Quem me conhece sabe que minha idolatria ao técnico Roger Machado vem de bem antes de ele treinar o Inter. Aliás, quem me conhece sabe que sou colorado e que, por via redes sociais, eu já elogiava o cidadão Roger desde os tempos em que ele treinava o coirmão Grêmio.
Nos tempos difíceis em que vivemos, com os extremismos tentando ganhar espaços em várias partes do mundo, elogio quem tem a coragem de se manifestar contra as ideias radicais que, sem nenhum constrangimento, atacam democracias, direitos civis e humanos.
E Roger tem demonstrado essa coragem, independentemente do clube e praça pelo quais passa na função de treinador. E seu discurso não dá margens para dúvidas: o Brasil é um país racista, os avanços vão acontecendo aos poucos, mas ainda há muito a ser superado nesse campo.
Ele próprio, Roger, é uma exceção entre os técnicos que dirigem clubes da Série A do futebol brasileiro. E quanto fala sobre isso, muitas vezes aparecem discursos racistas disfarçados tentando convencê-lo de que sua função é meramente treinar e escalar o clube com o qual tem contrato.
Felizmente, Roger tem muita consciência e, como uma missão, não poupa ataques ao racismo e a manifestações que comprovam a sua existência. Obrigado, Roger. Pela coragem e pela competência com que dirige o meu Inter. Sei que os racistas lamentam teu sucesso.