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Ministro lança Programa de Baixo Carbono na agricultura

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, lançou esta manhã na Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). “Queremos estender um tapete vermelho para quem produz neste País. O produtor precisa ser tratado tão bem quanto nossos ídolos de futebol e o Programa ABC existe neste sentido”, declarou o ministro, na abertura do Seminário de Difusão do Plano ABC no Rio Grande do Sul. Durante o encontro, foi assinado o protocolo de cooperação entre o Ministério e o Banco do Brasil para o projeto no Estado e também a assinatura dos primeiros contratos com produtores gaúchos.

Para a safra 2011/2012, o Programa prevê R$ 3,1 bilhões em recursos para incentivar o uso de processos tecnológicos que neutralizem ou minimizem os efeitos dos gases de efeito-estufa no campo. O plano atua em seis frentes: recuperação de áreas degradadas, plantio direto na palha, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio de florestas comerciais, fixação biológica de nitrogênio e tratamento de resíduos animais. “A ideia é estimular um novo olhar sobre a produção agrícola”, ressaltou Mendes. Ele também lembrou alguns dados referentes a 2011, como a safra de grãos de 159 milhões de toneladas e a produção de 24 milhões de toneladas de carne. “Se um dia o Brasil comandar o mundo, será por meio da produção de alimentos”, avaliou.

Ao longo do dia, foram realizadas palestras sobre a construção interdisciplinar do Plano ABC no Brasil, visando à consolidação de uma baixa emissão de carbono; os Mecanismos de financiamento do Banco do Brasil relacionados ao Programa ABC; e a agricultura de baixo carbono no sul do Brasil: o ontem, o hoje e o amanhã.

Da Fiergs, Mendes foi para a Farsul, onde almoçou com sua diretoria. Ali ele deu detalhes do Programa ABC e avaliou o andamento do projeto do novo Código Florestal Brasileiro. Segundo ele, o “pior Código é melhor do que a inexistência de um. O Código que está em votação não é o programa de cada brasileiro individualmente, mas de todos os brasileiros. As mudanças feitas pelo Senado foram em itens que precisavam ser alterados e agora temos a média do pensamento da sociedade brasileira”.

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