Milhares de vagas devem ser abertas em todo o país nos próximos meses. Esta é a previsão que o diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Paulo Di Vicenzi, faz para o período eleitoral que se aproxima. Segundo o estrategista, a estimativa é que mais de 20 de setores da economia sejam beneficiados com o pleito deste ano, movimentando centenas de empresas. Para Di Vicenzi, as principais áreas contempladas serão pesquisas de opinião pública, gráficas, telemarketing, assessoria de imprensa, publicidade, produção de áudio, vídeo e fotografia, locação de veículos, impressão digital e serviços de internet, entre outros.
“Considerando a estimativa de um total de 22 mil candidatos às prefeituras e mais de 100 mil à vereador, um contingente de 3 milhões de pessoas devem atuar nas próximas eleições, das quais 1 milhão serão remuneradas para trabalhar”, avalia Paulo Di Vicenzi. Ele ainda acrescenta que “a campanha eleitoral gera um produto interno bruto (PIB) muito alto, especialmente nas cidades médias, gerando renda adicional para muitas pessoas e até famílias inteiras”.
Conforme suas estimativas, os candidatos que trabalharem com equipes de oito a 10 pessoas deverão desembolsar cerca de R$ 6 mil por mês. Di Vicenzi ainda ressalta que entra no orçamento a locação de um a três veículos utilitários com motorista, com custo unitário de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil, mais despesas de combustível e manutenção. “Para um candidato a vereador, o melhor é esperar a definição das coligações majoritárias, pois elas podem proporcionar economia nos gastos”, alerta o estrategista eleitoral, destacando também que “quando um candidato a vereador faz campanha junto com o candidato a prefeito, pode dividir com ele as despesas”.