Com o intuito de aumentar a diversidade em cargos de comando, o Banrisul lançou uma meta a ser batida até 2030. Até esse ano, no mínimo 30% das vagas de gerência deverão ser ocupadas por mulheres, pessoas pretas ou pardas, com deficiência ou integrantes da comunidade LGBTQIA+. Válida para órgãos da Alta Administração, Conselho Fiscal e Comitês Estatutários, a regra se estende às empresas controladas pelo Grupo Banrisul. A proposta será fundamentada na próxima Assembleia de Acionistas, que deve ocorrer em 27 de abril.
De acordo com o presidente da instituição, Cláudio Coutinho, o movimento representa mais um avanço do Banrisul na pauta ESG, “somando-se a tudo o que estamos fazendo no campo da sustentabilidade na gestão do nosso capital humano”. “E esse espaço de participação será ampliado ainda mais, em um fortalecimento contínuo de nossa diversidade”, destaca o gestor.
A medida, conforme o executivo, está alinhada ao planejamento estratégico do banco até 2030. A iniciativa visa preencher uma lacuna no mercado. Conforme um estudo recente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), as mulheres representam 15% dos conselhos e diretorias.
Avanços na pauta ESG
Ao avançar no desenvolvimento de ações de responsabilidade ambiental, social e de governança, o Banrisul conquistou o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol – plataforma para divulgação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Em processo de transição energética, a instituição trabalha para que as cerca de 500 agências sejam abastecidas por energia de fontes renováveis – o que é estimulado, também, pelo acesso ao crédito concedido no CDC Sustentabilidade.
Além disso, o banco se destaca pela representatividade no quadro de funcionários. Conforme levantamento da empresa, 45,1% dos colaboradores são mulheres e 1,2 mil são capacitados em Língua Brasileira de Sinais (Libras).