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Sou grato aos alunos e ao Jornalismo, comove-se Leonam

A simplicidade transcende ao olhar de quem conversa com o Marques Leonam. Jornalista, natural de Alegrete, com mais de 40 anos de profissão, viveu 31 formando profissionais, por meio do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Hoje, 15 de outubro, data em que se celebra o Dia do Professor, o Coletiva.net conversou com esta figura que ficou marcada na história do portal, por ter tido o perfil  de professor mais lido do veículo.  

Há 11 anos aposentado, hoje, aos 79 anos, o professor mora com a esposa Marilda, no bairro Bela Vista. Colecionador de livros, ele ainda não perdeu a essência do bom Jornalismo. 

Ao ser convidado para participar, Leonam – como carinhosamente é conhecido por ex-alunos e colegas de profissão-,  pediu para que a entrevista fosse em vídeo chamada: “Eu ainda sou repórter, prefiro o contato olho no olho”, manifestou, ao dizer que essa sempre foi a fórmula para o sucesso de seus alunos. 

Leonam contou que o que se emociona por ser o perfilado mais lido de docentes no Coletiva.net. “Isso aí para mim é um orgulho, pois o Jornalismo nem era a minha primeira opção de curso”, revelou. 

Trajetória

Antes de entrar na faculdade, Leonam estudava Medicina. No entanto, deu-se conta de que não queria seguir. Foi quando decidiu colocar em um papel diversas  profissões para saber de qual tinha mais afinidade. Para a sua surpresa, ficou o Jornalismo, pois gostava de ver os colegas lendo suas redações na escola. “Sempre escrevi muito bem e me lembro que as pessoas adoravam ler os meus textos.”

Leonam prestou vestibular para a própria PUCRS. Na primeira oportunidade de estágio, o desafio era realizar uma matéria para saber como andavam as vendas do comércio. 

O que Leonam não esperava era conseguir uma sonora do presidente do Clube de Lojistas de Porto Alegre, que passou diversas novidades, o que garantiu a primeira vaga de emprego em um jornal, que seria o Folha da Tarde, no qual passou 11 anos. 

“Lá eu fui muito feliz, pois realizava diversas reportagens, estava sempre por dentro dos fatos e adorava levar informação de qualidade para as pessoas”, exaltou. Após um longo período, preferiu sair. “Havia ainda diversas divergências editoriais, pois queria fazer reportagens especiais, em vilas, com pessoas, fontes e não entrevistando o governador, por exemplo”, explicou ao relatar sua saída do jornal. 

Foi quando o curso de Jornalismo da PUCRS ficou sabendo que estava de saída do jornal e decidiu o chamar para uma conversa. “Sérgio Capparelli, na época era coordenador do curso, na década de 1980. 

Primeiramente, era para atuar como uma espécie de monitor, para sanar as dúvidas dos alunos a respeito das construções de reportagem”, disse. “Foi um momento incrível, pois me dava super bem com os alunos e com os professores, amigos e conhecidos. E ali fiquei por 32 anos”, orgulha-se o professor. 

Dia do Professor 

Perguntado sobre o que esta data representa, Leonam conta que: “não é o professor e sim ser professor”, destacou, lembrando da maneira que lidava com os alunos. Ele contou ainda que muito do carinho que ele acredita que adquiriu pelos alunos, deu-se pelo seu jeito.

 “Eu sempre me coloquei no lugar deles, nunca fui algo maior e sim, um amigo que os aconselhasse. Eu sou simples. Qualquer pessoa pode vir falar comigo e assim sempre levei a minha vida.” 

O professor disse ainda que lecionar foi um momento único em sua vida, pois pode ter a oportunidade de formar profissionais que achavam que não conseguiriam. “São pessoas que chegam meio desanimadas e a oportunidade de transformar isso é um sentimento único”, finalizou. 

Leia o perfil publicado em 2007: 

Marques Leonam: Mestre que ilumina

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