Não podemos esquecer que estamos todos lutando contra o mesmo inimigo, a Covid-19.
Não podemos esquecer que todos temos medos, decepções e indignações. Mas também temos sonhos, esperança e fé.
Não podemos esquecer que todos queremos a normalidade da vida em sociedade, com coletividade e aglomeração.
Não podemos esquecer que todos queremos ter de volta a vida que tínhamos. Desejamos poder voltar a trabalhar, estudar ou passear sem ter medo de ser contaminado ou de contaminar. Ter o direito de comemorar a vida, com aquelas festas ou encontros que fazem a história de cada família.
Não podemos esquecer que todos desejam abraçar e beijar as pessoas que amam, sem preocupação.
Não podemos esquecer que todas as crianças querem voltar a brincar sem aflição, se divertirem como crianças.
Não podemos esquecer que todos os jovens querem ter o direito de namorar, de irem a shows, de fazerem festa sem a cobrança de que estão fazendo algo errado.
Não podemos esquecer que todas as famílias estão sendo impactadas financeiramente. Cada um de nós teve impactos no orçamento ou tem algum parente ou amigo que está passando por dificuldades.
Não podemos esquecer da aflição e da insegurança que passam todos os empresários que estão sofrendo com os efeitos das medidas restritivas, ficando reféns do abre e fecha.
Não podemos esquecer de todos os trabalhadores que perderam o emprego e de todos que tem o risco de perder.
Não podemos esquecer que todas as famílias com estudantes estão sentindo os efeitos das aulas emergenciais remotas e se preocupam com o desenvolvimento cognitivo e emocional de seus filhos. Não sabemos qual será o impacto desse processo no desenvolvimento das próximas gerações.
Não podemos esquecer que todos os profissionais da saúde estão trabalhando para salvar vidas, atendendo dia e noite. Muitos exaustos, esgotados.
Não podemos esquecer que todas as famílias desejam que o vírus não as atinja ou que seja apenas uma gripezinha.
Não podemos esquecer que todos os que perderam a batalha para a Covid não eram apenas um número. Tinham nome, sobrenome, história e família.
Não podemos esquecer que todos querem a cura e quase todos almejam pela vacinação.
Não podemos esquecer que todos devem respeitar o próximo, que cada um é um, mas que o direito de cada um termina quando começa o do outro.
Não podemos esquecer que todos podem brigar menos e amar mais. Que a tolerância e a fraternidade devem prevalecer nesse momento.
Não podemos esquecer que todos precisamos de informações e consciência sobre os protocolos, sobre os cuidados que temos que ter para nos proteger contra esse vírus.
Não podemos esquecer que todos os profissionais são vitais e que os jornalistas não são inimigos só porque apresentam a informação que não gostamos. Não podemos atacar o mensageiro porque não gostamos da mensagem.
Não podemos esquecer que não há nada mais importante do que a vida. Sem a vida, nenhuma regra tem sentido. Sem a vida nem um partido tem sentido. Sem a vida, não há significado para a ideologia.
Não podemos esquecer que somos todos brasileiros e que estamos todos do mesmo lado.