O ano de 2025 foi avaliado como positivo pela direção do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Malheiros, os últimos 12 meses foram marcados por intensos processos de negociação, dificuldades impostas pelo cenário econômico e transformações no mercado de trabalho, mas também por avanços importantes para a categoria. “Conseguimos manter o sindicato atuante, presente junto à base e firme na defesa dos direitos dos trabalhadores”, celebrou.
Para Malheiros, o fortalecimento da representação sindical, a ampliação do diálogo com os profissionais do setor e os avanços em acordos coletivos contribuíram para um balanço positivo do ano. Entre as principais conquistas de 2025, o presidente destacou a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, que garantiu ganho real aos salários dos radialistas. Ele ressaltou que essa conquista é fundamental, já que o salário é o principal fator de impacto direto na vida dos trabalhadores.
Outro avanço importante foi a celebração de Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) individuais com duas emissoras. Na Masper TV, o Sindicato conquistou uma negociação inédita, com a implantação da escala de trabalho 5×2, sem qualquer perda salarial para os trabalhadores. Já na Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o acordo garantiu a mesma escala para um setor específico, também sem prejuízo salarial. De acordo com Malheiros, trata-se de resultados “do diálogo com a direção das emissoras e do excelente trabalho desenvolvido pela COP Advogado, que é o nosso Departamento Jurídico”.
Além das negociações trabalhistas, o ano passado foi marcado pela realização do 1º Seminário de Comunicação do Mercosul, em Santa Rosa. O evento reuniu palestrantes nacionais, mas também da Argentina e do Paraguai, e teve como objetivo fortalecer o intercâmbio, o debate e a integração no setor. “Podemos afirmar com tranquilidade que 2025 foi um ano muito bom, resultado de muito trabalho, dedicação e compromisso com a categoria dos radialistas”, avaliou.
Metas institucionais cumpridas
Os objetivos institucionais do Sindicato também foram plenamente atingidos em 2025. Segundo Malheiros, todas as metas projetadas para o ano foram realizadas com base em uma organização responsável. “Esse cuidado no planejamento se dá porque conhecemos muito bem a capacidade, o comprometimento e a dedicação dos nossos diretores, o que nos permite traçar objetivos concretos e alcançáveis”, afirmou.
Ele contou que, no início de cada ano, a gestão da entidade estabelece uma programação de metas “claras, realistas e, acima de tudo, possíveis de serem cumpridas”. Para o presidente, o cumprimento desses objetivos no ano passado resultou em avanços concretos, no fortalecimento do Sindicato e em maior proximidade com a categoria.
Perspectivas e desafios para 2026
Para 2026, Malheiros projetou novos desafios para a entidade, especialmente diante do avanço da tecnologia e do surgimento de novas legislações. Um dos principais pontos de atenção, destacou, é levar mais capacitação aos profissionais, porém sem sair do escopo da lei que regulamenta o trabalho dos radialistas.
Além disso, ele acredita que a publicação da Lei nº 15.325, que dispõe sobre o exercício da profissão de multimídia, deve impactar diretamente a categoria. “Nós temos a responsabilidade de continuarmos atuantes e vigilantes, pois, por vezes, muitos radiodifusores se aproveitam para colocar profissionais que não têm o registro adequado para trabalhar e desenvolver a função de radialista. Isso é um crime”, frisou.
Por outro lado, Malheiros reconheceu a falta de mão de obra no Rio Grande do Sul como um dos fatores que têm levado emissoras a contratar outros profissionais para desempenhar essas funções. Essa situação tem resultado em um aumento de denúncias ao Ministério do Trabalho, que vem fiscalizando as emissoras de forma mais intensa. Para o presidente, é fundamental que não haja disputa entre patrões e empregados, mas, sim, união, para que o resultado final seja positivo para o setor.
Por fim, Malheiros também chamou a atenção para o crescimento das mídias alternativas e para a disseminação de conteúdos sem compromisso com a veracidade das informações. Ele reforçou a importância da credibilidade profissional e da responsabilidade dos veículos de Comunicação, destacando que a qualificação e o respeito à legislação são essenciais para o fortalecimento das profissões e para a valorização dos profissionais.