A situação não para de piorar. Nesta segunda-feira, 26 de janeiro e, consequentemente, 26º dia de 2026, somente no Rio Grande do Sul, o número de feminicídios chegou a 9. Ou seja, arredondando, a cada dois dias e meio, uma mulher foi morta por companheiro ou ex-companheiro neste ano. E cada vez mais são divulgados vídeos com flagrantes de agressões, algumas delas verdadeiros espancamentos.
Já escrevi aqui neste mesmo espaço que tudo o que tem sido feito na tentativa de garantir a integridade física, psicológica, patrimonial e sexual de mulheres ameaçadas ou já na condição de vítimas de violência doméstica, como as medidas protetivas, são ações necessárias mas insuficientes para impedir que os crimes desta natureza sigam acontecendo.
Puxando o debate para o campo da comunicação, vejo como positivas as coberturas dos casos e reportagens especiais, incluindo alertas, como, faz, por exemplo, a repórter Letícia Mendes, do Grupo RBS, que trabalha o tema há bastante tempo.
Por outro lado, penso que os veículos e grupos, de um modo geral, além do trabalho na área editorial, deveriam encampar campanhas institucionais que possam ajudar na conscientização, prevenção e combate à violência de gênero e doméstica. Talvez isso até já esteja sendo feito, mas, neste caso, digo que é preciso intensificar.
Campanhas institucionais vão solucionar o problema? Infelizmente, não. Mas se cada setor ou segmento fizer algo que acrescente, a luta ganhará corpo. E não deixo de cobrar, fazendo uma mea culpa, um maior engajamento masculino. Não basta ser contra. É preciso agir.