Maus tratos a animais é crime e silenciar diante disso é permitir que casos como o do cachorro Orelha continuem ocorrendo. Na maior impunidade. Pelo menos, até o momento, pelo andamento da investigação policial. Não podemos, enquanto sociedade, aceitar tais atos de barbárie como assassinar um cão comunitário que, segundo as notícias, ficou agonizando sem conseguir locomover-se tamanho a crueldade das agressões. É mais um caso que não pode ser esquecido. É mais um caso em que os assassinos precisam ter a punição exemplar.
Orelha, um cão comunitário que vivia na praia Brava, em Florianópolis, na maior paz, de comportamento dócil e brincalhão, foi brutalmente assassinado por quatro adolescentes da alta sociedade catarinense. A morte brutal do cachorro, que era cuidado pelos moradores do local, é mais do que o assassinato de um cão comunitário. Ela atesta o fracasso coletivo na proteção de vidas mais vulneráveis. Retrata uma sociedade que segue falhando na educação e na formação de valores.
Quando adolescentes se sentem no direito de agredir e torturar brutalmente um cão de bairro, que era cuidado pela comunidade há uns 10 anos, um alerta severo de que algo está muito errado se acende. Quando os pais dos jovens da classe média alta catarinense que praticaram o assassinato tentam de todas as maneiras calar testemunhas do caso, um sinal de perigo é acionado. E a publicação nas redes sociais de um dos assassinos dizendo que era apenas uma brincadeira entre amigos revela uma desumanização e uma violência que vem sendo naturalizada e brindada pela impunidade.
Não podemos deixar o assassinato do cão Orelha, resultado de uma educação falha e de valores mal formados, cair no esquecimento, na gaveta enorme das impunidades, na lista das violências normalizadas. Precisamos exigir punição. Precisamos cobrar das autoridades mais rapidez na investigação. Precisamos mudar a história escrota das impunidades.
#JustiçaPorOrelha.