A partir desta sexta-feira, 28, até 28 de maio, a Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), apresenta a exposição ‘Obras raras do acervo da BPE’. Com curadoria de Cláudia Antunes e Fábio Lázzari, a mostra terá livros e periódicos antigos nacionais e estrangeiros. A iniciativa será realizada na sala Borges de Medeiros (Rua Riachuelo, 1.190 – bairro Centro Histórico), em Porto Alegre, e poderá ser visitada gratuitamente, de segunda a sexta, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 17h.
‘Farsália’, um poema épico escrito pelo poeta latino Lucano, de 1519, é a peça mais antiga. Outro destaque do evento é uma edição em russo de ‘A alvorada da era cósmica’, que possui uma dedicatória do grupo de cosmonautas russos da primeira geração de astronautas, nos anos 1960, cuja figura mais importante foi Yuri Gagarin. ‘O códice Atlântico’, de Leonardo da Vinci (1452-1519), também será exibido. É uma coleção de documentos composta de 12 volumes em grande formato, com anotações e 1.384 ilustrações do mestre italiano.
Livros considerados proibidos – por atentarem contra a moral ou por criticarem a ideologia política, religiosa ou social dominante – também estarão na mostra. Alguns deles chegaram a ser proibidos pela Igreja Católica, como ‘O antigo e verdadeiro livro gigante de S. Cipriano’, que trata de magia e feitiçaria. Outras obras são de conteúdo erótico, escritas nos séculos 18 e 19, a maioria de autores franceses, como ‘L’espion libertin’ (‘O espião libertino’, em português), de autoria anônima, de 1882.
Clássicos e gaúchos
Ainda serão expostos clássicos da literatura universal em edições especiais, como , ‘A divina comédia’, de Dante Alighieri, e ‘Os Lusíadas’, de Luís de Camões. Além desses, estarão entre as peças publicações de autores gaúchos como Alcides Maya, Erico Verissimo, João Simões Lopes Neto e Mário Quintana, em primeiras edições, e de ex-diretores da BPE.
A exposição significa o reconhecimento da Biblioteca Pública do Estado ao esforço dos primeiros dirigentes, que criaram um acervo para atender a elite estudiosa da época. O patrimônio cresceu e hoje está disponível para empréstimo e consulta local de toda a população, na instituição que possui 152 anos de história.