{"id":17355,"date":"2021-07-30T19:16:00","date_gmt":"2021-07-30T22:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/luiz-claudio-cunha-jornalista-que-fez-historia\/"},"modified":"2021-07-30T19:16:00","modified_gmt":"2021-07-30T22:16:00","slug":"luiz-claudio-cunha-jornalista-que-fez-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/luiz-claudio-cunha-jornalista-que-fez-historia\/","title":{"rendered":"Luiz Cl\u00e1udio Cunha: Jornalista que fez hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com passagem pelos mais importantes ve&iacute;culos de imprensa do nosso Pa&iacute;s, 19 premia&ccedil;&otilde;es no curr&iacute;culo e cobertura de momentos hist&oacute;ricos, Luiz Cl&aacute;udio Cunha &eacute; um jornalista cuja trajet&oacute;ria merece respeito. Natural de Caxias do Sul (RS), o ga&uacute;cho saiu da sua terra para decolar profissionalmente, e desde a d&eacute;cada de 1980 vive em Bras&iacute;lia (DF), onde se diz muito feliz. Nascido em 15 de abril de 1951, tem muitas paix&otilde;es na vida: a esposa, os filhos, os netos,&nbsp;o Tricolor, a labrador Mel e, &eacute; claro, o Jornalismo, que o consagrou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Filho dos falecidos Alfredo Xavier da Cunha, banc&aacute;rio, e Lila Fontoura da Cunha, dona de casa, conta que, apesar de n&atilde;o ter herdado dos pais a profiss&atilde;o, certamente puxou &agrave; m&atilde;e <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> gosto pela leitura. Quando pi&aacute;, como se diz pelas bandas gaud&eacute;rias, lia muito gibi. &ldquo;Tarzan, Zorro e FBI eram meus favoritos, at&eacute; porque eu queria ser agente secreto&rdquo;, recorda. Um dos fatores que pode ter dado um empurr&atilde;ozinho na escolha da carreira que seguiria foi quando, em 1966, morando em Curitiba (PR), o av&ocirc; materno pedia ao neto que lesse para ele o jornal, visto que tinha um problema de vis&atilde;o que o impedia. &ldquo;Primeiro eu lia a manchete e, se ele gostasse, lia a mat&eacute;ria&rdquo;, relata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falando em fam&iacute;lia, &eacute; o mais velho de quatro irm&atilde;os, sendo um falecido. Roberto, o ca&ccedil;ula, morreu aos 49 anos, v&iacute;tima de um assalto. Lamentando a perda inesperada, Luiz Cl&aacute;udio recorda que o &lsquo;mano&rsquo; era funcion&aacute;rio do Departamento de Marketing do Banrisul, e atendia &agrave;s demandas publicit&aacute;rias do Gr&ecirc;mio, seu time de cora&ccedil;&atilde;o. O outro irm&atilde;o, S&eacute;rgio, 67, tamb&eacute;m se aventurou na Comunica&ccedil;&atilde;o, sendo publicit&aacute;rio formado. Por&eacute;m, atualmente est&aacute; na &aacute;rea de Fisioterapia Card&iacute;aca em S&atilde;o Paulo. M&aacute;rcia, 63, a &uacute;nica mulher, tamb&eacute;m n&atilde;o fica para tr&aacute;s nessa fam&iacute;lia comunicativa &ndash; &eacute; Rela&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas e tamb&eacute;m vive em S&atilde;o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A esposa, por sua vez, &eacute; professora. Maria Jandyra Cavalcanti Cunha, mais conhecida como Janda, 71, &eacute; um dos seus motivos de orgulho. O marido envaidece-se ao descrev&ecirc;-la, visto que &eacute; doutora em Lingu&iacute;stica, pela Universidade de Lancaster (Inglaterra), e respeitada orientadora de dezenas de teses de mestrado e doutorado na Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), na &aacute;rea de Letras, Lingu&iacute;stica e Comunica&ccedil;&otilde;es. O eterno rep&oacute;rter faz quest&atilde;o de registrar que a mulher &eacute; a primeira e mais rigorosa leitora. &ldquo;Isso explica por que<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">meus textos s&atilde;o leg&iacute;veis e compreens&iacute;veis. Sem o filtro e o crivo da Janda, eu n&atilde;o sobreviveria como jornalista&rdquo;, enaltece.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al&eacute;m disso, &eacute; grato &agrave; mulher pelos filhos. Casados desde 1973, s&atilde;o pais de Gabriela, 45, cientista pol&iacute;tica e gestora p&uacute;blica do Governo Federal; e Diego, 41, arquiteto de forma&ccedil;&atilde;o, mas que trabalha no laborat&oacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados como especialista em Inform&aacute;tica. Foram os filhos (com a colabora&ccedil;&atilde;o decisiva da nora L&uacute;cia e do genro Angel) que lhe deram a maior alegria dos &uacute;ltimos tempos, os quatro netos: Ina&ecirc;, 11, Rud&aacute;, 7, e Gaia, 3, filhos de Gabriela; e Lara, rec&eacute;m-nascida, filha de Diego.<\/span><\/p>\n<p><strong>Nasce a paix&atilde;o pela reda&ccedil;&atilde;o&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi aos 15 anos, no auge da ditadura, que o jovem aspirante &agrave; rep&oacute;rter passou a se interessar ainda mais pelas not&iacute;cias, come&ccedil;ando a ler mais jornais e ficar antenado ao que acontecia no mundo. Devido &agrave; profiss&atilde;o do pai, mudaram-se para Londrina (PR), onde come&ccedil;ou a trabalhar em uma r&aacute;dio musical. Na cidade, descobriu um curso de Jornalismo da Folha de Londrina, que consistia em 15 aulas de forma&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas. O primeiro lugar da turma ganharia um est&aacute;gio no jornal, e Luiz Cl&aacute;udio foi o vencedor. Feliz duplamente, com o curso e com a vit&oacute;ria, foi dessa forma que deu in&iacute;cio &agrave; caminhada como jornalista na editoria de Interior, experimentando o universo da reda&ccedil;&atilde;o e, devido ao contexto social, passando a entender o que era censura. &ldquo;Comecei a perceber que havia um mundo real, que era abafado e sufocado pelos militares&rdquo;, revive. Nascia ali uma paix&atilde;o que o acompanharia por toda a vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1970, seu pai foi transferido novamente, agora para Porto Alegre (RS).&nbsp; Dependente dos pais, foi junto e saiu em busca de outra oportunidade na nova morada. Foi na porta da Zero Hora que bateu e foi recebido para ser estagi&aacute;rio. Come&ccedil;ou na se&ccedil;&atilde;o de Cidades, por&eacute;m, ap&oacute;s o expediente, seguia no trabalho, a fim de ver como atuavam os rep&oacute;rteres de Pol&iacute;cia. Um ponto que lhe chamava aten&ccedil;&atilde;o era perceber que o rep&oacute;rter se comportava mais como <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">tira<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> do que como jornalista. Curioso, fez quest&atilde;o de conhecer as v&aacute;rias modalidades de Jornalismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Logo em seguida, novas portas come&ccedil;aram a se abrir, com desafios maiores e oportunidades melhores. Em 1971, recebeu um convite para a sucursal da Abril na capital ga&uacute;cha, coordenada pelo jornalista que muito admirava<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Paulo Totti. Mais que trabalhar com sua maior refer&ecirc;ncia profissional, Luiz Cl&aacute;udio estava dando um grande passo em reconhecimento jornal&iacute;stico e financeiro, uma vez que passaria a receber quatro vezes mais do que ganhava no &uacute;ltimo emprego. Nessa &eacute;poca, tinha apenas 22 anos e diz que a experi&ecirc;ncia foi fant&aacute;stica.<\/span><\/p>\n<p><strong>Diploma: ter ou n&atilde;o ter?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo exercendo a profiss&atilde;o de jornalista desde o primeiro emprego, decidiu cursar a faculdade de Jornalismo. &ldquo;Passei no vestibular da Ufrgs e achei um saco. Era aquela lenga-lenga, n&atilde;o era din&acirc;mico. No outro semestre, tranquei uma por&ccedil;&atilde;o de cadeiras para fazer o m&iacute;nimo poss&iacute;vel. S&oacute; estudava segunda e sexta, que eram os dias mais tranquilos da sucursal da Veja&rdquo;, explica. Para sua sorte, chegou um momento em que, devido a uma brecha na lei, quem trabalhava em jornal at&eacute; 1969 podia solicitar o registro sem ter cursado a faculdade, porque era uma fase de transi&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o da carreira. Com o atestado da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&lsquo;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Folha de Londrina<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&rsquo;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, ganhou o registro profissional na carteira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Feito isso, Luiz Cl&aacute;udio conta ter feito algo do qual n&atilde;o se orgulha: &ldquo;Me envergonho de dizer que abandonei a universidade, chutei o pau da barraca&rdquo;. Com o registro em m&atilde;os, passou a se dedicar integralmente &agrave; Veja, que, na &eacute;poca, era a maior revista semanal do Brasil. Abandonou os estudos no 2&ordm; ano porque achava que exercia a profiss&atilde;o com um dos melhores. No entanto, arrependeu-se muito, porque perdeu chances de fazer cursos no exterior e semin&aacute;rios. &ldquo;&Eacute; uma bobagem o que fiz, o que prova que sou jornalista burro&rdquo;, fala, mantendo o t&iacute;pico bom humor.<\/span><\/p>\n<p><strong>Jornalismo investigativo na veia &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com um curr&iacute;culo extenso, se abordada cada passagem profissional<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> daria para escrever um livro. Atuando como rep&oacute;rter e chefe de reda&ccedil;&atilde;o na maioria das vezes, resumidamente &ndash; se &eacute; que isso &eacute; poss&iacute;vel &ndash;, pode-se dizer que o jornalista passou pelos seguintes ve&iacute;culos: chefiou a reda&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo (SP), Jornal do Brasil (RJ), Zero Hora (RS) e Di&aacute;rio da Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio (PR)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">assim como chefiou as sucursais das revistas Veja, de Porto Alegre e Bras&iacute;lia, e Isto&Eacute;, tamb&eacute;m na capital federal, al&eacute;m da revista Afinal; e foi editor-contribuinte da Playboy. Em sua carreira, constam ainda&nbsp;O Globo, Correio Braziliense, Quatro Rodas, Exame e Placar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz Cl&aacute;udio tamb&eacute;m foi fundador e vice-presidente da Coojornal, a primeira cooperativa de jornalistas do pa&iacute;s, nos idos de 1975, do qual Jos&eacute; Antonio Vieira da Cunha fora presidente. &#8220;&Eacute; um dos orgulhos da minha vida&#8221;, ressalta o jornalista, destacando que tratava-se de um bravo &oacute;rg&atilde;o da m&iacute;dia alternativa de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; ditadura, no qual ele escrevia uma coluna de cr&iacute;tica ao Jornalismo chamada &#8216;Perd&atilde;o, Leitores&#8217;, inspirada no &#8216;Jornal dos Jornais&#8217; que o Alberto Dines fazia semanalmente na Folha de S&atilde;o Paulo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com ele, quando o jornalista bota a cara na rua para fazer mat&eacute;ria, n&atilde;o pode se intimidar, tem que ir l&aacute; e fazer sua pauta. Sua mat&eacute;ria mais longa, mais dif&iacute;cil e mais importante, como classifica, foi a cobertura do sequestro dos uruguaios Universindo Diaz e Lilian Celiberti em Porto Alegre, em 1978. &ldquo;Um comando do ex&eacute;rcito uruguaio em cumplicidade com a repress&atilde;o brasileira foi &agrave; capital ga&uacute;cha sequestrar e torturar no Dops o casal ativista e os dois filhos, Francesca, 2 anos, e Camila, 8. A regra de ouro da clandestina Opera&ccedil;&atilde;o Condor era localizar, sequestrar, torturar, levar de volta para o pa&iacute;s e matar&rdquo;, narra. Os uruguaios s&atilde;o, hoje, os &uacute;nicos sobreviventes. &#8220;A &uacute;nica opera&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o deu certo foi essa porque apareci no meio, junto do J.B Scalco (o fotojornalista). O sequestro dos uruguaios acabou sendo um esc&acirc;ndalo internacional. E o casal sobreviveu gra&ccedil;as &agrave; nossa apari&ccedil;&atilde;o l&aacute;, pois, como o caso foi denunciado para a imprensa, eles n&atilde;o podiam matar&rdquo;, detalha. Essa mat&eacute;ria demorou quase dois anos para ser escrita.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro feito jornal&iacute;stico hist&oacute;rico se deu em 2002, quando publicou uma s&eacute;rie de reportagens sobre o megagrampo de 700 pessoas em sete estados, comandado pelo senador Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es, na Bahia. Na ocasi&atilde;o, quebrou o <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">off<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, o sigilo da fonte, para n&atilde;o compactuar com o crime que lhe fora admitido pelo senador. Segundo ele, em artigo publicado aqui no<\/span><a href=\"https:\/\/www.coletiva.net\/artigos\/o-off-e-menor-que-a-verdade,196693.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>&nbsp;Coletiva.net<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, &ldquo;<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">off <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">&eacute; um instrumento do rep&oacute;rter que serve &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da boa fonte e da boa informa&ccedil;&atilde;o. O <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">off<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> &eacute; uma prerrogativa, n&atilde;o uma fatalidade, de atribui&ccedil;&atilde;o exclusiva do rep&oacute;rter. &Eacute; ele quem decide sobre seu uso, extens&atilde;o e dura&ccedil;&atilde;o. Nem o editor, nem o ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o excedem o poder solit&aacute;rio do rep&oacute;rter sobre o <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">off.<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> O rep&oacute;rter sustenta o <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">off<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> quando o <\/span><em style=\"font-style: italic !important;\"><span style=\"font-weight: 400;\">off<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> sustenta o jornalismo e a busca da verdade&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><strong>O reconhecimento como jornalista e cidad&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A s&eacute;rie de reportagens sobre o Sequestro dos Uruguaios, publicada na Veja durante dois anos, rendeu-lhe a honraria principal do Pr&ecirc;mio Esso de Jornalismo, de 1979. Em 2008, lan&ccedil;ou o livro &lsquo;Opera&ccedil;&atilde;o Condor: o Sequestro dos Uruguaios &ndash; uma reportagem dos tempos da ditadura&rsquo;, com a qual ganhou um Pr&ecirc;mio Jabuti e uma men&ccedil;&atilde;o honrosa do Pr&ecirc;mio Vladimir Herzog, do Sindicato dos Jornalistas de S&atilde;o Paulo, ambos na categoria de Livro-Reportagem. A obra tamb&eacute;m conquistou, em 2010, a men&ccedil;&atilde;o honrosa em Literatura Brasileira de n&atilde;o fic&ccedil;&atilde;o do Pr&ecirc;mio Casa de Las Am&eacute;ricas, em Cuba.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra distin&ccedil;&atilde;o especial, n&atilde;o atribu&iacute;da a uma mat&eacute;ria espec&iacute;fica, e sim a toda bagagem profissional que carrega, lhe foi concedida pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Trata-se do Not&oacute;rio Saber em Jornalismo. &ldquo;Fui o primeiro a ganhar esse pr&ecirc;mio, em uma cidade onde tem as sucursais mais importantes dos ve&iacute;culos mais importantes do Pa&iacute;s, portanto, onde passam os melhores profissionais da imprensa brasileira. O fato de eu ganhar foi uma tremenda honra e uma surpresa. Eu, o idiota que tinha abandonado a faculdade, sem diploma, finalmente ganhei meu primeiro canudo formal, que me envaidece e orgulha muito&rdquo;, destaca, honrado. E complementa: &ldquo;Muita gente tem diploma de Jornalismo, mas poucas pessoas t&ecirc;m um t&iacute;tulo de Not&oacute;rio Saber, que &eacute; o reconhecimento de um conhecimento da pr&aacute;tica, no meu caso, de 40 anos de profiss&atilde;o&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pela luta em prol dos Direitos Humanos, levou mais um pr&ecirc;mio. Foi a Medalha Chico Mendes de Resist&ecirc;ncia, em 2014, no Rio de Janeiro, conferida pelo grupo Tortura Nunca Mais. Nesse ano, foi convidado, por sugest&atilde;o da ent&atilde;o presidente Dilma Rousseff, para fazer parte da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade, como consultor da &aacute;rea que cuidava da Opera&ccedil;&atilde;o Condor. A esposa Janda se somou ao grupo como redatora do cap&iacute;tulo 6 do relat&oacute;rio final, que trata justamente da situa&ccedil;&atilde;o que ele cobriu, com mais de 3 mil p&aacute;ginas.<\/span><\/p>\n<p><strong>Sobre o of&iacute;cio do jornalista<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O veterano de reportagem ressalta a import&acirc;ncia jornal&iacute;stica na sociedade com duas palavras: lembrar e contar. &ldquo;Todos temos que lembrar. E o jornalista tem o dever de contar&rdquo;. O que ele quer dizer com isso &eacute; que todos n&oacute;s, independentemente da profiss&atilde;o, lembramos. E isso, para o jornalista, &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel, &eacute; a miss&atilde;o, o dever funcional, o dever de vida. &ldquo;Isso &eacute; uma coisa que irrita muitos autorit&aacute;rios ditadores de todos os tempos, porque jornalista lembra e conta, e eles n&atilde;o gostam de ver seus crimes lembrados e contados&rdquo;, frisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quanto &agrave;s suas refer&ecirc;ncias profissionais, em primeiro lugar cita Paulo Totti, que, aos 32 anos, j&aacute; era o mais talentoso jornalista do Rio Grande do Sul. John Hersey &eacute; outro a quem admira. Autor do livro &lsquo;Hiroshima&rsquo;, o rep&oacute;rter da revista The New Yorker construiu um texto de 60 mil palavras. O material era t&atilde;o bom que o editor da revista fez algo in&eacute;dito: em vez de publicar uma mat&eacute;ria em cap&iacute;tulos, publicou toda mat&eacute;ria em uma &uacute;nica edi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ele deve ser lido e respeitado por todas as pessoas, n&atilde;o s&oacute; por jornalistas&rdquo;, aconselha. Aos bons profissionais da imprensa, recomenda algumas leituras: &lsquo;A Primeira V&iacute;tima&rsquo;, de Phillip Knightley; &lsquo;Chat&ocirc;, o Rei do Brasil&rsquo;, de Fernando Morais; &lsquo;A Hist&oacute;ria da Civiliza&ccedil;&atilde;o&rsquo;, de Will Durant; e &lsquo;Mem&oacute;rias da Segunda Guerra Mundial&rsquo;, de Winston Churchill.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela&ccedil;&atilde;o ao Jornalismo atual, diz ter absoluta consci&ecirc;ncia de que a imprensa na qual trabalhou n&atilde;o &eacute; a mesma em que a nova gera&ccedil;&atilde;o vai atuar. Explica que onde trilhou a carreira &eacute; uma ind&uacute;stria muito cara &ndash; &aacute;rvore, celulose, papel, rotativa, tinta, gasolina para colocar rep&oacute;rter na rua, foto impressa. Define como uma ind&uacute;stria economicamente condenada. Argumenta que, hoje em dia, as redes sociais eliminam essas dificuldades, tornando a imprensa mais barata e &aacute;gil. Mas alerta: &ldquo;Acho que est&aacute; se formando uma m&iacute;dia muito mais leviana, sem profundidade. Ningu&eacute;m mais l&ecirc; texto longo, e n&atilde;o sei escrever uma hist&oacute;ria sem todos os detalhamentos poss&iacute;veis. Isso &eacute; o antijornalismo de hoje&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><strong>E fora das reda&ccedil;&otilde;es?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um homem amoroso com a fam&iacute;lia e com os pets, esse &eacute; Luiz Cl&aacute;udio. Al&eacute;m de Mel, tem um casal de calopsitas: Bernardo e Bianca. &ldquo;&Eacute; o que sobrou dos muitos can&aacute;rios em gaiola que eu tinha. Um dia, minha neta maior, Ina&ecirc;, me perguntou por que os passarinhos viviam presos. Depois disso, abri as gaiolas e libertei todos. Agora, tenho gaiolas abertas nas quais os passarinhos entram e saem, livres e soltos, comendo a ra&ccedil;&atilde;o que reponho todo santo dia. Minha neta tinha raz&atilde;o, tamb&eacute;m me sinto mais livre&rdquo;, respalda. Quanto &agrave; Mel, sua maior paix&atilde;o, a descreve como inteligente, educada, mansa, querida, que n&atilde;o late, nem morde. &ldquo;N&atilde;o contem para minha mulher, para ela n&atilde;o ficar com ci&uacute;mes&rdquo;, brinca. Falando nela, completa a fam&iacute;lia o gato de Janda, o Gaspar, um felino &ldquo;branquinho como Gasparzinho&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">F&atilde; de um bom cochilo, em contrapartida, acorda cedo para escrever. Agora, publica artigos no Observat&oacute;rio de Imprensa, um ve&iacute;culo jornal&iacute;stico focado na cr&iacute;tica da m&iacute;dia; no Congresso em Foco, um&nbsp;site jornal&iacute;stico que faz uma cobertura apartid&aacute;ria do Congresso&nbsp;Nacional; e no jornal ga&uacute;cho J&aacute;. Para se concentrar ou relaxar, aprecia muito ouvir m&uacute;sica cl&aacute;ssica, jazz ou os sons da natureza. Como n&atilde;o poderia deixar de ser a um bom jornalista e escritor, l&ecirc; muito, inclusive adepto do Kindle. Outra atualidade que caiu no seu gosto foi o Netflix, onde assiste document&aacute;rios e filmes de guerra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Luiz Cl&aacute;udio &eacute; muito sincero e considera essa sua principal qualidade. Ateu e darwinista, &eacute; veemente em suas opini&otilde;es, o que, inclusive, considera seu principal defeito. Para falar sobre isso, relata uma cena do filme &lsquo;As Aventuras de Pi&rsquo;, em que o pai diz ao filho que religi&atilde;o &eacute; escurid&atilde;o. &ldquo;Essa frase brilhante resume o que eu penso de todas as cren&ccedil;as que embasam o pensamento, que reduzem o homem &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de devotos submissos, que seguem sem pensar mitos e messias, como tantos idiotas hoje fazem no Brasil com o seu Messias capit&atilde;o&rdquo;, posiciona-se.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da indigna&ccedil;&atilde;o com cren&ccedil;as, pol&iacute;tica e sociedade, &eacute; um sujeito que acredita na humanidade, e que o ser humano vale a pena ser defendido. E n&atilde;o &eacute; isso que faz o Jornalismo? Defender o ser humano do bem e &iacute;ntegro em prol de uma sociedade justa, &eacute;tica e democr&aacute;tica? Que assim siga sendo, Luiz Cl&aacute;udio, mesmo diante de um novo jeito de fazer Jornalismo. Que teus valores sejam perpetuados a favor do Jornalismo e da humanidade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com passagem pelos mais importantes ve&iacute;culos de imprensa do nosso Pa&iacute;s, 19 premia&ccedil;&otilde;es no curr&iacute;culo e cobertura de momentos hist&oacute;ricos, Luiz Cl&aacute;udio Cunha &eacute; um jornalista cuja trajet&oacute;ria merece respeito. 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