O prefeito José Fortunati e secretários municipais estiveram reunidos nesta quinta-feira, 12, em Brasília, com o secretário nacional de Transportes e Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno. No encontro, Bueno afirmou que a capital gaúcha receberá apoio federal para a inclusão do projeto do Metrô no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Tenho certeza de que Porto Alegre será contemplada. O projeto da linha 2 é uma proposta defensável que realmente melhora a qualidade de vida da população”, enfatizou.
Também participaram do encontro o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico (SMGAE), Newton Baggio, e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. O anúncio oficial das obras incluídas no PAC deverá ocorrer no dia 26 de agosto. Fortunati reforçou o fato de a iniciativa atender a todos os requisitos exigidos pela União. “Demonstramos o impacto positivo, não somente para o atendimento à população, mas para a racionalização e modernização do sistema de transporte coletivo na Capital, buscando um modelo de integração multimodal”, afirmou. O prefeito ainda destacou que não há mais qualquer dúvida sobre a viabilidade da implantação dos BRTs (Bus Rapid Transit) e do Metrô como projetos complementares.
Entre os aspectos fundamentais estão o fato do projeto se estender até as imediações da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), integrando diversos municípios da Região Metropolitana, além da conectividade com o Trensurb e a ligação com a implantação dos BRTs. Atenderia a populações carentes de infraestrutura de transporte e não exige desapropriação de residências. Outro elemento que favorece a proposta apresentada por Porto Alegre é o conhecimento prévio do projeto por parte do governo federal. Desde 2010, quando se buscava recursos da Matriz de Responsabilidade da Copa, o projeto vem sendo discutido no âmbito federal.
O projeto do metrô cadastrado pela prefeitura no PAC prevê a construção da 1ª Fase da Linha com extensão de 14,88 quilômetros, com início nas proximidades da Fiergs, na Avenida Assis Brasil, passando pela Avenida Farrapos e Rua Voluntários da Pátria, chegando à Avenida Borges de Medeiros. Ao todo, serão 13 estações, por onde circularão cerca de 300 mil passageiros por dia. Para que o projeto possa sair do papel, são necessários R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 1,58 bilhão via PAC. O restante será financiado pelo agente privado, pela contraprestação da prefeitura, além de isenções fiscais estaduais e municipais.
