{"id":16422,"date":"2012-06-01T00:00:00","date_gmt":"2012-06-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/com-o-dom-da-palavra\/"},"modified":"2012-06-01T00:00:00","modified_gmt":"2012-06-01T03:00:00","slug":"com-o-dom-da-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/com-o-dom-da-palavra\/","title":{"rendered":"Affonso Ritter: Com o dom da palavra"},"content":{"rendered":"<p><em>Por M&aacute;rcia Farias<\/em><br \/>Olhos azuis, pele bem branca, cerca de 1,80m de altura e at&eacute; um certo sotaque deixam evidente a origem alem&atilde; de quem nasceu em Pinhal Alto, munic&iacute;pio de Nova Petr&oacute;polis. Dizem que pessoas desta origem s&atilde;o mais fechadas, s&eacute;rias e r&iacute;gidas. Pode at&eacute; ser, mas tem uma qualidade que define melhor Affonso Ritter: ele &eacute; uma figura que marcou o jornalismo econ&ocirc;mico do Rio Grande Sul. Foi um dos primeiros profissionais a abordar o assunto com dom&iacute;nio. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa, ali&aacute;s, que foi o primeiro editor de Economia de Zero Hora, quando o tema passou a ter espa&ccedil;o espec&iacute;fico no jornal.<br \/>Formado na turma de 1972 da Famecos, e, portanto, com mais de 40 anos de profiss&atilde;o, j&aacute; que come&ccedil;ou a trabalhar na &aacute;rea antes mesmo de concluir o curso. Enquanto jornalista, p&ocirc;de presenciar diversos momentos importantes no Rio Grande do Sul, como os planos econ&ocirc;micos, as pol&iacute;ticas salariais e as fal&ecirc;ncias de bancos (Habitasul, Sul Brasileiro e Maisonnave). Sem falar, &eacute; claro, na &eacute;poca da ditadura militar. Deste per&iacute;odo, por&eacute;m, ele tem uma constata&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Sofri muito mais com a censura de ve&iacute;culos do que com a militar. N&atilde;o acredito na liberdade de imprensa, pois o que existe &eacute; a liberdade de empresa&rdquo;.<br \/>Aos 75 anos, Affonso Ritter pode ser considerado uma testemunha da evolu&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Ele mesmo se v&ecirc; assim. Teve o privil&eacute;gio de atuar no Jornalismo desde a &eacute;poca do teletipo, passando pelo telex, pela revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica com a chegada do fax, chegando ao email e, agora, &agrave;s redes sociais. Ali&aacute;s, sobre estes avan&ccedil;os, Affonso Ritter decreta: &ldquo;Sou um apaixonado pela tecnologia&rdquo;. Nada de se admirar para quem lida muito bem com internet, tem um iPhone, um Kindle e pensa em adquirir um Macintosh para ter em casa.<br \/><strong>A descoberta de uma paix&atilde;o<\/strong><br \/>O Jornalismo Econ&ocirc;mico caiu no colo de Affonso Ritter por acaso, algo como &ldquo;a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o do momento&rdquo;, mas, segundo ele, o assunto nem era t&atilde;o desconhecido. Ligado &agrave; Pol&iacute;tica por meio da Juventude Cat&oacute;lica, acabava entendendo um pouco do tema e aceitou a oportunidade de se aprofundar nele. O jornal Zero Hora foi o pontap&eacute; inicial, mas s&oacute; o primeiro, pois ainda vieram passagens pela TV Gua&iacute;ba (hoje, TV Record), pela TVE, pelo Di&aacute;rio do Sul (publica&ccedil;&atilde;o extinta do grupo Gazeta Mercantil), por jornais do Interior, pela revista Veja, at&eacute; chegar ao Jornal do Com&eacute;rcio e ao Grupo Bandeirantes &ndash; ve&iacute;culos onde atua.<br \/>O convite do ent&atilde;o presidente regional da Band, Bira Valdez, surgiu em 1995. Foi nesse ano que o Jornal Gente estreou na r&aacute;dio AM, com ele sendo um dos apresentadores &ndash; atividade que exerce at&eacute; hoje. N&atilde;o demorou a ganhar mais uma atra&ccedil;&atilde;o, o programa Empreendedores, transmitido aos s&aacute;bados pela manh&atilde;. Apesar de se dizer um homem do jornal impresso, foi nesta emissora que Affonso se descobriu um apaixonado por r&aacute;dio, como explica: &ldquo;Que me perdoem os outros ve&iacute;culos, mas o r&aacute;dio &eacute; o r&aacute;dio&rdquo;. &Eacute; nesse momento que conta um h&aacute;bito adquirido em viagens e, agora, considerado um v&iacute;cio. Quando ainda tinha cabelos longos, em todo lugar que ia comprava um secador e um r&aacute;dio de pilha. Hoje, tem um em cada canto da casa. &ldquo;Tornei-me um fan&aacute;tico por r&aacute;dio&rdquo;, conclui.<br \/><strong>Tempos dif&iacute;ceis<\/strong><br \/>Foram 17 anos dedicados ao Grupo RBS, entre Zero Hora, Ga&uacute;cha e RBS TV. Em 29 de janeiro de 1971, iniciava a carreira como jornalista de Economia. L&aacute;, atuou ao lado de Jos&eacute; Ant&ocirc;nio Daudt em um programa matinal da r&aacute;dio e assinou a coluna Informe Econ&ocirc;mico, no jornal. Na mesma &eacute;poca em que foi criada a editoria de Economia, surgiu a ZH Dominical, para a qual produzia mesas-redondas com cerca de cinco convidados e cujo resultado ocupava de tr&ecirc;s a quatro p&aacute;ginas aos domingos. Reunia empres&aacute;rios, economistas e sindicalistas, entre outros, para debater temas da &aacute;rea que editava. &ldquo;Era um trabalho muito penoso. Eu montava a discuss&atilde;o, gravava e editava. Fiz isso durante 11 anos. Lembro muito bem, por exemplo, de algumas participa&ccedil;&otilde;es do Ol&iacute;vio Dutra, na &eacute;poca em que era presidente do Sindicato dos Banc&aacute;rios&rdquo;, recorda.<br \/>Como nem tudo s&atilde;o flores na vida de qualquer profissional, n&atilde;o foi diferente com o jornalista. Em 21 de abril de 1988, Dia de Tiradentes, foi demitido. Em um per&iacute;odo que chama de &ldquo;juveniliza&ccedil;&atilde;o da equipe&rdquo;, uma express&atilde;o que, segundo ele, significa &ldquo;demitir algu&eacute;m e admitir quem ganhe menos&rdquo;. Em choque e abalado com a dispensa, Affonso Ritter diz que procurou fazer terapia para superar o momento. Apesar do per&iacute;odo dif&iacute;cil, garante n&atilde;o guardar m&aacute;goas: &ldquo;N&atilde;o tenho raiva de absolutamente ningu&eacute;m de l&aacute;. Isso &eacute; coisa empresarial, acontece&rdquo;, pondera.<br \/>Livre no mercado de trabalho, e ap&oacute;s breve passagem pelo Di&aacute;rio do Sul (na &eacute;poca, dirigido por H&eacute;lio Gama), decidiu se virar. Criou uma rede de contatos e distribu&iacute;a colunas semanais para diferentes jornais do Interior. &ldquo;Foi um tempo financeiramente muito dif&iacute;cil, mas eu precisava trabalhar e n&atilde;o pensava em deixar o Jornalismo.&rdquo;<br \/><strong>Rotineiro e saud&aacute;vel<\/strong><br \/>Nem a idade, nem os of&iacute;cios profissionais, t&atilde;o pouco a bagagem adquirida s&atilde;o capazes de diminuir o ritmo de Affonso Ritter. Considerando-se um homem rotineiro, ele &eacute; organizado e n&atilde;o gosta de fugir das suas programa&ccedil;&otilde;es. O despertar acontece por volta das 5h30, quando vai se atualizar das not&iacute;cias do mundo. O caf&eacute; da manh&atilde; tem a companhia de Olavo, o gato da casa, a quem chama de &ldquo;nosso companheiro&rdquo;. O card&aacute;pio tamb&eacute;m n&atilde;o muda: mel&atilde;o, iogurte com granola e uma fatia de p&atilde;o. A r&aacute;dio Band &eacute; o destino de todas as manh&atilde;s e a agenda continua com uma reuni&atilde;o de pauta para o dia seguinte.<br \/>Quando n&atilde;o h&aacute; compromisso marcado para o meio-dia, gosta de almo&ccedil;ar em casa e a prefer&ecirc;ncia culin&aacute;ria para este momento &eacute; denominada como &ldquo;comida caseira&rdquo;. Ele brinca: &ldquo;Acho que comida de chef de cozinha &eacute; feita mais para ver do que para comer&rdquo;. Gosta mesmo &eacute; de arroz e feij&atilde;o, guisado com moranga, aipim &ndash; um card&aacute;pio simples assim. Depois da sesta, que dura at&eacute; as 14h, a tarde &eacute; dedicada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o da coluna &lsquo;Observador&rsquo;, publicada no Jornal do Com&eacute;rcio, e ao site que leva seu nome. Na janta, evita comidas pesadas, ent&atilde;o escolhe apenas um caf&eacute; por volta de 20h30. Ap&oacute;s, &eacute; hora de curtir o momento noveleiro. &ldquo;H&aacute; muito tempo desisti de ver telejornais. Prefiro assistir a cenas leves, que transmitam fantasia&rdquo;, explica.<br \/>Os finais de semana s&atilde;o aproveitados ao lado da esposa, a soci&oacute;loga Dorzila, com quem &eacute; casado h&aacute; quase 40 anos. Algo raro nos dias de hoje, conforme o pr&oacute;prio diz: &ldquo;Gostaria muito que os relacionamentos fossem mais est&aacute;veis. Eu, por exemplo, n&atilde;o imagino como seria minha vida sem ela&rdquo;. As filhas completam a fam&iacute;lia &ndash; a psiquiatra Fabiana e a psic&oacute;loga Raquel. O fato de as duas herdeiras terem seguido a &aacute;rea da sa&uacute;de mental &eacute; motivo para fazer uma brincadeira: &ldquo;Elas deviam achar que os pais tinham algum problema&rdquo;. Os netos ainda n&atilde;o chegaram, mas confessa que gostaria de experimentar ser av&ocirc;. Enquanto isso n&atilde;o acontece, &ldquo;adota as crian&ccedil;as dos amigos&rdquo;. &ldquo;Conhe&ccedil;o um casal em Berlim h&aacute; muitos anos e brinco que a filha deles &eacute; minha netinha alem&atilde;.&rdquo;<br \/>Nos finais de semana, Affonso adotou o h&aacute;bito de ir a uma feira org&acirc;nica, no bairro Menino Deus, pois gosta de cuidar da alimenta&ccedil;&atilde;o. Inclusive se policia para comer de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s horas. Ir ao s&iacute;tio que mant&eacute;m em Viam&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; entre os lazeres preferidos. Al&eacute;m disso, ler &eacute; uma pr&aacute;tica adotada h&aacute; muitos anos, e conservada at&eacute; hoje. Atualmente, tem dado aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s obras cl&aacute;ssicas da cultura portuguesa, como O Crime do Padre Amaro, de E&ccedil;a de Queir&oacute;s.<br \/>No cinema, nada de filmes que tragam problemas, &ldquo;pois os da vida real s&atilde;o suficientes&rdquo;. Gosta de tramas leves, como a mais recente assistida, &lsquo;O &uacute;ltimo dan&ccedil;arino de Mao&rsquo;, de Bruce Beresford. No campo da m&uacute;sica, vai aos extremos: gosta de cl&aacute;ssica, MPB e gauchesca. Conforme o jornalista, a escolha do que vai ouvir depende do momento, pois &ldquo;tudo requer uma trilha sonora&rdquo;.<br \/><strong>Na mem&oacute;ria, as origens<\/strong><br \/>Affonso Ritter saiu de Pinhal Alto aos 11 anos para estudar em um semin&aacute;rio em Gravata&iacute; &ndash; da&iacute; a lenda alimentada por alguns colegas, de que teria sido padre. A escolha n&atilde;o foi do ent&atilde;o menino, e sim uma maneira financeiramente mais vi&aacute;vel, encontrada pela fam&iacute;lia de agricultores para que pudesse estudar. Ele fez mais do que completar o col&eacute;gio. Antes de ser jornalista, formou-se em Filosofia, em Viam&atilde;o. Apesar do pouco tempo na cidade natal, lembra bem dos of&iacute;cios da ro&ccedil;a. Uma das tarefas era levar aos moinhos o arroz e o trigo colhido, e isso fazia a cavalo. Tamb&eacute;m colhia feij&atilde;o, como conta: &ldquo;Montava no cavalo e o feij&atilde;o estava em cima de uma lona. Era o animal que, com a press&atilde;o da pata, tirava o feij&atilde;o do gr&atilde;o. S&atilde;o fortes essas recorda&ccedil;&otilde;es da minha inf&acirc;ncia&rdquo;.<br \/>Tamb&eacute;m &eacute; da sua origem que surgiu quase um poliglota. Al&eacute;m de dominar como poucos o portugu&ecirc;s, fala alem&atilde;o, franc&ecirc;s e um tanto de ingl&ecirc;s. &ldquo;Em Nova Petr&oacute;polis se fala um dialeto que n&atilde;o existe em nenhum lugar do mundo, mas acabei aprendendo&rdquo;, diz. As diversas coberturas da Feira de Hannover, realizada na Alemanha, ajudaram na pr&aacute;tica do idioma. As demais l&iacute;nguas, ele resolveu estudar de fato.<br \/>Estudar e colocar em pr&aacute;tica o que aprendeu &eacute; regra desde os tempos de acad&ecirc;mico. Acha p&eacute;ssimo o famoso &lsquo;nariz de cera&rsquo; nos textos jornal&iacute;sticos, pois acredita que a informa&ccedil;&atilde;o tem que ser dada sempre no in&iacute;cio da mat&eacute;ria, especialmente nos dias de hoje, em que o tempo &eacute; escasso. &ldquo;Durante muito tempo vi o Jornal do Brasil, por exemplo, como um padr&atilde;o, pois primava pelo lead e pela clareza na informa&ccedil;&atilde;o, priorizando os aspectos mais relevantes primeiro&rdquo;, ensina. A admira&ccedil;&atilde;o pelo ve&iacute;culo vem da &eacute;poca de estudante, pois foi o JB que abriu portas para Affonso Ritter: venceu um concurso promovido pela sucursal de Porto Alegre, em 1971, e conquistou o direito de estagiar no Rio de Janeiro por tr&ecirc;s semanas.<br \/>Desde a oportunidade, n&atilde;o se v&ecirc; mais fora do Jornalismo. Nem dos ve&iacute;culos. Acha que todos os profissionais da &aacute;rea precisam experimentar ser rep&oacute;rter. &ldquo;Nada contra as assessorias, at&eacute; acho que s&atilde;o fundamentais, mas sou rep&oacute;rter do dia a dia e acho que jornalista tem que ir atr&aacute;s da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, decreta, para em seguida ensinar aos que est&atilde;o chegando ao mercado: &ldquo;Ser jornalista &eacute; ir para a rua. O fato &eacute; mais importante do que qualquer coisa. A fidelidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o &eacute; primordial. O resto a vida ensina&rdquo;.<br \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full\" src=\"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/wp-content\/uploads\/lega\/y\/\/perfil515.jpg\" alt=\"Imagem\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por M&aacute;rcia FariasOlhos azuis, pele bem branca, cerca de 1,80m de altura e at&eacute; um certo sotaque deixam evidente a origem alem&atilde; de quem nasceu em Pinhal Alto, munic&iacute;pio de Nova Petr&oacute;polis. Dizem que pessoas desta origem s&atilde;o mais fechadas, s&eacute;rias e r&iacute;gidas. 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