{"id":17407,"date":"2022-02-11T18:46:00","date_gmt":"2022-02-11T21:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/kelly-matos-ela-nao-sabe-ser-pouco\/"},"modified":"2026-01-13T20:59:58","modified_gmt":"2026-01-13T23:59:58","slug":"kelly-matos-ela-nao-sabe-ser-pouco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/perfil\/kelly-matos-ela-nao-sabe-ser-pouco\/","title":{"rendered":"Kelly Matos: Ela n\u00e3o sabe ser pouco"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando Cazuza deixou a banda Bar&atilde;o Vermelho, em 1985, seu primeiro single, &lsquo;Exagerado&rsquo;, registrava: &ldquo;&#8230; at&eacute; nas coisas mais banais, pra mim &eacute; tudo ou nunca mais&rdquo;. Kelly Matos n&atilde;o era nascida, mas a m&uacute;sica poderia ter sido feita para ela. Intensa, uma das primeiras frases soa como um alerta: &ldquo;Falo mais que o homem da cobra&rdquo;, uma brincadeira em alus&atilde;o &agrave; express&atilde;o popular, atribu&iacute;da a quem fala muito e alto. A conversa, que dura cerca de uma hora e meia, poderia continuar pelo triplo do tempo, sem &ldquo;exageros&rdquo; (com o perd&atilde;o do trocadilho), mas a entrevista come&ccedil;ou a invadir seu intervalo de almo&ccedil;o.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E se tem algo no topo da lista de prazeres da jornalista, este &eacute; comer: &ldquo;Quer me deixar feliz? Faz uma comida&rdquo;, ensina ela, que prefere salgados aos doces, completando em seguida, ao perceber o avan&ccedil;ar da hora: &ldquo;Cheguei a salivar, pois estou com fome&rdquo;. Na fam&iacute;lia da jornalista, formada pela Famecos, &eacute; comum a constata&ccedil;&atilde;o de que, se engordasse por tudo que come, deveria estar muito acima do peso, mas a gen&eacute;tica a favorece nesse quesito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com muito bom humor durante toda a conversa, Kelly conta que, de alguma forma, sempre quis ser jornalista, mesmo quando nem sabia o que era uma profiss&atilde;o. Isso porque, aos tr&ecirc;s anos de idade<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> escreveu a hist&oacute;ria da &lsquo;Mimi apaixonada&rsquo;, sua boneca preferida, em umas tr&ecirc;s ou quatro linhas, bem ao estilo &ldquo;era uma vez&rdquo;. &ldquo;Meus pais, claro, amaram e andavam com aquela cartinha para todo lado, mostrando o que a filha tinha feito&rdquo;, lembra. Sabe que &eacute; bem clich&ecirc;, por&eacute;m diz que escolheu o Jornalismo porque sempre gostou de ler e escrever. Simples assim. Ali&aacute;s, no in&iacute;cio da faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o, chegou a cursar paralelamente Letras, na Ufrgs. Contudo, a intensa rotina a fez optar pela institui&ccedil;&atilde;o particular.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Oito anos ap&oacute;s o epis&oacute;dio da &lsquo;Mimi apaixonada&rsquo;, participou de um concurso de Zero Hora, dedicado aos jovens, o &lsquo;Jornalista por um dia&rsquo;. Com um texto did&aacute;tico sobre pol&iacute;tica, foi uma das selecionadas. Deste feito, inclusive, guarda uma foto em que aparece ao lado de<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/rosane-de-oliveira-rosane-e-a-politica-tudo-outra-vez-,198035.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Rosane de Oliveira<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, a quem chama carinhosamente de madrinha no Jornalismo. &ldquo;Achei a imagem esses dias e mandei para ela. Rimos e nos emocionamos, pois somos ligadas at&eacute; hoje umbilicalmente&rdquo;, elogia.<\/span><\/p>\n<p><strong>Subindo cada degrau<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ser, atualmente, uma das vozes mais conhecidas dos ouvintes da r&aacute;dio<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/por-dentro\/radio-gaucha-onde-pulsa-o-localismo,317357.jhtml\"> <strong>Ga&uacute;cha<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, muitos degraus foram subidos. &ldquo;N&atilde;o foi mete&oacute;rico&rdquo;, ela garante. A primeira experi&ecirc;ncia foi na Band News, quando esta ainda era um projeto bem inicial, em produ&ccedil;&atilde;o. Trabalhou com gente muito boa, que s&atilde;o seus amigos at&eacute; hoje. Mas logo que surgiu uma oportunidade para est&aacute;gio na RBS, inscreveu-se. Lembra, inclusive, que era a vaga &lsquo;patinho feio&rsquo;, pois era para o turno da noite. Entrou fazendo produ&ccedil;&atilde;o e, em tese, ficaria escondida, por&eacute;m aquela que n&atilde;o consegue ficar parada percebeu que tinha espa&ccedil;o para deixar gravados materiais para o programa do<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/um-timido-que-ousa,184806.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Ant&ocirc;nio Macedo<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, da manh&atilde; seguinte. Deixava um boletim pronto? Claro que n&atilde;o. Gravava cinco, seis.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando surgiu a vaga para efetiva, escutou de<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/andre-machado-sem-medo-de-desafios,177763.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Andr&eacute; Machado<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que era a melhor estagi&aacute;ria que tinham no momento. &ldquo;Eu me senti gigante com o elogio&rdquo;, recorda. Nem nos melhores sonhos de adolesc&ecirc;ncia pensava em trabalhar com r&aacute;dio, o neg&oacute;cio era escrever para jornal impresso. E olha que interessante: chegou a fazer teste para trabalhar em Zero Hora e n&atilde;o passou. E l&aacute; s&atilde;o v&atilde;o 16 anos de RBS. N&atilde;o sabe dizer quando foi a grande virada de chave na carreira, pois tiveram muitas. E isso a deixa muito segura de estar onde est&aacute;. &ldquo;N&atilde;o sa&iacute; de baixo e voei para cima. Subi cada degrau, comendo grama e engolindo poeira. A cada etapa, fui aprendendo tudo que podia.&rdquo;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A reflex&atilde;o n&atilde;o vem sem antes enaltecer o fato de, na &eacute;poca, ter apenas 18 anos e trabalhar com pol&iacute;tica &ldquo;ao lado de ningu&eacute;m menos do que<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/a-historia-de-ana,199798.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Ana Am&eacute;lia Lemos<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, Andr&eacute; Machado e Rosane de Oliveira&rdquo; &ndash; em refer&ecirc;ncia &agrave; fun&ccedil;&atilde;o de produtora do programa Atualidades. Isso porque a exig&ecirc;ncia era alt&iacute;ssima, e acontecia em uma &eacute;poca que n&atilde;o exis<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">tia WhatsApp. E<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">nt&atilde;o, n&atilde;o era t&atilde;o f&aacute;cil conseguir alguns contatos. Lembra que foi uma das primeiras rep&oacute;rteres a falar com um ministro pelo Twitter. Era uma loucura, mas ela adorava. Quando foi contratada, garantiu aos l&iacute;deres que seria a melhor produtora que eles teriam e se entregou novamente. N&atilde;o havia telefone que ela n&atilde;o tivesse, da fonte, da esposa, da amante, de quem fosse. &ldquo;Foi quando pratiquei ao m&aacute;ximo o famoso network&rdquo;, explica.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><strong>A Disneyl&acirc;ndia da Pol&iacute;tica<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando recebeu a oportunidade de ir a Bras&iacute;lia participar de uma entrevista exclusiva com Dilma Rousseff, at&eacute; ent&atilde;o candidata &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, parecia que tinha chegado na Disney, e disse para si mesma: &ldquo;Quero trabalhar aqui&rdquo;. Surgiu uma vaga para ser rep&oacute;rter de jornal e este &eacute; considerado o seu hiato no r&aacute;dio. Virou rep&oacute;rter da coluna de<\/span><a href=\"https:\/\/www.coletiva.net\/perfil\/carolina-bahia-folego-e-dedicacao,146979.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Carolina Bahia<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, e garante: foi incr&iacute;vel. A intensidade que a capital federal exige foi proporcional &agrave; principal caracter&iacute;stica da jornalista.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Circulava e conversava muito com colegas de outros ve&iacute;culos, que eram ningu&eacute;m menos do que Andr&eacute;ia Sadi, Matheus Leit&atilde;o, Natuza Nery, entre outros, pessoas a quem caracteriza como &ldquo;gente maravilhosa, que tamb&eacute;m comeu muita grama&rdquo;. Andr&eacute;ia foi para Folha de S. Paulo e logo carregou a amiga junto. S&oacute; que uns quatro ou cinco meses depois, a RBS chamou de volta, mas dessa vez na r&aacute;dio. Essa &eacute; uma fase da trajet&oacute;ria que diz que era como se a tivessem levado para o castelo da Cinderela, de t&atilde;o fascinada que ficava.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era cansativo, sim, afinal, tinha que estar em muitos lugares, pois Kelly era a &uacute;nica correspondente para cobrir tudo. Acompanhou pautas como julgamento do Mensal&atilde;o, protestos de 2013, invas&otilde;es ao Congresso Nacional. &ldquo;Bras&iacute;lia foi um grande salto. Tem a Kelly antes e depois de l&aacute;&rdquo;, sentencia ela, que emagreceu cerca de 10 kg nesta &eacute;poca, uma vez que tinha que caminhar por toda a Esplanada. Foi l&aacute;, inclusive, que parou de usar salto alto, j&aacute; que era imposs&iacute;vel aguentar a loucura e a imensid&atilde;o da Pra&ccedil;a dos Tr&ecirc;s Poderes a p&eacute;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando a av&oacute; materna faleceu, dona L&uacute;cia, sua m&atilde;e, ficou bastante abalada, o que fez a jornalista perceber que queria ficar mais perto da fam&iacute;lia naquele momento. Como muitas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os na vida, <\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/daniel-scola-viver-para-trabalhar,164705.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Daniel Scola<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> estava montando a equipe dele e esta foi mais uma oportunidade que Kelly n&atilde;o deixou passar. Engana-se quem pensa que ela voltou para ancorar o &lsquo;Timeline&rsquo;. O retorno aconteceu para reportagens comuns, os famosos buracos de rua, falta d&rsquo;&aacute;gua, etc.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Somente no final de<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">2014, quando a empresa formatou o programa que substituiria o &lsquo;Pol&ecirc;mica&rsquo;, de<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/lauro-quadros-autodidata-do-radiojornalismo,186630.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Lauro Quadros<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, foi que surgiu o convite para mais uma virada de chave. Kelly, com perfil bem formal, uniu-se a<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/do-wagener-ao-coimbra-as-paixoes-de-david,197174.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>David Coimbra<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que era colunista de Zero Hora, e<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/perfil\/luciano-potter-uma-vida-de-entretenimento,327559.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Luciano Potter<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, com hist&oacute;ria no Entretenimento. &ldquo;O Timeline foi um sucesso estrondoso. Mudamos a nossa rela&ccedil;&atilde;o, encontramos um caminho unindo os tr&ecirc;s perfis e, hoje, nos entendemos s&oacute; no olhar&rdquo;, resume.<\/span><\/p>\n<p><strong>Outros marcos<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nem s&oacute; de idas e vindas se faz a carreira de Kelly Matos. Outros momentos foram hist&oacute;ricos para ela, como a famosa lista do Janout, na Lava Jato, not&iacute;cia que cobriu como &uacute;nica rep&oacute;rter ga&uacute;cha. N&atilde;o bastasse toda presen&ccedil;a da pol&iacute;tica na trajet&oacute;ria, sempre foi alucinada por futebol, especialmente no que se refere ao Internacional, o time do cora&ccedil;&atilde;o. Quando<\/span><a href=\"https:\/\/www.coletiva.net\/perfil\/um-gigante-no-radio,136959.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Luciano P&eacute;rico<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> &ldquo;se aposentou da torcida&rdquo;, a Ga&uacute;cha resolveu fazer uma experi&ecirc;ncia, e ela, claro, topou. A loucura ficou por conta de n&atilde;o ter abandonado os compromissos anteriores e logo veio a brincadeira de que a jornalista morava na RBS. &ldquo;As pessoas me perguntam por que eu aceitei. Simples, eu amo uma bronca&rdquo;, diz, aos risos. Ou melhor, &agrave;s gargalhadas, como lhe &eacute; peculiar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No meio do caminho, tamb&eacute;m criou o &lsquo;Saia de Reda&ccedil;&atilde;o&rsquo;, um conte&uacute;do de v&iacute;deo, voltado ao futebol e comandado apenas por mulheres. Recentemente, lan&ccedil;ou um podcast di&aacute;rio, o &lsquo;Descomplica, Kelly&rsquo;. Essa imensid&atilde;o de demandas acontece por achar que sempre pode fazer mais. Ela sabe como ningu&eacute;m o quanto isso lhe custa em sa&uacute;de mental; entretanto, investe em acompanhamento psicoter&aacute;pico e medita&ccedil;&atilde;o guiada: &ldquo;Hoje, tenho um pouco de consci&ecirc;ncia disso, mas s&oacute; um pouco&rdquo;, brinca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Kelly ainda foi a primeira mulher a participar do &lsquo;Sala de Reda&ccedil;&atilde;o&rsquo;, principal atra&ccedil;&atilde;o esportiva da r&aacute;dio. Quando a empresa quis repaginar as tardes, l&aacute; estava a jornalista, participando da cria&ccedil;&atilde;o do Ga&uacute;cha Mais. &ldquo;E, gra&ccedil;as a Deus, as coisas foram dando certo&rdquo;, assegura, aliviada. Deveria parar um pouco? Sim. Consegue? N&atilde;o. Hoje, apresenta dois programas di&aacute;rios, que somam tr&ecirc;s horas por dia, sendo que, para cada uma delas, dedica pelo menos mais uma hora de prepara&ccedil;&atilde;o. Gosta de ler, pesquisar, entender os assuntos do dia e brinca que &eacute; o terror da produ&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Podia chegar e apresentar, cumprir o que foi preparado? Podia. Mas n&atilde;o fa&ccedil;o.&rdquo;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda escreve uma coluna em GZH, que n&atilde;o exige periodicidade, mas entende que &eacute; preciso publicar sempre que tem informa&ccedil;&atilde;o relevante. Al&eacute;m disso, mant&eacute;m diversos canais de intera&ccedil;&atilde;o &ndash; Twitter, p&aacute;ginas pessoal e profissional no Facebook, Instagram, Linkedin, Telegram e Spotify. Em todas elas, produz conte&uacute;do espec&iacute;fico e, como n&atilde;o poderia ser diferente, faz tudo sozinha. &ldquo;S&atilde;o as plataformas que uso para divulgar tudo que fa&ccedil;o. N&atilde;o sou influenciadora, sou jornalista da RBS&rdquo;, deixa claro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;<\/span><strong>Sempre juntos. Sempre mesmo<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A intensidade de Kelly n&atilde;o se restringe &agrave; entrega profissional. A vida pessoal segue exatamente o mesmo ritmo. Ela &eacute; aquela que fala sem parar, ri alto e atravessa os outros. E se tem algo que lhe faz parar de trabalhar, esse algo tem nome, ou melhor, sobrenome: fam&iacute;lia Matos. E esta n&atilde;o se restringe &agrave; dona L&uacute;cia, assistente social; seu Erli, comerciante; e o irm&atilde;o Maycon, administrador, por&eacute;m se estende aos tios e primos. &ldquo;&Eacute; bizarro, mas fazemos absolutamente tudo juntos. Se tem algu&eacute;m doente, vai ter, provavelmente, uns 15 carros no estacionamento do hospital. A gente n&atilde;o sabe ser pouco&rdquo;, conta. Os Matos mant&ecirc;m no bairro Bel&eacute;m Novo uma casa que era do av&ocirc;, e foi reformada com a constru&ccedil;&atilde;o de mais um andar para que todos pudessem ficar juntos.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al&eacute;m disso, s&atilde;o ligados ao tradicionalismo ga&uacute;cho e, na Semana Farroupilha, montam piquete no Parque Harmonia. &Eacute; tanta aglomera&ccedil;&atilde;o (tudo antes da pandemia, como ela faz quest&atilde;o de frisar), que seu &uacute;ltimo anivers&aacute;rio antes da crise sanit&aacute;ria era para ser &ldquo;apenas um bolinho&rdquo;, mas resultou em 120 convidados, dois sal&otilde;es alugados para acomodar todos e umas oito horas de carne assando. &ldquo;A gente n&atilde;o sabe brincar, definitivamente&rdquo;, admite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naturais de Balne&aacute;rio Gaivota, um distrito de Sombrio, em Santa Catarina, a beira da praia &eacute; outro habitat natural, mas nada de guarda-sol, pois n&atilde;o abrigaria todo mundo. Eles v&atilde;o com um guarda-sol imenso e carrinho de churrasco personalizado por um dos tios engenheiro. &ldquo;Sabe a casa do Tuf&atilde;o, na novela Avenida Brasil? &Eacute; o retrato da minha fam&iacute;lia&rdquo;, compara. E toda essa intensidade vem da heran&ccedil;a materna, pois seu Erli n&atilde;o gosta da fun&ccedil;&atilde;o, &eacute; t&iacute;mido e a filha at&eacute; brinca que ele tem fobia social. Ou seja, quando come&ccedil;a a bagun&ccedil;a, o pai fica cinco minutos e sai correndo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><strong>Amor na hora certa<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Casada com o jornalista e colega<\/span><a href=\"https:\/\/coletiva.net\/comunicacao\/cinco-perguntas-para-eduardo-gabardo,141646.jhtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <strong>Eduardo Gabardo<\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, eles se conheceram assim que entrou na empresa e, desde ent&atilde;o, ele diz que desejava namor&aacute;-la. &ldquo;Acho que nunca contei isso, mas sempre que ele viajava, me trazia alguma lembran&ccedil;a. Tenho esses presentes at&eacute; hoje&rdquo;, revela, contando ainda que chegaram a &ldquo;ensaiar um namorico&rdquo; h&aacute; alguns anos, no entanto, n&atilde;o vingou. Definitivamente, n&atilde;o foi amor &agrave; primeira vista, mas chegou na hora certa. Saiu de um relacionamento e estava decidida a ficar solteira, por&eacute;m no m&ecirc;s seguinte ao t&eacute;rmino, veio a formatura de uma colega de ambos. Pronto. Foi quando Gabardo sentenciou ao p&eacute; do ouvido da amada: &ldquo;A partir de hoje, tu &eacute;s minha namorada&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele estava certo. Desde ent&atilde;o, vieram viagens, cachorros, uma casa em comum e um casamento pra l&aacute; de inusitado. &ldquo;Tivemos o momento de nos conhecer, depois de nos dar uma olhadinha e, finalmente, o momento em que come&ccedil;amos a nos amar&rdquo;, resume. Para Kelly, o marido trouxe equil&iacute;brio, organiza&ccedil;&atilde;o e serenidade, itens que faltavam na correria da sua vida. Apesar de se dizer careta e rom&acirc;ntica, admite que n&atilde;o gosta da hist&oacute;ria de duas metades da laranja: &ldquo;Somos duas laranjas inteiras, com Aperol e um pouco de T&ocirc;nica&rdquo;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por terem muitos amigos em comum &ndash; e a fam&iacute;lia Matos com aquela caracter&iacute;stica de n&atilde;o ser nada b&aacute;sica &ndash;, haviam decidido casar-se em Nova Iorque, apenas os dois. Viagem programada, provid&ecirc;ncias tomadas e&#8230;? Pandemia. Planos estragados e tudo adiado sem data. Um dia, em casa, conversando com um grande amigo, o Padre Ceron, que comanda um abrigo para crian&ccedil;as no bairro Restinga, questionou-o: &ldquo;O que est&aacute;s fazendo? Podemos ir na capela e casar agora?&rdquo;, ainda que surpreso, o sacerdote concordou. Gabardo, por sua vez, n&atilde;o levou a proposta muito a s&eacute;rio, mas tamb&eacute;m topou. Antes de chegar ao destino, foram a uma cafeteria, onde, na sa&iacute;da, Kelly avistou um bonito arranjo de flores e pediu emprestado para usar de buqu&ecirc;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caminho, ligou para David Coimbra convidando-o para ser o padrinho, avisou m&atilde;e e sogra, e todos participaram virtualmente. E foi assim que o noivo entrou na igreja, de bermuda e camiseta, de m&atilde;os dadas com duas crian&ccedil;as, uma vestida de tricolor e a outra, de colorado. Segundo a noiva, David fez seu papel com um discurso lindo, e os rec&eacute;m-casados sa&iacute;ram da igreja ao som de &lsquo;Parab&eacute;ns a voc&ecirc;&rsquo;, cantado pelos pequenos da casa-lar. &ldquo;Dos planos de Nova Iorque para um abrigo na Restinga. Essa sou eu&rdquo;, diverte-se.<\/span><\/p>\n<p><strong>Parar: dif&iacute;cil, por&eacute;m necess&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Momentos de folga s&atilde;o rar&iacute;ssimos, mas n&atilde;o por conta da escala profissional. Ocorre que ela n&atilde;o consegue parar, ainda que saiba da import&acirc;ncia do &oacute;cio. Gosta de ver s&eacute;ries, e elas precisam ser leves, que a fa&ccedil;am rir, bem ao estilo besteirol, afinal, o trabalho &eacute; suficientemente pesado. A curiosidade fica por conta de n&atilde;o se permitir ler nada antes, nem sinopse, o grande barato &eacute; ser surpreendida. Isso s&oacute; n&atilde;o vale para novelas, pois, nesse quesito, l&ecirc; todos os sites de fofocas para saber quem vai ficar com quem. &Eacute; f&atilde; de Lady Night, programa do Multishow comandado por Tat&aacute; Werneck, e acha que todo mundo deveria assistir ao filme &lsquo;Relatos Selvagens&rsquo;, de Dami&aacute;n Szifron.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confessa que &eacute; viciada em celular e sabe que passa tempo demais com o aparelho. A prop&oacute;sito, quando fala disso, conta que, antes da entrevista, conferiu seu WhatsApp e nele havia nada menos do que 578 mensagens n&atilde;o lidas. &ldquo;O melhor dia para mim foi quando caiu o aplicativo para todo mundo&rdquo;, diz, rindo de si mesma. Considerado um grande passo, decidiu retirar do celular as notifica&ccedil;&otilde;es de mensagens, pois, se ver algo na tela do aparelho, n&atilde;o consegue ignorar. Durante v&aacute;rios momentos, Kelly frisa a import&acirc;ncia de n&atilde;o glamourizar tudo isso e saber que se pagam pre&ccedil;os bem altos pela postura. &ldquo;Sa&uacute;de mental &eacute; essencial e todos precisam cuidar disso&rdquo;, ensina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente, a jornalista se viu inundada de carinho ap&oacute;s abrir o cora&ccedil;&atilde;o em uma coluna assinada em Zero Hora, quando substituiu o amigo David. &Eacute; que ela relatou duas perdas gestacionais, e o que era para ser uma mensagem a outras mulheres que passaram pelo mesmo, virou um mar de relatos e abra&ccedil;os virtuais. &ldquo;Sempre quis ser m&atilde;e, mas nunca defini uma data. Essas perdas me mostraram uma dor que jamais imaginei sentir. Quando decidi escrever sobre isso, queria gritar para todas que isso &eacute; normal, que &eacute; o pior dia da vida, mas que passa.&rdquo; A maternidade segue desejada, por&eacute;m ao seu tempo. Al&eacute;m disso, aprendeu a responder sobre seus sonhos na esfera pessoal, pois a profiss&atilde;o &eacute; o que faz, n&atilde;o o que ela &eacute;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E &eacute; exatamente nessa hora que faz uma pausa para responder: &ldquo;Mas, afinal, quem &eacute; Kelly Matos?&rdquo;. Breve sil&ecirc;ncio, alguns respiros e a conclus&atilde;o de que a pergunta &eacute; muito dif&iacute;cil. Como em tudo na vida, ela n&atilde;o foge da resposta, se diz muito amorosa, mas admite que perde a paci&ecirc;ncia facilmente. De alguma forma, ela sempre quer consertar algo, ajudar algu&eacute;m, salvar o mundo. &ldquo;A Kelly nunca &eacute; 100, &eacute; sempre 120, 150, 180, 200. Eu sou a pr&oacute;pria m&uacute;sica &lsquo;Exagerado&rsquo;, do Cazuza&rsquo;!&rdquo;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Cazuza deixou a banda Bar&atilde;o Vermelho, em 1985, seu primeiro single, &lsquo;Exagerado&rsquo;, registrava: &ldquo;&#8230; at&eacute; nas coisas mais banais, pra mim &eacute; tudo ou nunca mais&rdquo;. Kelly Matos n&atilde;o era nascida, mas a m&uacute;sica poderia ter sido feita para ela. 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