica, mas impregnada da emo&ccedil;&atilde;o de quem vive intensamente o que faz, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o ao jornalismo. 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