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In forma (28/01/2026)

A NOVA FARSA ELEITORAL

Estamos vivendo mais um ano eleitoral e, como sempre, quem está no Governo usa o dinheiro público para tentar reeleger seu candidato. Se no Rio Grande do Sul o atual governador Eduardo Leite, que não pode se reeleger, não colocou a máquina do governo para apoiar seu possível candidato, o vice Gabriel Souza, no plano federal o governo dedica a maior parte do seu tempo e muito dinheiro para conseguir a reeleição de Lula da Silva.

Há muito os marqueteiros do PT descobriram que um governo pífio como o do Lula, desprezado pela maioria dos eleitores segundo as pesquisas eleitorais, só pode buscar a eleição usando as velhas estratégias do marketing para vender até o que é nocivo para a saúde como o tabaco e o álcool.

O primeiro passo foi mandar para casa por incompetência o Secretário de Comunicação Paulo Pimenta e colocar no seu lugar um profissional que não brinca em serviço, o Sidônio Palmeira.

A combinação era o Sidônio cuidar da comunicação oficial do governo e nesse início de 2026, abandonar o cargo para se dedicar a campanha eleitoral do Lula. A razão era óbvia: passar para o público a idéia de que a máquina pública não seria usada na campanha. Essa semana houve uma mudança: Sidônio fica com as duas missões: comunicar as realizações do governo e comandar a campanha de reeleição de Lula.

Então devemos estar preparados para receber mensagens em todos os meios de comunicação, da imprensa tradicional às redes sociais, sem esquecer os grandes eventos, de que Lula é um santo e todo e qualquer candidato que se valer da imagem do Bolsonaro para disputar a eleição, é um demônio.

O primeiro grande lance vai surgir agora em fevereiro, com a escola de samba Unidos de Niterói, usando verbas de estímulo à cultura,  para contar na Marquês de Sapucaí a fantasia maravilhosa de um retirante nordestino que se transforma num operário, depois num líder sindical até chegar à Presidência do Brasil: “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Para os que não acreditam em vitórias eleitorais como forma de mudar a velha política de exploração de classes que vigora no Brasil desde que os portugueses aqui chegaram há mais de cinco séculos e defendem a bandeira do socialismo, só resta se negar a participar da grande fraude eleitoral que mais uma vez está montada.

É o que eu, modestamente pretendo fazer.

Autor

Marino Boeira

Formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), foi jornalista nos veículos Última Hora, Revista Manchete, Jornal do Comércio e TV Piratini. Como publicitário, atuou nas agências Standard, Marca, Módulo, MPM e Símbolo. Acumula ainda experiência como professor universitário na área de Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e na Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos). É autor dos livros ‘Raul’, ‘Crime na Madrugada’, ‘De Quatro’, ‘Tudo que Você NÃO Deve Fazer para Ganhar Dinheiro na Propaganda’, ‘Tudo Começou em 1964’, ‘Brizola e Eu’ e ‘Aconteceu em…’, que traz crônicas de viagens, publicadas originalmente em Coletiva.net. E-mail para contato: marinobo@uol.com.br
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