Panorama

Lançada a Frente Parlamentar em defesa das vítimas da violência

A ONG Brasil Sem Grades lançou na manhã desta terça-feira, 8, a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas da Violência no Rio Grande do Sul. A solenidade reuniu aproximadamente 300 pessoas no Palácio Farroupilha, sede da Assembleia Legislativa, e teve a presença do vice-presidente do ONG Brasil Sem Grades, Raul Cohen, da deputada federal Keiko Ota (SP), familiares de vítimas da violência, representantes de entidades de classe, estudantes da faculdade do Ministério Público Pouco e deputados.

Inspirada no movimento nacional projetado em Brasília (União em Defesa das Vítimas da Violência – UDVV), organizado e criado pela deputada Keiko, a Frente tem como objetivo mobilizar as vítimas e as famílias, que perderam entes queridos em virtude da violência, a lutar por leis mais rígidas no sistema prisional. Segundo ela, houve quase 100 mil assassinatos em 2011, sendo 50 mil por armas de fogo, 30 mil por crimes de trânsito e outros 20 mil motivados por razões diversas. “Precisamos unir o poder público, as vítimas, as organizações e toda a população para mudar esse quadro”, afirmou.

Raul Cohen falou sobre o constante combate à violência e a impunidade, principal bandeira da ONG Brasil Sem Grades, e destacou a necessidade de dar uma vida mais segura aos cidadãos brasileiros. “As grades que nós queremos abolir são essas que mantêm famílias em casa por medo de sair na rua”, salientou. Coordenadora da iniciativa, a deputada Zilá Breitenbach (PSDB) reiterou o desejo de uma aproximação constante com as vítimas que escondem os maus tratos que sofrem, destacando que a Frente não caracteriza-se por um movimento de situação ou oposição e sim por envolver todos os parlamentares em uma causa única, para o bem da sociedade gaúcha.

O requerimento de criação da Frente, motivado por demanda da Brasil Sem Grades foi subscrito pela unanimidade dos deputados gaúchos. No Estado, tratará de todos os tipos de violência a qual os cidadãos diariamente são submetidos, seja no trânsito, na escola, no trabalho, nos lares ou nas ruas. Entre as pautas que devem ser trabalhadas está a criação do Dia da Vítima, que promoverá uma reflexão de apoio e defesa das vítimas da violência. Um dos motivos para ação é o fato de já existir o Dia do Detento, “celebrado” no dia 24 de maio. 

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