A comunicadora Lygia Luisa Schneider Lyrio morreu nesta última quinta-feira, 8, aos 70 anos. O velório ocorreu hoje, 9, com início às 9h e despedida às 14h, no Cemitério da Santa Casa, Capela 6 (Avenida Professor Oscar Pereira, nº 423), em Porto Alegre. Ela faleceu em decorrência de complicações de um câncer no pâncreas e outras debilidades de saúde.
No mercado publicitário gaúcho, Lygia construiu uma trajetória ligada à área administrativa e financeira, com passagens por agências e entidades representativas do setor. Ao longo das décadas, esteve envolvida na condução de processos internos, transições financeiras e reestruturações institucionais que marcaram distintas fases da Comunicação no Rio Grande do Sul.
Segundo profissionais que conviveram com ela, sua presença esteve associada à organização dos bastidores das empresas quanto à relação direta com pessoas. De acordo com o publicitário Fernando Silveira, Lygia costumava assumir a área dos Recursos Humanos (RH) em uma época onde a burocracia era um fator de extrema relevância. “Ela conduzia o administrativo e o financeiro em um período em que essa estrutura era fundamental para o funcionamento das agências”.
Atuação em agências
Lygia passou pela Martins e Andrade, onde atuou por muitos anos na condução administrativa e financeira. Seu exercício no espaço ocorreu em um momento importante deles no mercado estadual, especialmente entre as décadas de 1980 e 1990, quando os processos internos exigiam acompanhamento próximo e gestão contínua.
Sob o olhar de Fernando, Lygia esteve diretamente envolvida em ocasiões decisivas da empresa. “Ela comandava o administrativo e financeiro junto aos sócios e foi a responsável por toda a transição financeira quando houve a venda do fundo comercial da Martins”, relatou. A profissional também acompanhou mudanças estruturais que impactaram o funcionamento da agência e de outras organizações do setor.
Contribuição institucional
Além das agências, ela, igualmente, desempenhou relevante papel em entidades representativas do mercado publicitário do Estado. No Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), fez parte de diferentes gestões e integrou processos de transformação institucional da associação.
Segundo Fernando, Lygia presenciou várias fases da evolução do sindicato. “Ela fez parte da mudança de modelo do Sinapro-RS, quando a entidade passou a atuar de outra forma, primeiro com o Delmar Gentil e depois comigo na presidência”, afirmou. A profissional permaneceu no local por mais de uma gestão, sempre ligada à área administrativa e financeira.
Reconhecimento no mercado
Colegas de trabalho destacam que a atuação de Lygia ultrapassava as funções técnicas. Para Fernando, o reconhecimento do mercado está ligado à forma como ela se relacionava com as pessoas. “Era alguém muito querida, uma amigona, que cuidava dos problemas pessoais de todos e estava atenta às fases difíceis de cada um”, disse.
Ainda em sua visão, esse aspecto humano marcou sua trajetória profissional. “Quem trabalhou com ela conhece as atenções que ela sempre deu para todo mundo, além da contribuição administrativa”, afirmou. Para o mercado da Comunicação gaúcha, Lygia deixa um legado associado à construção de relações duradouras e empáticas e ao fortalecimento das estruturas que sustentaram agências e entidades no decorrer do tempo.