{"id":8883,"date":"2002-05-03T00:00:00","date_gmt":"2002-05-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/sem-categoria\/quem-e-afinal-esse-tal-big-brother\/"},"modified":"2026-01-16T16:53:41","modified_gmt":"2026-01-16T19:53:41","slug":"quem-e-afinal-esse-tal-big-brother","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ondawebhost3.com.br\/coletiva\/artigos\/quem-e-afinal-esse-tal-big-brother\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9, afinal, esse tal Big Brother?"},"content":{"rendered":"<p>Por Tha\u00eds Saraiva<br \/>A maior parte dos brasileiros acredita que &#8220;Big Brother&#8221; seja apenas um programa de televis\u00e3o inventado na Holanda, no qual c\u00e2meras ocultas transmitem a intimidade e as baixarias dos participantes 24 horas por dia. Afinal, o que \u00e9 esse fen\u00f4meno que mobiliza milh\u00f5es de telespectadores nos pa\u00edses por onde passa? Sabemos que ele arruma empregos para especialistas em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, inspira artigos de sorumb\u00e1ticos cientistas pol\u00edticos e provoca a ira dos defensores da democracia, dos direitos fundamentais e da privacidade dos cidad\u00e3os. Mas o que \u00e9 (ou melhor, quem \u00e9?) o Grande Irm\u00e3o? Quem o inventou? Qual seu objetivo, afinal? Melhor voltarmos no tempo para entender essa hist\u00f3ria. <br \/>O ano era 1945, e ainda n\u00e3o haviam cicatrizado no Ocidente as feridas abertas pelos regimes totalit\u00e1rios de Adolf Hitler, na Alemanha nazista, e de Joseph St\u00e1lin, na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica comunista. Foi nesse contexto que o jornalista ingl\u00eas Eric Blair, que assinava com o pseud\u00f4nimo George Orwell, publicou uma das obras mais vendidas de todos os tempos: Animal farm, uma alegoria infantil que denunciava a suposta predisposi\u00e7\u00e3o da humanidade para a viol\u00eancia e como uma camarilha pol\u00edtica poderia tomar de assalto o poder em nome do povo. No Brasil, o livro recebeu o t\u00edtulo de A revolu\u00e7\u00e3o dos bichos e, na d\u00e9cada de 1970, inspirou o musical Os saltimbancos, de Chico Buarque, j\u00e1 assistida pela terceira gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. Qualquer brasileiro que tenha menos de 40 anos decerto j\u00e1 cantarolou na escola as m\u00fasicas dessa pe\u00e7a. <br \/>Relembrar tais fatos tem por objetivo afirmar, simplesmente, que cada um de voc\u00eas j\u00e1 teve algum tipo de contato com George Orwell e que o verdadeiro pai do Big Brother n\u00e3o \u00e9 um holand\u00eas especialista em exibicionismo na TV; mas sim um jornalista ingl\u00eas, Orwell, cuja maior preocupa\u00e7\u00e3o era denunciar o controle do Estado sobre o cidad\u00e3o. Fez isso em A revolu\u00e7\u00e3o dos bichos, uma alegoria pol\u00edtico-infantil, onde temos as palavras &#8220;granja&#8221; relacionada \u00e0 sociedade e &#8220;porcos&#8221; relacionada aos j\u00e1 conhecidos &#8220;ditadores&#8221;. Repetiu a dose, com muito mais precis\u00e3o e repercuss\u00e3o, em seu livro seguinte: 1984, uma alegoria pol\u00edtico-cient\u00edfica, onde surgiu o personagem Big Brother. Tratava-se de sua obra-prima; ali\u00e1s, sua \u00faltima obra. Orwell terminou de escrever 1984 em 1948; o livro foi publicado no ano seguinte. Ali\u00e1s, uma curiosidade: o t\u00edtulo original deveria ser O \u00faltimo homem livre da Europa&#8221;, mas na \u00faltima hora o autor resolveu inverter os n\u00fameros do ano \u2013 assim, 1948 virou 1984.<br \/><b>O livro do mal<\/b><br \/>Nessa obra, George Orwell apresenta uma teoria sobre como um grupo bem-organizado pode tomar o poder e controlar o Estado sem jamais ser importunado seriamente. O segredo seria montar um esquema que teria na tirania e no autoritarismo a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia. Ou seja, os governantes deveriam exercer o terror, a tortura, a vigil\u00e2ncia \u2013 a maldade \u2013 como pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para a perpetua\u00e7\u00e3o no poder. O mal pelo mal, como o Darth Vader de Star War; o poder pelo poder, como em Hitler e St\u00e1lin. <br \/>A sociedade era estruturada na mais completa desagrega\u00e7\u00e3o social (sem imprensa livre, sindicatos ou associa\u00e7\u00f5es; at\u00e9 mesmo sem fam\u00edlias coesas), mas se mantinha coesa pela tirania, a coa\u00e7\u00e3o e a vigil\u00e2ncia. O Estado encontra um modo de conduzir as a\u00e7\u00f5es de todos os cidad\u00e3os; h\u00e1 regras e imposi\u00e7\u00f5es at\u00e9 para os pensamentos: o que se pode e o que n\u00e3o se pode pensar. Toda a exist\u00eancia f\u00edsica e mental se curvava a esse regime de poder supremo.<br \/><b>O Big Brother<\/b><br \/>O dirigente m\u00e1ximo dessa sociedade era chamado de Grande Irm\u00e3o (Big Brother, no original em ingl\u00eas). \u00c9 o grande tirano, aquele que todos tinham a obriga\u00e7\u00e3o de idolatrar, respeitar e obedecer cegamente, como se fosse um pai todo-poderoso, um deus. Ele n\u00e3o tem nome e jamais foi visto em p\u00fablico \u2013 era somente um retrato de um homem com enormes bigodes, inspirado na figura de St\u00e1lin. Ressalte-se que todos os regimes totalit\u00e1rios promoveram o culto \u00e0 personalidade do l\u00edder m\u00e1ximo: o populismo. Ali\u00e1s, nas tiranias boa parte do controle \u00e9 exercido pelo culto \u00e0 figura do ditador, como ocorreu na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, na Alemanha, na It\u00e1lia de Mussolini ou mesmo no Brasil de Get\u00falio Vargas. <br \/>O Big Brother de Orwell foi mais al\u00e9m. O governo instalou c\u00e2meras em todas as resid\u00eancias para vigiar os cidad\u00e3os, como no programa de TV Big Brother. O escritor batizou essas c\u00e2meras de teletelas. Na \u00e9poca, 1948, a televis\u00e3o comercial nem sequer havia entrado em opera\u00e7\u00e3o, e as teletelas n\u00e3o passavam de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Atrav\u00e9s delas, o Big Brother poderia tudo ver sem ser visto. Poderia tamb\u00e9m estar presente em todos os lugares, levando sua imagem e sua mensagem. Ou seja, tinha os tr\u00eas poderes divinos: onivid\u00eancia, onipresen\u00e7a e onipot\u00eancia. Todos em prol da domina\u00e7\u00e3o. <br \/>Para que o Big Brother de Orwell conquistasse a onipot\u00eancia, o terceiro atributo divino, o \u00f3dio pelo pr\u00f3ximo (ou por outras formas de organiza\u00e7\u00e3o social) era incitado pelo governo, fomentado e finalmente criado dentro do pr\u00f3prio sistema para dar continuidade e finalidade \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o. Em 1984, os cidad\u00e3os s\u00e3o obrigados a parar diariamente, na mesma hora, a fim de exercitar os &#8220;Cinco Minutos de \u00d3dio&#8221;. Parece inveross\u00edmil. Obra de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? N\u00e3o, esses fatos aconteceram e acontecem. Naquela \u00e9poca, por exemplo, a ci\u00eancia tentava dar veracidade \u00e0s loucuras propostas por tiranos, como a superioridade da ra\u00e7a ariana defendida por Hitler; ou a inferioridade dos negros e das mulheres perante o homem branco. O assunto \u00e9 atual, afinal, ainda hoje palestinos e judeus s\u00e3o criados no mesmo princ\u00edpio do \u00f3dio.<br \/>Outro ponto importante a ressaltar \u00e9 a aliena\u00e7\u00e3o, base da domina\u00e7\u00e3o na obra de Orwell. O homem que vivia sob o comando do Big Brother n\u00e3o podia explorar sua mente ou o prazer que o corpo proporciona. A realidade conhecida era a que o Big Brother queria mostrar. Ele tamb\u00e9m fez algumas concess\u00f5es ilus\u00f3rias, baseadas na liberdade vigiada, para aqueles que seguissem com disciplina a ideologia imposta pelo governante. Poucos percebem que essa realidade \u00e9 constru\u00edda artificialmente e que fora dela existem in\u00fameras possibilidades de viver. As pessoas enxergavam o mundo do Big Brother pensando enxergar a verdade absoluta, n\u00e3o sabiam que eram cegas; e, se percebiam pagavam caro por isso.<br \/><b>Quest\u00e3o da privacidade<\/b><br \/>O livro 1984 vendeu 10 milh\u00f5es de exemplares em todo o mundo, 300 mil no Brasil, e se inscreveu como uma das obras mais importantes de todos os tempos. Durante os 44 anos que durou a Guerra Fria, Orwell e seu Big Brother eram estudados pela Ci\u00eancia Pol\u00edtica por conta da quest\u00e3o do totalitarismo. A partir da d\u00e9cada de 1990, com o surgimento da internet e a expans\u00e3o das novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, a alegoria do Big Brother passou a ser utilizada tamb\u00e9m para ilustrar uma nova quest\u00e3o em pauta: a privacidade. Come\u00e7aram a surgir alertas dos especialistas em tecnologia sobre os perigos do monitoramento dos cidad\u00e3os proporcionados pelas novas tecnologias e pela internet em especial. Centenas de artigos passaram a acusar Bill Gates, dono da Microsoft, de tentar ser a encarna\u00e7\u00e3o do Big Brother fora da fic\u00e7\u00e3o.<br \/>Na virada do mil\u00eanio, produtores de TV holandeses criaram um formato de programa baseado nos reality shows, cuja caracter\u00edstica principal \u00e9 o monitoramento de pessoas confinadas numa casa 24 horas por dia, com posterior exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica de suas intimidades. Batizado de Big Brother, esse programa j\u00e1 teve vers\u00f5es exibidas em dezenas de pa\u00edses, da Austr\u00e1lia \u00e0 Turquia. No Brasil, a primeira vers\u00e3o foi exibida entre mar\u00e7o e abril de 2002, tornando-se repentinamente o assunto mais comentado do pa\u00eds.<br \/>Curioso o capitalismo. Um dos maiores escritores de todos os tempos leva a vida inteira para elaborar uma obra-prima que levanta quest\u00f5es essenciais para os direitos humanos, como a liberdade e a privacidade, e de repente algu\u00e9m d\u00e1 um jeitinho de transformar seu alerta pol\u00edtico em produto de venda lucrativo. A pol\u00edtica de coopta\u00e7\u00e3o atual \u00e9 muito mais intensa que a aplicada pelo Imp\u00e9rio Romano.<br \/><b>Ditador capitalista<\/b><br \/>Est\u00e1 ai um dos \u00fanicos equ\u00edvocos de Orwell: achar que o totalitarismo ganharia a guerra. O neoliberalismo, hoje, domina o mundo com totalidade quase absoluta. Como o Big Brother original, o capitalismo joga com uma realidade cheia de liberdades ilus\u00f3rias e continua usando da ci\u00eancia para validar seus atos de tirania e domina\u00e7\u00e3o. Em vez do controle total, inclusive do pensamento, basta controlar os principais meios de comunica\u00e7\u00e3o. Ao criar novos h\u00e1bitos de consumo, leva-se os cidad\u00e3os a comprar e a instalar espontaneamente todo o aparato tecnol\u00f3gico de vigil\u00e2ncia utilizada pelo Big Brother, sem necessidade de repress\u00e3o. <br \/>As teletelas imaginadas por Orwell tornaram-se realidade com outro nome e formato. S\u00e3o os microcomputadores pessoais conectados \u00e0 internet, com uma parafern\u00e1lia de softwares de vigil\u00e2ncia e quebra de privacidade que receberam a denomina\u00e7\u00e3o elegante de CRM. No contexto atual a domina\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com o consentimento dos consumidores &#8220;bem-informados&#8221;. Por escolha, conforto, comodidade e rapidez, o Grande Irm\u00e3o traz a modernidade para dentro de casa. Nosso sistema capitalista funciona como um ditador invis\u00edvel, que controla a vida de todos com a &#8220;liberdade vigiada&#8221;, em que as pessoas s\u00e3o induzidas a crer que s\u00e3o livres e que podem fazer suas pr\u00f3prias escolhas. <br \/>O pensador franc\u00eas Michael Foucault, autor de cl\u00e1ssicos como Vigiar e punir e Microf\u00edsica do poder, fez observa\u00e7\u00f5es pertinentes ao nosso tema. Em suas teorias a respeito da p\u00f3s-modernidade, o pleno poder s\u00f3 pode ser exercido com as concess\u00f5es, da falsa liberdade. Esse controle pode ser feito pela banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia que confina as pessoas dentro do medo, pela est\u00e9tica que padroniza o belo, o &#8220;normal&#8221;; e por v\u00e1rias outras formas e teias que se articulam para aprisionar o homem dentro de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Escreve Foucault: &#8220;Fabricam-se indiv\u00edduos submissos, e se constitui sobre eles um sabor em que se pode confiar.&#8221;<br \/><i>* Estudante de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia. Colaboraram com id\u00e9ias e trechos os estudantes Carlos Alberto Teodoro e Rosana Assis. Este artigo foi publicado no site Observat\u00f3rio da Imprensa<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tha\u00eds Saraiva A maior parte dos brasileiros acredita que &#8220;Big Brother&#8221; seja apenas um programa de televis\u00e3o inventado na Holanda, no qual c\u00e2meras &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-8883","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quem \u00e9, afinal, esse tal Big Brother? - Coletiva<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Quem \u00e9, afinal, esse tal Big Brother? 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